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Provas de Doutoramento em Psicologia - Joana Rita Pasion Ferreira

24 de setembro | 10h00

Provas de doutoramento no ramo de Psicologia, requeridas pela Mestre Joana Rita Pasion Ferreira.

Apreciação da tese intitulada: "RDoC’ing the Internalizing-Externalizing Spectrum: towards empirically-based models of psychopathology"

Equipa de orientação:
Doutor Manuel Fernando dos Santos Barbosa


Júri:
  • Doutor Pedro Jorge da Silva Coelho Nobre
  • Doutor Jorge Manuel Castelo Branco Albuquerque Almeida
  • Doutora Ana Bernardo Seara Cardoso
  • Doutor Manuel Fernando dos Santos Barbosa
  • Doutor Fernando Ricardo Ferreira Santos



Esta prova irá realizar-se por videoconferência, ao abrigo do Despacho Reitoral n.º GR-06/03/2020 - COVID-19 - Medidas excecionais e temporárias no âmbito das Reuniões dos órgãos colegiais e de prestação de provas públicas, da Universidade do Porto. 

A sessão é aberta a todos os interessados, através do seguinte Link:
https://www.youtube.com/c/FPCEUPvideos


RESUMO: 

Há um consenso crescente de que os sistemas de diagnóstico disponíveis são insuficientes e carecem de validação empírica. As perturbações mentais não são independentes e a investigação revela uma série de mecanismos transversais que estão na base da comorbilidade entre manifestações psicopatológicas. Uma solução para superar as limitações de classificação atuais surge de novos modelos com base empírica - o modelo de Internalização-Externalização e Reserach Domain Criteria (RDoC). O trabalho atual abrange esses dois quadros e conduz um conjunto de estudos em torno de um índice fisiológico da matriz RDoC – o Error-Related Negativity (ERN). O ERN está representado em vários construtos RDoC (Performance monitoring, Inhibitory Control, Reward Learning, Sustained Threat) e é considerado um marcador transdiagnóstico da internalização e externalização. Consistente com resultados anteriores, o Estudo 1 - uma meta-análise de 160 estudos publicados (N = 8123) - testa as hipóteses de que amplitudes ERN mais altas e reduzidas estão, respetivamente, associadas a problemas de internalização e externalização. Encontramos evidência para esse efeito dissociável, mas os efeitos foram menores para a internalização enquanto moderados por tarefas incluindo contingências de punição. A partir da última evidência, desenvolvemos uma tarefa no Estudo 2 para medir a modulação de ERN no construto RDoC de Sustained Threat (N = 46). Encontramos evidência de que as amplitudes do Pe (mas não ERN) foram maiores para a contingência de punição por ameaça sustentada, particularmente no grupo de alta ansiedade. Para o ERN, o efeito aversivo da ameaça sustentada foi observado exclusivamente para o grupo de baixa ansiedade. No Estudo 3 (N = 182), não se encontrou a dissociação de ERN preconizada no Estudo 1, nomeadamente quando se controlou a variância partilhada entre internalização e externalização. Neste estudo, os construtos RDoC incluindo várias unidades de análise (autorrelato, comportamento, ERN e outras métricas fisiológicas) foram mais informativos para explicar os padrões de comorbidade implicados na internalização (Performance monitoring, Inhibitory Control) e externalização (Sustained Threat). As implicações para a investigação e prática clínica são discutidas à luz das descobertas atuais.

Palavras-Chave: RDoC, psicopatologia, internalização, externalização, ERN.


ABSTRACT:

There is a growing consensus in the research field that the available classification systems of mental disorders are insufficient and lack empirical validation. Mental disorders co-occur at higher levels than chance, and findings suggest that cross-cutting mechanisms link several (not so independent) psychopathological manifestations. A solution to the shortcomings of current classifications is emerging from new empirically-based frameworks: the Internalizing-Externalizing Spectrum model and the Research Domain Criteria (RDoC). The current work embraces these two endeavors by conducting a set of studies around an RDoC physiological index – i.e., the Error-Related Negativity (ERN) – that is represented in several RDoC constructs (Performance monitoring, Cognitive Control, Reward Learning, Sustained Threat) and is thought to be a transdiagnostic marker of internalizing and externalizing manifestations. Consistent with previous findings, Study 1 – a meta-analysis of 160 published studies (N = 8123) - tests the hypotheses that higher and reduced ERN amplitudes are, respectively, associated with internalizing and externalizing problems. We found support for this dissociable effect, but the effects were smaller for internalizing and were moderated by tasks including punishment contingencies. From the latter evidence, we developed a new task in Study 2 for measuring ERN modulation in the Sustained Threat construct (N = 46). We found evidence that Pe amplitudes (but not ERN) were higher for the sustained threat punishment contingency compared with baseline and immediate punishment, particularly in the high-trait anxiety group. In the ERN time window, the aversive effect of sustained threat was uniquely observed for the low-trait anxiety group. In Study 3 (N = 182), when the shared variation between internalizing and externalizing was controlled, no evidence was found for the previously reported ERN transdiagnostic dissociation. Alternatively, RDoC psychoneurometric-based constructs including several units of analysis (self-reports, behavior, ERN, and other physiological metrics) were informative for explaining comorbidity patterns implicated in internalizing (Performance Monitoring and Inhibitory Control) and externalizing disorders (Sustained Threat). Implications for future research and clinical practice are discussed in light of the current findings.

Keywords: RDoC, psychopathology, internalizing, externalizing, ERN.


RÉSUMÉ: 

Dans le milieu scientifique, le consensus concernant le classement des maladies mentales est insuffisant et manque de validation empirique. La solution pour les lacunes des classifications actuelles est en train d’apparaitre sur de nouveaux cadres empiriques tel que Internalizing–Externalizing Spectrum et le Research Domain Criteria (RDoC). La présente recherche conjugue ces deux modèles au travers de la réalisation d’études autour de l’index physiologique du RDoC – c’est à dire, le Error-Related Negativity (ERN) – qui est représenté dans de nombreuses constructions du RDoC (Performance monitoring, Cognitive Control, Reward Learning, Sustained Threat) et qui est considéré un marqueur trans-diagnostique des problèmes d’internalisation et d’externalisation. L’étude 1 - une méta-analyse de 160 études publiées (N = 8123) teste - l’hippothèse que les amplitudes hautes et basses du ERN soient associées, respectivement, à des manifestations d’internalisation et d’externalisation. Effectivement, nos résultats confirment un effet de dissociation, mais ceux-ci sont plus faibles pour l’internalisation et sont modérés par les tests de l’étude comprenant des sanctions imprévues. Suivant cette évidence, dans l’étude 2 un nouveau test de stimulation est crée pour mesurer la modulation du ERN suivant le modèle de Sustained Threat (n = 46). Nous avons remarqué que les amplitudes de Pe (mais non ERN) sont plus élevées pour les sanctions imprévues résultantes du teste Sustained Threat par rapport à la ligne de base ou à la sanction immédiate, particulièrement dans le groupe “anxiété élevée”. Sur le ERN, l’effet aversif du Sustained Threat a été observé uniquement pour le groupe “anxiété réduite”. Dans l’étude 3 (n = 182), quand la variation partagée entre l’internalisation et l’externalisation est contrôlée, nous n’avons découvert aucune évidence concernant la dissociation du ERN trans-diagnostique signalée précédemment. Alternativement, les constructions psycho-neurométriques du RDoC qui comprennent de nombreuses unités d’analyse (auto-rapports, comportement, ERN et d’autres analyses physiologiques) ont été conclusives pour expliquer les comorbidités impliquées dans les manifestations de l’internalisation (Performance Monitoring et Inhibitory Control) et l’externalisation (Sustained Threat). Les implications pour la recherche future et la pratique clinique sont discutées à la lumière de ces découvertes.

Mots-clés: RDoC, psychopathologie, internalisation, extériorisation, ERN.

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