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METODOLOGIA E EPISTEMOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO EM PSICOLOGIA DA SAÚDE I

Código: MPS04     Sigla: MEIPSI

Ocorrência: 2004/2005 - 1S

Ativa? Sim
Unidade Responsável: Psicologia
Curso/CE Responsável: Mestrado em Psicologia

Ciclos de Estudo/Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Anos Curriculares Créditos UCN Créditos ECTS Horas de Contacto Horas Totais
MPSI 20 Plano oficial 2000 1 3 -

Docência - Horas

Teorico-Prática: 3,00
Tipo Docente Turmas Horas
Teorico-Prática Totais 1 3,00
Cristina Maria Leite Queirós 1,50
Leonor Mendes de Freitas Queirós e Lencastre 1,50

Objetivos

A disciplina organiza-se ao longo dos 2 semestres em dois grandes módulos, cada um com os seguintes objectivos:
1. Epistemologia
Descrever as grandes tradições epistemológicas (especialmente a francesa e a anglo-saxónica), destacando em cada uma os diferentes critérios de cientificidade.
Desenvolver o espírito critico perante a ciência, possibilitando orientações e escolhas epistemológicamente fundadas no seio da diversidade dos grandes sistemas da Psicologia em geral e da Psicologia da Saúde em particular.
2. Metodologia
Descrever as diferentes fases de organização e preparação de uma investigação, desde o planeamento desta até à sua apresentação escrita.
Caracterizar os dois grandes tipos de metodologia : quantitativa e qualitativa.
Desenvolver a capacidade de investigação em geral e efectuar exercícios práticos, nomeadamente a nível da metodologia quantitativa.

Programa

1. Epistemologia
1.1. Introdução
Métodos de análise histórico-epistemológicos da ciência e condições da sua aplicação à Psicologia. A necessidade da Epistemologia na formação do espírito científico e as possibilidades da sua utilização durante a realização de uma investigação. As diferentes tradições epistemológicas e exemplos de autores referidos no âmbito de cada uma.
1.2. Karl Popper e Auguste Comte
Caracterização do Positivismo de Comte e do Racionalismo Critico de Karl Popper; a objectividade e a importância do erro no conhecimento científico.
1.3. Gaston Bachelard
Caracterização do Racionalismo dialéctico; o conhecimento cientifico analisado através das noções de corte epistemológico, obstáculo epistemológico e perfil epistemológico.
1.4. Louis Althusser e Georges Canguilhem
Os discípulos de Bachelard e a aplicação do Racionalismo à Filosofia e às ciências de tipo biológico. Althusser e a filosofia espontânea dos cientistas. Canguilhem e a noção de normal e de patológico.
1.5. Thomas Kuhn
A estrutura das revoluções cientificas como factor de evolução e de progresso na ciência.
1.6. Michel Foucault
Os conceitos de episteme, de saber, de poder e de subjectividade. Contraste entre a sua concepção da História, e a concepção através da História dos Saberes e da Historiografia Clássica. O papel do corpo na obra de Foucault, através das obras sobre a História da Sexualidade.
1.7. O actual paradigma cientifico
O paradigma sistémico e a noção de objecto-sistema. A integração dos diferentes critérios de cientificidade. Exemplo das diferentes formas de explicação dos fenómenos, passando das causas aos processos e da causalidade linear à causalidade complexa.

2. Metodologia
2.1. Introdução
A importância de planear e organizar todos os passos do trabalho a desenvolver. Os diferentes métodos e formas de organização; as diferentes metodologias de recolha e análise de dados.
2.2. Etapas de organização de um trabalho
As diferentes fases de um trabalho, desde a escolha de tema e recolha bibliográfica, até à recolha e análise de dados e a redacção final.
2.3. A pesquisa em banco de dados
Descrição das diferentes formas de pesquisa bibliográfica, salientando os bancos de dados existentes na FPCEUP.
Modo de funcionamento do banco de dados, escolha das palavras-chave, vantagens e desvantagens deste tipo de pesquisa.
2.4. Metodologia de recolha e de análise de dados
Referência à metodologia qualitativa e quantitativa e às implicações destas na recolha e a análise de dados.
2.4.1. Metodologia quantitativa
Caracterização, vantagens e desvantagens da utilização da metodologia quantitativa. Regras de construção de questionários e de codificação e análise dos dados recorrendo a programas estatísticos
2.4.2. Metodologia qualitativa
Caracterização, vantagens e desvantagens da utilização da metodologia qualitativa. Exemplos como a análise de conteúdo.

Bibliografia Principal

- Agra, C. (1986). Para uma Epistemopsicologia. Revista de Psicologia e de Ciências da Educação. Nº1, 17-27.
- Albarello, L, Digneffe, F., Hiernaux, J.P., Maroy, C., Ruquoy, D. & Saint-Georges, P. (1997). Práticas e métodos de investigação em ciências sociais. Lisboa: Gradiva.
- Almeida, L. & Freire, T. (2003). Metodologia da investigação científica em Psicologia e Educação. Braga: Psiquilibrios, 3ª edição.
- Althusser, L. (1979). Filosofia e filosofia espontânea dos cientistas. Lisboa : Editorial Presença.
- Bachelard, G. (1991). A filosofia do não. Lisboa : Editorial Presença.
- Bachelard, G. (1993). La formation de l'esprit scientifique. Paris : J. Vrin.
- Bell, J. (1997). Como realizar um projecto de investigação. Lisboa: Gradiva.
- Bryman, A. & Cramer, D. (2003). Análise de dados em ciências sociais, introdução às tecnicas utilizando o SPSS para Windows. Oeiras: Celta Editora.
- Canguilhem, G. (1996). Le normal et le pathologique. Paris : PUF.
- Carrilho, M. M. (1991). Epistemologia : posições e criticas. Lisboa : Fundação Calouste Gulbenkian.
- Cervo, A.L. & Bervian, P.A. (1996). Metodologia científica. S. Paulo : Makron Books.
- Comte, A. (1947). Discurso sobre o espirito positivo. Lisboa : Seara Nova.
- Comte, A. (sem data). O espirito positivo. Lisboa : Editora Rés .
- Deshaies, B. (1997). Metodologia da investigação em ciências humanas. Lisboa: Instituto Piaget.
- Everitt, B.S. (1977). The analysis of contingency tables. London: Champman and Hall.
- Foddy, W. (1996). Como perguntar, teoria e prática da construção de perguntas em entrevistas e questionários. Oeiras: Celta Editora.
- Foucault, M. (1987). A arqueologia do saber. Rio de Janeiro : Forense-Universitária .
- Foucault, M. (1988). As palavras e as coisas. Lisboa : Edições 70.
- Ghiglione, R. & Matalon, B. (1997). O inquérito, teoria e prática. Oeiras : Celta Editora, 3ª edição.
- Green, J. & D'Oliveira, M. (1991). Testes estatísticos em Psicologia. Lisboa: Editorial Estampa.
- Guéguen, N. (1999). Manual de estatística para psicólogos. Lisboa: Climepsi.
- Hout, R. (2002). Métodos quantitativos para as ciências humanas. Lisboa:
Instituto Piaget.
- Ketele, J.M. & Roegiers, X. (1999). Metodologia da recolha de dados: fundamentos dos métodos de observações, de questionários, de entrevistas e de estudo de documentos. Lisboa: Instituto Piaget
- Kuhn, T. (1989). A tensão essencial. Lisboa : Edições 70.
- Kuhn, T. (1994). A estrutura das revoluções cientificas. São Paulo : Editora Perspectiva, 3ª edição.
- Le Moigne, J. (1995). Les épistemologies constructivistes. Paris : P.U.F.
- Lessard-Hébert, Goyette, G. & Boutin, G. (1994). Investigação qualitativa, fundamentos e práticas. Lisboa: Instituto Piaget.
- Levin, J. (1987). Estatistica aplicada a ciências humanas. São Paulo: Harbra, 2ª ed.
- Maroco, J. (2003). Análise estatistica com utilização do SPSS. Lisboa: Sílabo.
- Miller, R. & Brewer, J. (2003). The A-Z of social research. London: Sage.
- Moreira, J.M. (2004). Questionários: teoria e prática. Coimbra: Almedina.
- Pinto, A. (1990). Metodologia da investigação psicológica. Porto: Edições Jornal de Psicologia.
- Popper, K. (1973). La logique de la decouverte scientifique. Paris : Payot.
- Popper, K. (1992). O universo aberto. Lisboa : Publicações Dom Quixote.
- Quivy, R. & Campenhoudt, L. (1998). Manual de investigação em ciências sociais. Lisboa : Gradiva.
- Ribeiro, J.L. P. (1999). Investigação e avaliação em Psicologia e Saúde. Lisboa: Climepsi.
- Siegel, S. (1985). Estatistica no paramétrica aplicada a las ciencias de la conducta. México: Editorial Trillas.

Bibliografia Complementar

- Agra, C. (1986). Science, maladie mentale et dispositifs de l'enfance, du paradigme biologique au paradigme systemique. Lisboa : INIC.
- Agra, C. (1990). Sujet autopoiétique et transgression. In P. Mardaga (Ed.) Acteur social et délinquance - une grille de lecture du systeme de justice pénale. Liége: Pierre Mardaga, pp. 415-426.
- Agra, C. (1998). Entre Droga e Crime : actores, espaços, trajectórias. Lisboa: Edit. Noticias.
- Alferes, V. R. (1997). Investigação científica em Psicologia, teoria e prática. Coimbra : Almedina.
- Atlan, H. (1979). Entre le cristal et la fumée. Paris : Editions du Seuil.
- Atlan, H. (1986). A tort et à raison. Paris : Editions du Seuil.
- Bernard, C. (1978). Introdução à Medicina Experimental. Lisboa : Guimarães & C.ª Editores.
- Breakwell, G., Hammond, S. & Fife-Schaw, C. (1995). Research methods in Psychology. London : Sage.
- Campenhoudt, L. (2003). Introdução à análise dos fenómenos sociais. Lisboa: Gradiva.
- Carvalho, J.S. (1994). A metodologia nas humanidades, subsídios para o trabalho cientifico. Mem Martins: Editorial Inquérito.
- Durand, D. (1992). A Sistémica. Lisboa : Dinalivro. (original de 1979).
- Foucault, M. (1994). História da Sexualidade I, a vontade de saber. Lisboa : Relógio d'Água Editores.
- Foucault, M. (1994). História da Sexualidade II, o uso dos prazeres. Lisboa : Relógio d'Água Editores.
- Foucault, M. (1994). História da Sexualidade III, o cuidado de si. Rio de Janeiro : Graal, 4ª edição.
- Ford, D. & Lerner, R. (1992). Developmental systems theory, an integrative approach. Newbury Park : Sage.
- Gaarder, J. (1995). O mundo de Sofia, uma aventura na Filosofia. Lisboa : Editorial Presença.
- Gleick, J. (1989). Caos, a construção de uma nova ciência. Lisboa : Gradiva.
- João Paulo II (1998). Fé e razão, carta encíclica Fides et ratio. Braga : Editorial A.O.
- Marconi, M. & Lakatos, E. (2002). Técnicas de pesquisa. S. Paulo: Atlas. 5ª edição.
- Morin, E. (1991). O paradigma perdido, a natureza humana. Lisboa: Europa-América.
- Morin, E. (1997). As grandes questões do nosso tempo. Lisboa : Editorial Notícias.
- Mucchielli, R. (1979). O questionário na pesquisa psicossocial. S.Paulo:
Martins Fontes
- Nick, E. & Kellner, S. (1971). Fundamentos de estatistica para as ciências do comportamento. Rio de Janeiro: Editora Renes.
- Pereira, A & Poupa, C. (2003). Como escrever uma tese, monografia ou livro científico usando o Word. Lisboa: Sílabo, 2ª edição.
- Pires de Lima, M. (1995). Inquérito sociológico, problemas de metodologia. Lisboa: Presença, 4ª edição.
- Prigogine, I. & Stengers, I. (1990). Entre o tempo e a eternidade. Lisboa : Gradiva.
- Reuchlin, M. (1989). Métodos na Psicologia. Lisboa : Teorema.
- Robert, M. (1988). Fondements et étapes de la recherche scientifique en Psychologie. Québec : Edisem.
- Rosenthal, C. & Frémonttier-Murphy (2002). Introdução aos métodos quantitativos em ciências humanas e sociais. Lisboa: Piaget.
- Serrano, P. (1996). Redacção e apresentação de trabalhos científicos. Lisboa: Relógio d'Água.
- Silva, A.S. & Madureira Pinto, J. (1986). Metodologia das ciências sociais. Porto: Afrontamento.
- Sousa, G. V. (1998). Metodologia da investigação, redacção e apresentação de trabalhos científicos. Porto : Civilização Editora.
- Walliser, B. (1977). Systèmes et modèles, introduction critique à l'analyse de systèmes. Paris : Editions du Seuil.
-McGuigan, F. (1990). Experimental Psychology. San Diego: Prentice-Hall International Inc.

Métodos de ensino e atividades de aprendizagem

Aulas essencialmente teoricas,podendo por vezes assumir um caracter teórico-prático durantea realização de determinados exercicios efectuados no âmbito da metodologia.

Tipo de avaliação

Avaliação distribuída sem exame final

Fórmula de cálculo da classificação final

Somatório das notas obtidas nos 3 trabalhos temáticos.
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