Saltar para:
Logótipo
Comuta visibilidade da coluna esquerda
Logótipo
Você está em: Início > Oferta Formação > Mestrado > MCED

Mestrado em Ciências da Educação

A3ES
Este curso encontra-se acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior pelo período de 6 anos (29.06.2016).
Mais informação pode ser encontrada nos relatórios produzidos pela A3ES




O 2º ciclo em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto tem como objetivos:
  • Proporcionar, no âmbito da Universidade do Porto, uma oferta de formação pós-graduada e especializada em Ciências da Educação, que permita problematizar, numa perspetiva complexa e crítica, fenómenos de educação e de formação, bem como perspetivar modos de acção e de investigação.
  • Proporcionar conhecimentos e competências aprofundados sobre métodos e técnicas de intervenção que permitam desenvolver modelos e dispositivos adequados para a conceção, implementação, avaliação e execução de programas e projetos de formação, gestão e intervenção comunitária e sócio-cultural.
  • Proporcionar conhecimentos aprofundados sobre métodos e técnicas de investigação que permitam desenvolver a investigação em educação.
  • Formar profissionais para o exercício autónomo da formação, da gestão, da direção, da avaliação e da consultoria em educação.
 
Perfil de Competências de Mestre em Ciências da Educação

Este curso visa, com base no contacto orientado e reflexivo sobre a diversidade de contextos educativos formais e não formais e no desenvolvimento de processos de investigação/ação/intervenção, a formação de profissionais altamente qualificados/as, como Mestres em Ciências da Educação, cujo perfil compreende as seguintes competências:
a) análise crítica de dispositivos, contextos e projetos sócio-educativos de educação formal e de educação não formal e de atividades de natureza cultural e social;
b) conceção, gestão e avaliação de:
i) projetos curriculares, sócio-educativos e/ou comunitários;
ii) programas de orientação psico e sócio-pedagógica nos contextos escolar e familiar;
iii) processos de intervenção educativa e formativa em contextos de institucionalização;
iv) processos de formação de professores, de outros agentes educativos e de educação de adultos;
c) intervenção no quadro:
i) de situações e problemas educacionais e de formação identificados,
ii) do desenvolvimento institucional e comunitário, no sentido da promoção da qualidade de dispositivos de educação/formação;
iii) de consultoria ao desenvolvimento de iniciativas e políticas de educação/formação, nomeadamente no âmbito das cidades educadoras, da vida das escolas, da igualdade e diversidade, da proteção social, da produção e acesso à cultura, ...
d) investigação em educação, em casos específicos, por referência a contextos:
i) de educação formal e não-formal,
ii) de natureza social, cultural, económica, da saúde, da justiça e outras, onde as dimensões educativa e formativa são determinantes.
A partir destas competências, pode afirmar-se que se configura um perfil de gestor/a, avaliador/a, animador/a, consultor/a sócio-educativo e da formação.

PLANO DE ESTUDOS

O plano de estudos deste 2º ciclo pretende constituir-se em articulação com o 1º ciclo, apresentado também no âmbito do processo de Bolonha, constituído fundamentalmente por uma formação de base e por uma iniciação e integração à profissionalidade, com base num perfil profissional de Mediador/a Sócio-Educativo/a e da Formação, que habilita os seus licenciados para atuarem em instituições com fins educativos formais e não formais.
Para além das pessoas licenciadas em Ciências da Educação com o 1º ciclo (processo de Bolonha), este 2º ciclo em Ciências da Educação dirige-se a estudantes e profissionais de outras áreas que percecionam como importante, para os seus percursos estudantis e profissionais, o conhecimento e a reflexão sobre modos de concretizar uma intervenção nos domínios da educação – em contextos de educação formal e de educação não formal, de proteção social, de reeducação ou outros -, da formação – de formadores, de gestão e animação da formação, do desenvolvimento pessoal, local e comunitário -, e em atividades de natureza cultural, social e económica, onde as dimensões educativa e formativa são determinantes.
A oferta de formação integra, quer a tradição das Ciências da Educação na FPCEUP, quer outras perspetivas nacionais e internacionais. Ao mesmo tempo, valoriza uma lógica integrada, de rigor e de inovação, na investigação e na intervenção nas realidades sócio-educativas, através de aprendizagens adequadas às transformações da educação e às exigências de empregabilidade.
 
 
CONSULTAR:


Domínios de aprofundamento


Para a edição de 2020-2022 a iniciar em Setembro de 2020, o 2º Ciclo de Estudos em Ciências da Educação organiza-se em quatro domínios:

Educação, Comunidades e Mudança Social

O domínio “Educação, Comunidades e Mudança Social” cruza o património de conhecimento e de intervenção de duas áreas de investigação – “Política, Políticas e Participação” e “Desenvolvimento Local e Formação de Adultos” – numa proposta de formação que, globalmente, procura promover o desenvolvimento de modos de investigação e de intervenção atentos às dinâmicas de construção local e participativa de processos de educação e formação, em problemáticas e com públicos diversos, e às dimensões sociopolíticas que as envolvem e configuram. Em particular, pretende-se proporcionar aos estudantes a aquisição de conhecimentos e competências que permitam: i) refletir sobre políticas, programas, projetos e práticas de intervenção educativa, social e comunitária e seus sentidos educativos e conceções de mudança social; ii) fundamentar e desenvolver práticas profissionais de intervenção socioeducativa em campos como a intervenção comunitária, a educação e formação de jovens e adultos, a animação sociocultural, a formação de formadores e de outros profissionais do desenvolvimento humano.

Nesta edição, haverá um foco específico no campo da saúde comunitária e nas suas implicações educativas, políticas e sociais. De forma específica, importará:
  • perceber de que modo se inscrevem os direitos humanos e a cidadania na realidade das comunidades, respeitando as suas especificidades e condições de saúde diversas;
  • refletir criticamente sobre as condições em se configura a mudança social, a partir de uma leitura ecológica das comunidades.
Espera-se que, a partir um quadro teórico em torno do tema da saúde comunitária, este domínio contribua para os/as estudantes pensarem o educativo na sua relação com os direitos e a participação nas comunidades. Instituições do 3º setor, organizações da sociedade civil, mas também escolas e outros espaços educativos, constituem contextos com potencial para o desenho de projetos de investigação e intervenção neste domínio.

Educação, Género, Corpo e Violência

A violência é cada vez mais um problema social e educativo que assume características de género, hoje intoleráveis. Numa perspetiva histórica, a construção social do género vem sendo concetualizada de forma complexa, que ultrapassa as conceções biologistas e binárias de feminino e masculino. De igual modo, a herança da modernidade sobrevalorizou a mente na Educação, estabelecendo uma dicotomia com o corpo que é desafiada pelo conhecimento atual.

As diferentes formas de violência exercidas sobre mulheres, crianças e idosos/as são sinais de formas de vida desumanizadas cuja tolerância acaba por contaminar toda a vida social. A tomada de consciência acerca do sofrimento das vítimas — até há pouco silenciado — é o resultado de movimentos sociais, das transformações culturais, da investigação e de uma maior exigência ética que tem levado à produção de políticas públicas para o combater.

Toda a violência tem uma dimensão corpórea, como locus de vivências, o que exige da Educação novas perspetivas e posicionamentos na ação educativa. As Ciências da Educação têm produzido conhecimento e formação de forma estruturada, traduzidos em pós-graduações (Prevenção da Violência de Género na Escola e na Família) e domínios do MCED (Risco, Vulnerabilidade e Violência, 2010-11; Género, Educação e Cidadania 2006-2009). Numa perspetiva histórico-cultural, os domínios do MCED da herança cultural (2005-07; 2012-14) e da cultura (2016-18) e Educação intercultural (2006-08) têm salientado a emergência do corpo na Educação quer como objeto de higienização e cuidado médico, quer como fortalecimento e robustez física da população ou ainda numa dimensão antropológica como locus de apresentação e representação do individual, do social e do simbólico.

Neste domínio, privilegiaremos uma abordagem educativa interdisciplinar que tenha em conta o género, a corporeidade e a violência, cruzando as perspetivas histórica, antropológica, sociológica, dos estudos culturais e feministas.


Ensino Superior: políticas, governação, gestão e administração institucionais

Este domínio visa promover a formação especializada das/os estudantes no âmbito do estudo das políticas, da governação, da gestão e da administração do ensino superior. Pretende-se que adquiram conhecimentos e competências que lhes permitam:

  • refletir e investigar sobre políticas, estruturas e processos institucionais de gestão e de administração do ensino superior;
  • contribuir para o desenvolvimento da reflexividade das práticas profissionais, nomeadamente nas áreas da formação e organização académicas, de apoio aos estudantes, da empregabilidade, do apoio aos estudos estratégicos, da melhoria dos processos de ensino e aprendizagem, da comunicação e imagem, das relações internacionais e de apoio à investigação e desenvolvimento;
  • participar em projetos de pesquisa, designadamente de investigação institucional, de preparação dos processos de tomada de decisão, de monitorização e acompanhamento de processos de auditoria e de controlo externos/internos.
Aos estudantes será dada a possibilidade de se envolverem em projetos de investigação nas áreas de estudos do ensino superior e a opção pelo estágio curricular será apoiada pela inserção em contextos institucionais, com vista a favorecer a iniciação à prática profissional autónoma e integração no meio profissional.

Escola, Comunidade e Democracia: Pedagogia, literacias e inovação

O campo da reflexão sobre a problemática da inovação pedagógica é um campo marcado por tensões e contradições que obrigam a um esforço de clarificação concetual, o qual nos conduz à valorização da Epistemologia como área de referência que tem vindo a ser subestimada. Trata-se de uma tendência que poderá ser explicada, em larga medida, pelo peso que a Psicologia, enquanto área vista como capaz de revelar os contornos das ações educativas nas escolas, assumiu no movimento de recusa do paradigma da instrução. Focalizando-se nos alunos e no seu desenvolvimento pessoal e social, essa tendência contribuiu para desvalorizar o património de informações, instrumentos, procedimentos e atitudes culturalmente validado, desvalorizando-se, por isso, a reflexão epistemológica sobre este património. Neste sentido, o debate educativo acabou por se empobrecer e gerar um conjunto de impasses concetuais que, de algum modo, têm prejudicado a reflexão com evidentes prejuízos no campo da formação de professores, no campo da investigação e no próprio debate público sobre a transformação dos projetos de educação escolar. É urgente, por isso, demonstrar os equívocos que têm vindo a ser alimentados pelo paradigma pedagógico da aprendizagem (Trindade & Cosme, 2010)1 e explorar as possibilidades concetuais que se abrem com uma reflexão no âmbito da qual é a relação entre os alunos, nas suas singularidades, e o património culturalmente validado, nas suas particularidades, que passa a constituir o foco da atenção dos professores.

Se esta é uma das dimensões que estrutura o domínio do Mestrado em Ciências da Educação que nos cabe dinamizar, importa ter em conta uma outra e que diz respeito à necessidade de valorizar o desenvolvimento da literacia dos estudantes, nas mais diversas áreas do saber, como objetivo dos projetos de educação escolar no mundo contemporâneo. É este objetivo que justifica, mais uma vez, a importância da reflexão epistemológica como componente incontornável da reflexão sobre os sentidos dos projetos de inovação pedagógica.

____________________

[1] Trindade, Rui; Cosme, Ariana (2010). Educar e aprender na Escola: Questões, perspectivas e respostas pedagógicas. V. N. de Gaia: Fundação Manuel Leão.



Na Edição 2019-2021, em curso, o 2º Ciclo de Estudos em Ciências da Educação está organizado em três domínios :

Educação, Comunidades e Mudança Social – O domínio “Educação, Comunidades e Mudança Social” cruza o património de conhecimento e de intervenção de duas áreas de investigação – “Política, Políticas e Participação” e “Desenvolvimento Local e Formação de Adultos” – numa proposta de formação que, globalmente, procura promover o desenvolvimento de modos de investigação e de intervenção atentos às dinâmicas de construção local e participativa de processos de educação e formação, em problemáticas e com públicos diversos, e às dimensões sociopolíticas que as envolvem e configuram. Em particular, pretende-se proporcionar aos estudantes a aquisição de conhecimentos e competências que permitam:

i) refletir sobre políticas, programas, projetos e práticas de intervenção educativa, social e comunitária e seus sentidos educativos e conceções de mudança social;
ii) fundamentar e desenvolver práticas profissionais de intervenção socioeducativa em campos como a intervenção comunitária, a educação e formação de jovens e adultos, a animação sociocultural, a formação de formadores e de outros profissionais do desenvolvimento humano.Nesta edição, haverá um foco específico no campo da experiência e da construção dos saberes, procurando perceber de que modo(s) a experiência se inscreve historicamente numa reflexão filosófica e epistemológica que lhe reconheça um lugar na produção dos saberes.

Importará, especificamente, perceber:

  • De que modo(s) esta inscrição dialoga com as conceções educativas, designadamente no plano dos sistemas educativos (a relação entre a experiência e a aprendizagem);
  • De que modo(s) esta inscrição se exprime na reescrita de modos de participação social e de configuração de comunidades de pertença;
  • Por último, de que modo(s) esta inscrição traduz igualmente processos de mudança social nos quais a análise da experiência é um contributo para pensar realidades sociais e organizacionais, designadamente no campo do trabalho.
Escola, Comunidade e Democracia - Educação para a Saúde - A educação para a saúde é uma área sobre a qual tem recaído maior atenção política e social, reconhecendo-a como essencial na formação das crianças e jovens, e de todos os cidadãos. Neste âmbito, a Escola tem sido considerada um local central para a Promoção e Educação para a Saúde identificando-se, todavia, responsabilidades partilhadas, nomeadamente com profissionais da saúde e outros agentes locais (DGE). Esta abordagem sistémica pressupõe novas leituras do papel da Escola, e dos atores que nela intervêm, e requer novas configurações teóricas que auxiliem intervenções educacionais que garantam maior equidade social.
É no quadro destes pressupostos que se estrutura o domínio Escola, Comunidade e Democracia - Educação para a Saúde. Pretende-se fornecer aos estudantes quadros teóricos sobre o campo em estudo, na sua relação com situações de intervenção que os capacitem para a investigação e a intervenção em Agrupamentos escolares, e em outros contextos e projetos socio educacionais que se articulam com a Escola.

Infância, Família e Sociedade - Temas e Problemas em Educação
- Com este domínio pretende-se proporcionar às/aos estudantes a aquisição de competências de investigação e de intervenção relativas a temas e problemas de natureza educativa acerca da infância, das crianças e das famílias na sociedade portuguesa contemporânea. Estes temas e problemas refletem algumas das transformações sociais em curso, à escala local, transnacional e global, e têm afetado a estrutura geracional e as relações inter e intrageracionais que ocorrem nas famílias e em outros contextos de socialização - escolares, comunitários e outros da sociedade mais ampla -, com consequências várias para as vidas das crianças e dos adultos. Esse é o caso de como os papéis sociais, os estatutos e a agência que a infância e as crianças têm vindo a ganhar, manter ou a perder estão a manifestar-se de modos muito diversos e complexos, redefinindo, ainda, os papeis, estatutos e agencia dos pais e dos profissionais de educação. Em suma este domínio propõe-se contribuir para identificar, problematizar e produzir conhecimento acerca dos processos e dinâmicas relacionais que envolvem crianças e crianças e adultos e que ocorrem em contextos educativos formais e não formais (creche JI; escola; família, outros) bem como identificar acções que permitam influenciar relações educativas geradoras de uma maior participação, cidadania e justiça social.

Contactos

Serviço de Pós-Graduações
T. | 22 042 89 20 
E. | spg@fpce.up.pt

Serviço Académico
T. | 22 042 89 00
E. | s_academico@fpce.up.pt

Dados Gerais

Código Oficial: 6031
Diretor: Maria de Fátima Carneiro Pereira
Sigla: MCED
Grau Académico: Mestre
Tipo de curso/ciclo de estudos: Mestrado
Início: 2007/2008
Duração: 4 Semestres

Planos de Estudos

Diplomas

  • Mestrado em Ciências da Educação (120 Créditos ECTS)
  • Curso de Mestrado em Ciências da Educação (60 Créditos ECTS)

Áreas Científicas Predominantes

Cursos/Ciclos de Estudos Antecessores

Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2021 © Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto  I Termos e Condições  I Acessibilidade  I Índice A-Z  I Livro de Visitas
Página gerada em: 2021-06-22 às 15:55:52 | Política de Utilização Aceitável | Política de Proteção de Dados Pessoais