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Provas de Doutoramento em Psicologia - Ana Mónica de Sousa Pereira

02-06-2016, 14h30, Aud. 1

Provas de doutoramento no ramo de Psicologia, requeridas pela Mestre Ana Mónica de Sousa Pereira.

Apreciação da tese intitulada: "Interação trabalho-família em profissionais das unidades de saúde familiar: Impacto dos factores psicossociais e experiências de recuperação diária na saúde ocupacional."

Júri:
  • Reitor da Universidade do Porto
  • Doutora Maria de Fátima Rodrigues Leitão Lobo de Araújo
  • Doutor Pedro Manuel Ribeiro da Rocha Monteiro
  • Doutor António José Miguel Cameira
  • Doutora Cristina Maria Leite Queirós - orientadora
A sessão é aberta a todos os interessados.

Resumo

O trabalho dos profissionais de saúde, entre os quais os das USF, é bastante exigente e stressante, podendo interferir com o domínio familiar. As alterações do mundo do trabalho e das dinâmicas familiares salientam a importância de analisar a conciliação entre o trabalho e a família, pois 18% dos profissionais europeus referem ter dificuldade em equilibrar vida profissional e vida familiar (Eurofound, 2012), constituindo esta dificuldade um dos principais preditores do seu bem-estar e do stress profissional (Eurofound, 2013). Portugal foi um dos países que entre 2004 e 2010 registou um dos maiores aumentos na dificuldade deste equilíbrio, pelo que é crucial analisar esta temática.
Este estudo pretende analisar a interação entre o trabalho e a família negativa e positiva em profissionais das USF, considerando os seus antecedentes, isto é, o impacto dos fatores psicossociais (exigências e recursos) do trabalho e da família e das experiências de recuperação, e as consequências na saúde física (cortisol salivar) e psicológica destes profissionais (burnout e engagement). Foi realizado em duas fases, uma de avaliação geral usando um questionário eletrónico, aplicado a 263 profissionais de USF (médicos, enfermeiros e secretários clínicos) e outra de avaliação diária durante uma semana de trabalho, com 60 profissionais, usando questionários e análises de cortisol salivar.

Os resultados da primeira fase revelam que a interação trabalho-família negativa e família-trabalho positiva apresentam os valores mais elevados, e que os profissionais apresentam níveis de exigências moderados a elevados, recursos e experiências de recuperação moderados, reduzido burnout e elevado engagement, não existindo diferenças em função de todas variáveis sociodemográficas. As exigências do trabalho predizem mais a interação trabalho-família negativa e as da família a interação família-trabalho negativa. Os recursos do trabalho predizem mais a interação trabalho-família positiva, e algumas experiências de recuperação têm impacto negativo na interação negativa, e positivo na interação positiva. Ambas as direções da interação negativa predizem positivamente o burnout e negativamente o engagement de forma distinta, e ambas as direções da interação positiva predizem negativamente o burnout e positivamente o engagement. Na segunda fase, apenas o suporte social de superiores e da família se altera durante a semana de trabalho.

As exigências cognitivas e emocionais do trabalho, exigências emocionais da família e o afastamento psicológico diário são preditores significativos da interação trabalho-família negativa diária. Apenas a interação trabalho-família negativa diária prediz significativamente o burnout diário, enquanto a interação família-trabalho negativa diária se correlaciona com o cortisol salivar.

Palavras-chave: Interação trabalho-família, Exigências, Recursos, Unidades de Saúde Familiar, Estudos Diários.

Abstract

Health professionals’ work, namely those at Family Health Units (USF) includes demanding and stressful tasks that may interfere with the family domain. The changes in the work domain and in family dynamics emphasize the importance of analyzing the conciliation between work and family. In fact, 18% of European professionals refer difficulties to balance work and family life (Eurofound, 2012), and this difficulty is one of the main predictors of well-being and stress (Eurofound, 2013). Portugal was a country that between 2004 and 2010 registered one of the highest increases in the difficulty to do this balance, meaning that is crucial to analyze this topic.

This study aims to analyze the negative and positive interaction between work and family among USF professionals, considering its antecedents, which means the impact of psychosocial factors (demands and resources) of work and family, and recovery experiences, and also the consequences on physical health (salivary cortisol) and psychological health (burnout and engagement) among these professionals. The study was conducted in two phases: a general assessment using an electronic questionnaire applied to 263 USF professionals (doctors, nurses and clinical secretaries) and a daily assessment during one work week, among 60 professionals, using questionnaires and salivary cortisol analysis.

Results of the first phase showed that negative work-home and positive home-work interaction present higher values. Participants presented moderate to high demands levels, moderate resources and recovery experiences levels, low burnout and high engagement levels, without differences according sociodemographic variables. Job demands predict more negative work-home interaction, while family demands predict more negative home- work interaction. Job resources predicted more positive work-home interaction and some recovery experiences have negative impact on negative interaction and positive impact in positive interaction. Both directions of the negative interaction predict positively burnout and negatively engagement, presenting different patterns. Both directions of positive interaction predict negatively burnout and positively engagement. In the second phase, only the higher social support and family support change during the work week. Cognitive and emotional job demands, home emotional demands and daily psychological detachment are significant predictors of negative work-home interaction. Only the daily negative work- home interaction predicts significantly daily burnout, while daily negative home-work interaction correlates with salivary cortisol.

Keywords: Work-home Interaction, Demands, Resources, Family Health Units, Diary Studies.

Résumé

Le travail des professionnels de la santé, y compris celles des Unité de Santé Familiale (USF), est assez exigeant et stressante, ce qui risque d'interférer avec le domaine de la famille. Les changements dans le monde du travail et dans les dynamiques familiales démontrent l'importance d'analyser la conciliation entre travail et famille, étant donné que 18% des professionnels européens révèlent des difficultés pour concilier vie professionnelle et vie familiale (Eurofound, 2012). Cette difficulté est un des principaux indices du bien-être et du stress (Eurofound, 2013). Portugal est un des pays, entre 2004 et 2010, qui a présenté un des plus fortes hausses dans la difficulté de cet équilibre, ce qui suggère la nécessité d’étudier ce thème.
Cette étude veut analyser l'interaction négative et positive entre le travail et la famille chez les professionnels de l'USF, considérant ses antécédents, c'est-à-dire, l'impact des facteurs psychosociaux (exigences et ressources) du travail et de la famille et les expériences de récupération, aussi que les conséquences sur la santé physique (cortisol salivaire) et psychologique (épuisement professionnel et engagement) dans ces professionnels. L’étude a eu deux phases : évaluation globale en utilisant un questionnaire électronique, appliqué à 263 professionnels d’USF (médecins, infirmières et secrétaires) et une deuxième, avec une évaluation quotidienne pendant une semaine de travail, parmi 60 professionnels, en utilisant des questionnaires et des analyses du cortisol salivaire.

Les résultats de la première phase ont révélé que l'interaction négative travail- famille et l'interaction famille-travail positive présentent les plus hautes valeurs. Les professionnels ont des niveaux modérée/hauts des exigences, des niveaux modérés des ressources et des expériences de récupération, un épuisement réduit et un engagement élevé, n'existant pas de différences selon les variables sociodémographiques. Les demandes du travail prévoient plus l’interaction travail-famille négative et les demandes de la famille prévoient plus l’interaction famille-travail négative. Les ressources du travail prévoient plus 'interaction travail-famille positive et certaines expériences de récupération ont un impact négatif sur l’interaction négative et un impact positive sur l'interaction positive. Les deux directions de l'interaction négative prédisent positivement l’épuisement et négativement l'engagement, ayant différents profils, et les deux directions de l'interaction positive prédisent négativement l’épuisement et positivement l'engagement. Dans la deuxième phase, seulement le soutien social des chefs et de la famille changent pendant la semaine de travail. Les exigences cognitives et émotionnelles du travail, les exigences émotionnelles de la famille et le détachement psychologique quotidien sont des prédicteurs significatifs de l'interaction travail-famille négative. Seule l'interaction travail-famille quotidienne prédit l’épuisement quotidien, tandis que l’interaction famille-travail quotidienne négative a des corrélations avec le cortisol salivaire.

Mots-clés: Interaction famille-travail, Exigences, Ressources, Unités de santé familiale, Études quotidiennes

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