Psicologia e Orientação Vocacional
| Áreas Científicas |
| Classificação |
Área Científica |
| OFICIAL |
Consulta Psicológica de Jovens e Adultos |
Ocorrência: 2005/2006 - A
Ciclos de Estudo/Cursos
Objetivos
No final do ano lectivo, o estudante deve ser capaz de:
· Elaborar, implementar e avaliar projectos de Consulta Psicológica de Orientação Vocacional adequados à singularidade do(a) consulente(s) e às condições situacionais e contextuais da intervenção
· Aprender autónoma e criticamente a partir da investigação teórica e empírica, relevante para o desempenho profissional como psicólogo, no domínio das questões, problemas, necessidades e tarefas da Consulta Psicológica de Orientação Vocacional
· Actualizar e desenvolver ao longo da vida as competências profissionais adequadas ao perfil de desempenho que caracteriza o exercício autónomo da Consulta Psicológica de Orientação Vocacional em diversos contextos e com vários segmentos da população.
Programa
1º CAPÍTULO: MODOS DE COMPREENDER E PROMOVER PSICOLOGICAMENTE O DESENVOLVIMENTO VOCACIONAL
1. Definição do objecto: Direcção e significado da relação das pessoas com a educação, a formação e o trabalho, ao longo da vida e em articulação com as outras dimensões da sua existência.
2. Análise de diferentes modos de formular o problema e de contribuir para a sua resolução.
3. A opção por uma perspectiva construtivista e ecológica do desenvolvimento vocacional ao longo da vida: exploração reconstrutiva do investimento vocacional pelo recurso à estratégia de acção-integração no contexto de relações interpessoais.
4. Orientação vocacional ao longo da vida (lifelong e lifewide): transições, populações e contextos.
5. Modalidades de intervenção para o desenvolvimento vocacional e o papel da consulta psicológica de orientação vocacional.
2º CAPÍTULO – EXPLORAÇÃO RECONSTRUTIVA DO INVESTIMENTO VOCACIONAL: CONTRIBUTOS DA PSICOLOGIA VOCACIONAL
1. Abordagem socio-cognitiva do desenvolvimento vocacional (Lent, Brown & Hacket): seu impacte no processo de exploração.
2. A exploração vocacional e a tarefa de construção da identidade: contributos de E. Erikson e J. Marcia e de J. Bowlby e M. Ainsworth.
3. A complexidade de estruturas cognitivo-vocacionais como critério de conceptualização do desenvolvimento psicológico no domínio vocacional: Os modelos de L. Knefelcamp e R. Slepitza e de E. Welfel.
4. Perspectivas construtivistas, social-construcionistas e narrativas do desenvolvimento vocacional: A primazia do significado das experiências de exploração e de investimento.
5. Compromisso, transformação do investimento vocacional e orientação pragmática para a acção: O modelo desenvolvimentista da circunscrição e da cedência de L. Gottfredson.
3º CAPÍTULO − CONSULTA PSICOLÓGICA DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL: DIMENSÕES ESTRUTURANTES
1. Promoção de condições para a exploração do investimento vocacional
2. Promoção da exploração reconstrutiva do investimento vocacional ( o que desejo/ o que há para mim/ o que posso fazer)
3. Promoção da orientação para a acção e da preparação para a implementação do investimento (O que vou fazer?)
4. O compromisso vocacional como momento de transformação do investimento pela construção de um novo equilíbrio entre desejos pessoais, exigências, oportunidades e barreiras ambiente
4º CAPÍTULO − CONSULTA PSICOLÓGICA DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL EM TRANSIÇÕES AO LONGO DA VIDA
1. Consulta psicológica e construção de uma trajectória vocacional num contexto de incerteza ao longo do ciclo vital: impacto psicológico das mudanças no macro-sistema económico, político e social.
2. Transições vocacionais ao longo da trajectória de vida: importância de intervenções psicologicamente orientadas e da articulação com o desempenho de outros papéis da existência.
3. Desafios da educação, da formação e da aprendizagem à gestão pessoal da carreira vocacional ao longo da vida.
4. Incidentes (desmotivação, desinvestimento, insucesso, abandono, exclusão…) com que se confrontam adolescentes e jovens ao longo do seu percurso de formação.
5. Influência intencional da formação geral e profissional no desenvolvimento vocacional de adolescentes e jovens e papel do psicólogo como consultor dos actores significativos dos contextos de educação e formação.
6. Influência da família na construção de projectos vocacionais de adolescentes e jovens e papel do psicólogo como consultor do contexto familiar.
7. Transição da escola ou centro de formação para o mundo do trabalho e integração profissional dos jovens à procura do primeiro emprego.
8. Gestão dos investimentos nos vários papéis de vida: o caso família- trabalho.
9. Desemprego na meia-idade.
10. Tarefas psicossociais da reforma: transição(ões) e ajustamento(s).
5º CAPÍTULO − QUALIDADE DA CONSULTA PSICOLÓGICA DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL
Bibliografia Principal
· Brown, D. & Brooks, L. (1991). Career Counseling Techniques. Boston: Allyn and Bacon.
· Brown, D. & Brooks, L. (2002). Career Choice and Development. San Francisco: Jossey Bass. (4.ª ed.).
· Campos, B. P. (1976). Educação sem selecção social: Análise crítica da orientação e avaliação contínuas. Lisboa: Livros Horizonte.
· Cochran, L. (1997). Career counseling: A narrative approach. London: Sage.
· Collin, A. & Young, R. (2000). Future of Career. Cambridge: University Press.
· Guichard, J. & Huteau, M. (2001). Psychologie de l’Orientation. Paris: Dunot (tradução portuguesa disponível – “ Psicologia da Orientação” edição do Instituto Piaget, 2003).
· Leitão, L.M. (Coord.) (2004). Avaliação psicológica em orientação escolar e profissional. Coimbra: Quarteto
· Savickas, M.L. & Walsh, B. (1996). Handbook of career counseling: Theory and Practice. Palo Alto, CA: Consulting Psychologists Book.
· Watts, A. G.,Law, B. Killeen, J. Kidd, J. Hawthorn, R. Watts T. (1996).Rethinking Careers Education and Guidance: Theory, Policy and Practice. London: Routledge.
Bibliografia Complementar
É indicada nos sumários
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
O pressuposto básico é o de que a prossecução dos objectivos da disciplina reside na quantidade e qualidade do trabalho dos estudantes, ainda que orientados e apoiados pelos docentes. A organização das oportunidades de aprendizagem por parte dos docentes privilegia uma metodologia semelhante à que é esperado enquadrar a prática da intervenção psicológica quando esta tem como principal objectivo a promoção do desenvolvimento psicológico, nomeadamente a que é aqui proposta para a promoção do desenvolvimento vocacional. Assim, para além de procurar favorecer a aquisição e apropriação de conhecimentos teórico-conceptuais específicos (finalidade para a qual certas actividades, nomeadamente as que se integram na componente teórica da disciplina, estão mais vocacionadas), procura criar condições para que os futuros psicólogos se capacitem no domínio dos principais meios e modalidades de intervenção para o desenvolvimento vocacional através de oportunidades concretas de acção e de exploração directa e indirecta dos mesmos. Além disso, estas experiências de formação são objecto de discussão e reflexão pelos estudantes com vista a fomentar a respectiva integração (cognitiva, emocional e comportamental) na sua competência profissional, a construir e a desenvolver progressivamente ao longo da sua carreira como psicólogos no domínio da Consulta Psicológica de Orientação Vocacional.
Mais concretamente, para além de exposições teóricas, o dispositivo pedagógico da disciplina abrange uma grande variedade de métodos incluindo workshops, trabalhos de campo, experiência de trabalho e outras actividades práticas que, muitas vezes, envolvem acompanhamento tutorial. Do exposto se deduz que as actividades de aprendizagem não se confinam às que podem ocorrer durante as aulas ditas teóricas ou práticas.
As actividades previstas são as seguintes.
1.Estudo independente baseado na participação em exposições orais
1.1. Elaboração, com base num conjunto de textos, de uma sistematização e análise crítica de uma perspectiva de consulta psicológica de orientação vocacional
1.2.Elaboração de um projecto de intervenção mobilizando e integrando as aprendizagens realizadas
2.Preparação e realização, na modalidade de workshop, de actividades de promoção da exploração vocacional a partir da utilização de diversos recursos e meios.
3. Participação numa intervenção directa de consulta psicológica ou num processo de consultoria psicológica no âmbito vocacional e análise e discussão do mesmo.
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
Obtenção de frequência
A obtenção de frequência da disciplina exige a presença dos alunos em três quartos das aulas práticas previstas.
A aprovação na disciplina depende de aprovação em cada uma das componentes da diciplina (teórica e prática)
Fórmula de cálculo da classificação final
A nota final resulta do cálculo da média das classificações obtidas pelo aluno em cada componente.