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Provas de Doutoramento em Ciências da Educação - Marina Isabel Felizardo Correia Duarte

29 de março | 14h30 | Auditório 1

Provas de doutoramento no ramo de Ciências da Educação, requeridas pela Mestre Marina Isabel Felizardo Correia Duarte.

Apreciação da tese intitulada: "Processo de Bolonha, autonomia na aprendizagem e carga de trabalho: um estudo com estudantes de engenharia"

Júri:
  • Doutora Maria Amélia da Costa Lopes
  • Doutora Albertina Lima Oliveira
  • Doutor Gustavo Ribeiro da Costa Alves
  • Doutora Carlinda Maria Ferreira Alves Faustino Leite - orientadora
  • Doutor Rui Eduardo Trindade Fernandes
  • Doutora Preciosa Teixeira Fernandes

A sessão é aberta a todos os interessados.


RESUMO:

A aprendizagem ao longo da vida, enfatizada pelo Processo de Bolonha, evidencia a importância da autonomia do aprendente para uma aprendizagem efetiva, e para a formação de profissionais ativos. A implementação deste processo apontou para um paradigma centrado no estudante, operacionalizado por um sistema de créditos que contabiliza o tempo total dedicado à aprendizagem. A investigação de que este trabalho dá conta analisou as relações entre a autonomia na aprendizagem de estudantes do 1º ciclo de engenharia, a carga de trabalho e o desempenho académico, e identificou sentidos e finalidades que esses estudantes atribuem à autonomia, e o contributo das atividades curriculares para o trabalho autónomo. Adotou-se uma metodologia mista, com um plano explicativo sequencial, recorrendo a questionários e a entrevistas para a recolha de dados. Concluiu-se que os participantes percecionam níveis moderados de autonomia na aprendizagem, com predominância do controlo, em detrimento da iniciativa. A autonomia na aprendizagem afeta positivamente o desempenho, tendo um efeito preditor na classificação média das unidades curriculares concluídas com sucesso, e é influenciada pela progressão no plano de estudos do curso, embora de forma lenta e não linear. A carga de trabalho e suas componentes presencial e autónoma, na base semestral, são sempre inferiores às previstas, diminuindo com a progressão dos estudantes no curso. Considerando o tempo médio para a conclusão do curso, a carga de trabalho total aproxima-se da prevista, com a componente presencial ligeiramente acima, e a componente autónoma claramente abaixo, não havendo correlação entre ambas. Não há evidências que aumentar a carga de trabalho melhore o desempenho académico. Há algumas correlações fracas entre a carga de trabalho e a autonomia na aprendizagem. Os estudantes reconhecem os professores, o currículo e a instituição como agentes da promoção da autonomia, havendo algum alinhamento com o preconizado pelo Processo de Bolonha. Contudo, a esfera de ação do ensino termina nas horas de contacto, ficando o trabalho autónomo completamente sob a responsabilidade dos estudantes. Como nem todos os estudantes têm níveis de autorregulação compatíveis com esta responsabilização, a ausência de algum acompanhamento tem efeitos negativos na carga de trabalho, na aprendizagem e no desempenho académico. Estes efeitos evidenciam a implementação ainda por concluir do Processo de Bolonha e a urgência da concretização da mudança de paradigma educativo que dá suporte às atividades curriculares e à aprendizagem.


ABSTRACT:

Lifelong learning, emphasized by the Bologna Process, highlights the importance of learner autonomy for effective learning, and for the training of active professionals. The implementation of this process pointed to a student-centred paradigm, operationalized by a credit system that counts the total time devoted to learning. The research carried out in this study analysed the relationship between learner autonomy of students in the 1st cycle of engineering, student workload, and academic achievement, and identified the meanings and purposes that these students attribute to autonomy, and the contribution of the activities for the autonomous workload. We adopted a mixed methodology, with a sequential explanatory plan, using questionnaires and interviews to collect data. It was concluded that the participants perceive moderate levels of learner autonomy, with a predominance of control, to the detriment of the initiative. Learning autonomy positively affects performance, having a predictor effect on the average grade of successfully completed curricular units, and is influenced by progression in the course syllabus, although in a slow and non-linear way. The student workload, and its components, contact hours and study time, in the semester basis, are always lower than expected, decreasing with the progression of the students in the course. Considering the average time for completing the course, the total workload is close to that expected, with the contact hours’ component slightly above, and the study time component clearly below, with no correlation between the two. There is no evidence that increasing workload improves academic achievement. There are some weak correlations between workload and learning autonomy. The students recognize the teachers, the curriculum and the institution as agents of the promotion of learner autonomy, having some alignment with recommendations by the Process of Bologna. However, the sphere of action of teaching ends in the contact hours’, with the autonomous workload being completely under the responsibility of the students. As not all students have levels of self-regulation that are consistent with this accountability, the absence of some follow-up has negative effects on workload, learning, and academic achievement. These effects highlight the still unfinished implementation of the Bologna Process and the urgency of achieving the change in the educational paradigm that supports curricular activities and learning.


RÉSUMÉ:

L’apprentissage tout au long de la vie, souligné par le Processus de Bologne, souligne l’importance de l’autonomie de l’apprenant pour un apprentissage efficace et la formation de professionnels actifs. La mise en oeuvre de ce processus a mis en évidence un paradigme centré sur l'étudiant, opérationnalisé par un système de crédits qui compte le temps total consacré à l'apprentissage. Les recherches menées dans cette étude ont analysé la relation entre l'autonomie d'apprentissage des étudiants du 1er cycle en ingénierie, la charge de travail et les performances académiques, et ont permis d'identifier les significations et les fins que ces étudiants attribuent à l'autonomie, ainsi que l'apport des activités, pour le travail autonome. Nous avons adopté une méthodologie mixte, avec un plan explicatif séquentiel, utilisant des questionnaires et des entretiens pour collecter des données. Il a été conclu que les participants percevaient des niveaux d’autonomie modérés dans l’apprentissage, avec une prédominance du contrôle au détriment de l’initiative. L'autonomie d'apprentissage influe positivement sur les performances, car elle a un effet prédictif sur la note moyenne des unités du programme achevées avec succès et est influencée par la progression dans le programme d’études, bien que de manière lente et non linéaire. La charge de travail, ainsi que ses composants de présence et autonomes, sur une base semestrielle, sont toujours plus faibles que prévu et diminuent avec la progression des étudiants dans le programme d’études. Compte tenu du temps moyen requis pour terminer le programme d’études, la charge de travail totale est proche de celle attendue, la composante de présence étant légèrement supérieure, et la composante autonome étant clairement inférieure, sans corrélation entre les deux. Rien ne prouve que l’augmentation de la charge de travail améliore les résultats scolaires. Il existe de faibles corrélations entre la charge de travail et l’autonomie d’apprentissage. Les étudiants reconnaissent les enseignants, le programme d’études et l'institution en tant qu'agents de la promotion de l'autonomie, en alignement avec celui recommandé par le Processus de Bologne. Cependant, la sphère d'action de l'enseignement se termine aux heures de contact, le travail autonome étant entièrement sous la responsabilité des étudiants. Comme tous les élèves n’ont pas des niveaux d’autorégulation compatibles avec cette responsabilité, l’absence d’accompagnement a des effets négatifs sur la charge de travail, l’apprentissage et le rendement scolaire. Ces effets mettent en évidence la mise en oeuvre encore inachevée du processus de Bologne et l'urgence de mettre en oeuvre le changement de paradigme de l'éducation qui soutient les activités scolaires et l'apprentissage.



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