Culturas Juvenis e Percursos Educativos
Ocorrência: 2011/2012 - 1S
Ciclos de Estudo/Cursos
| Sigla |
Nº de Estudantes |
Plano de Estudos |
Anos Curriculares |
Créditos UCN |
Créditos ECTS |
Horas de Contacto |
Horas Totais |
| MCED |
15 |
Plano Oficial |
1 |
- |
6 |
- |
|
Língua de trabalho
Português
Objetivos
A Disciplina Culturas Juvenis e Percursos Educativos procura trabalhar fundamentalmente o campo teórico em torno das juventudes enquanto experiência cultural em contextos locais e globais em mudança. Contribui para se equacionarem os desafios que as juventudes colocam a diferentes contextos sociais, nomeadamente os educativos, não apenas escolares. Os conteúdos permitirão ter acesso a debates teóricos clássicos e contemporãneos em torno das problemáticas juvenis e das principais dimensões que constituem a diversidade das vidas juvenis em contextos nacionais e internacionais, mas igualmente aos percursos e possibilidades juvenis de acesso à cidadania e à justiça social e educativa. Pretende-se ainda que os/as estudantes contactem com novas tendências nos estudos juvenis, predominantemente no campo da sociologia da juventude.
Pretende fornecer aos/às estudantes conhecimentos teóricos e conceptuais aprofundados sobre juventudes e estudos juvenis, que permitam uma atitude crítica nas leituras de contextos e problemáticas que envolvem jovens.
Compreensão sistemática e aprofundada dos contributos clássicos e contemporãneos em torno das identidades e culturas juvenis
Desenvolvimento de perspectivas críticas sobre diferentes percursos, transições e exclusões juvenis em contextos sócio-educativos
Exploração de formas possíveis de entendimento sobre jovens, problemáticas e estilos de vida
Programa
1. CONTRIBUTOS DA SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO – FORMAL E NÃO FORMAL – PARA O ENTENDIMENTO DAS JUVENTUDES
2.A CONSTRUÇÃO SÓCIO-HISTÓRICO-CULTURAL DA JUVENTUDE E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E SOCIOLÓGICAS
2.1. Teorias geracionais, classistas, culturalistas e feministas
2.2. Estudos culturais Juvenis: dos contributos do CCCS às abordagens contemporâneas
2.3. Comunidades, identidades e culturas juvenis: abordagens subculturais e pos-subculturais
2.4. A juventude enquanto problema: novos e velhos problemas
2.5. O papel dos media na construção de uma ideia de Juventude
2.6. Juventudes globais vs locais; juventudes mediterrânicas e Juventudes europeias
3. TRANSIÇÕES JUVENIS, IMPREVISIBILIDADE E PERCURSOS NA POS-LINEARIDADE
3.1. Debates contemporâneos sobre a incerteza da transição: tornar-se adulto/a e a geração yô-yô.
3.2. Juventudes, presenticidade e des- Futurização
3.3. Desemprego, mercado de trabalho e exclusão: o seu papel nos limites às transições
3.4. Juventude em risco: «intenção humanista»; «intenção económica»
3.5.Escolhas, oportunidades, flexibilidade e responsabilização individual
4. TOPOGRAFIAS DE PERTENÇA JUVENIS: EXPERIÊNCIAS e CULTURAS SITUADAS
4.1.Juventudes, classe social, género, etnia, geografia
4.2.Identidades e culturas Juvenis, culturas escolares
4.3.Corpo, sexualidade e vigilância
4.2.Juventudes urbanas e rurais
4.5.Juventudes e tecnocultura e cyberespaço
5. ESPAÇOS JUVENIS DE AFIRMAÇÃO E CIDADANIA
5.1. Juventudes, direitos e Justiça
5.2.Expectativas sociais sobre a juventude, reconhecimento e cidadania
5.3.Culturas juvenis, culturas de lazer e organizações juvenis
Bibliografia Obrigatória
Cabral Manuel Villaverde ed. lit.;
Jovens portugueses de hoje. ISBN: 972-774-004-9
Skelton, Tracy; Valentine, Gill (eds.) (1998) Cool Places: Geographies of Youth Cultures. London: Routledge.
Stoer Stephen;
Escola e aprendizagem para o trabalho num país da (semi)periferia europeia. ISBN: 972-8353-60-X
Walther, Andreas (2006) “Regimes of Youth Transitions: choice, flexibility and security in young people’s experiences across different European contexts”, Young: Nordic Journal of Youth Research, 2, 119-139.
Pais Jose Machado;
Ganchos, tachos e biscates. ISBN: ISBN 972-43-0477-9
Pais José Machado coord.;
Traços e riscos de vida. ISBN: ISBN 972-43-0331-4
Roberts, Kenneth (1997) “Structure and agency: The new youth research agenda”. In John Bynner, Lynne Chisholm; Andy Furlong (eds.) Youth, citizenship and Social Change in a European Context. Aldershot: Ashgate, 56-65.
Pais, José Machado (2006) “Buscas de Si: Expressividades e Identidades Juvenis”. In Maria Isabel Mendes de Almeida; Fernanda Eugénio (Org.) Culturas Jovens: Mapas de Afeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 7-24.
Pais, José Machado (1996) “A Geração Yô-Yô: uma nova condição juvenil?”, Dinâmicas Multiculturais, Novas Faces, Actas das Sessões Plenárias do III Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, Lisboa, 4-7 de Julho de 1994. Lisboa: Institu
Leccardi, Carmen (2005) “Para um Novo Significado do Futuro: mudança social, jovens e tempo”, Tempo Social, 2, 35-57.
Fonseca Laura Pereira da;
Culturas juvenis, percursos femininos. ISBN: 972-774-107-X
Ball, Stephen; Maguire, Meg; McCrae, Sheila (2000) Choice and Pathways. Transitions Post-16. Milton Keynes: Open University Press.
Bourdieu, Pierre (1978) «La «Jeunesse» n’est q’un Mot». Entretien avec Anne-Marie Métailié, paru dans Les jeunes et le premier emploi. Paris : Association des Ages, 520-530.
Abrantes Pedro;
Os^sentidos da escola. ISBN: 972-774-179-7
Costa, Alexandra Sá (2001) Políticas de Juventude: Regulação e/ou Emancipação. Tese de Mestrado em Ciências da Educação. Porto: FPCEUP.
Beck Ulrich;
Risk society. ISBN: 0-8039-8345-X
Fonseca Maria Laura Pereira da;
Vozes, silêncios e ruídos na educação escolar das raparigas
Bibliografia Complementar
Wilson, Brian; Atkinson, Michael (2005) Rave and Straightedge, the Virtual and the Real: exploring online and offline experiences in Canadian, Youth & Society, 3, 276-311.
Correia, José Alberto; Matos, Manuel (orgs.) (2003) Violência e Violências na e da Escola”. Porto: Edições Afrontamento, 56-71.
Thomson, Rachel; Bell, Robert; Holland, Janet; Henderson, Sheila; McGrellis, Sheena; Sharpe, Sue (2002) “Critical Moments: choice, chance and opportunity in young people’s narratives of transition”, Sociology, 2, 335-354.
Silva, Sofia Marques da; Araújo, Helena Costa (2007) “Interrogando Masculinidades em Contexto Escolar: mudança anunciada?”, ex æquo, 15, 89-117.
Magalhães. A. (2003) “As Transformações do Mercado de Trabalho e as Novas Identidades Individuais e Colectivas: a Reconfiguração do Papel da Escola e da Cidadania”. In J. A. Correia; M. Matos (orgs.) Violência e Violências na e da Escola”.
Fonseca, Laura; Araújo, Helena Costa (2007) “Em Torno de Autonomia e Desafectação: dois conceitos para entender percursos escolares de jovens raparigas e rapazes na escola?”, ex æquo, 15, 63-65.
Ferreira, Victor Sérgio (2006) Marcas que Demarcam. Corpo, Tatuagens e Body Piercing em Contextos Juvenis. Tese de Doutoramento em Sociologia. Lisboa: ISCTE.
Alves, Natália (2007) “E se a melhoria da empregabilidade dos jovens escondesse novas formas de desigualdade social?”, Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 2, 59-68. [On-line], http://sisifo.fpce.ul.pt, 10/03/08.
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Exposição
Análise de textos
Conferências
Debates
Pares pedagógicos
Software
Fórum
Tipo de avaliação
Avaliação por exame final
Componentes de Avaliação
| Descrição |
Tipo |
Tempo (Horas) |
Peso (%) |
Data Conclusão |
| Participação presencial (estimativa) |
Participação presencial |
56,00 |
|
|
| Ensaio Final |
Trabalho escrito |
20,00 |
|
2012-01-06 |
|
Total: |
- |
0,00 |
|
Componentes de Ocupação
| Descrição |
Tipo |
Tempo (Horas) |
Data Conclusão |
| Leitura e Análise de textos |
Estudo autónomo |
20 |
2011-12-16 |
|
Total: |
20,00 |
|
Obtenção de frequência
O/a estudante obtém a frequência da unidade curricular se, tendo estado regularmente inscrito/a, não exceder o número limite de faltas correspondente a 25 % das aulas previstas.
Fórmula de cálculo da classificação final
A avaliação recai sobre a realização de um ensaio crítico, escrito, individual, em torno de conhecimentos teóricos e conceptuais sobre as juventudes, enquanto conceito, seus contextos, experiências. Pretende-se que neste trabalho os/as estudantes sejam capazes de mobilizar conhecimentos teóricos e de explorar de forma criativa e aprofundada modos de pensar as juventudes, quer no âmbito de possibilidades de investigação quer de intervenção.
Este trabalho traduzirá a dinâmica dos pares pedagógicos constituídos por elementos que tendencialmente têm experiências distintas, sendo capazes de integrar, investigar e traduzir teoricamente as aprendizagens e reflexões mútuas.
Provas e trabalhos especiais
Não há
Avaliação especial (TE, DA, ...)
Os/as estudantes, em situações previstas pela legislação e pelos regulamentos em vigor, que não frequentem as aulas, deverão desde o início das aulas contactar as docentes. Terão de fazer uma síntese presencial (em datas a combinar com as docentes), para além do trabalho acima referido.
Melhoria de classificação
Para efeitos de melhoria de nota, sem nova frequência da unidade curricular, ou como recurso, os/as estudantes terão ou de (re)escrever o trabalho acima mencionado ou de fazer a sua discussão/defesa oral.