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Técnica desenvolvida por investigadores da FMUP promete melhores resultados estéticos

Investigadores desenvolveram uma nova régua cirúrgica a adotar numa das principais intervenções plásticas realizadas a nível mundial

cirurgia

Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) desenvolveu uma técnica que promete melhorar os resultados estéticos e a satisfação dos pacientes após uma abdominoplastia, a cirurgia realizada para retirar o excesso de gordura e pele do abdómen.

Os médicos e investigadores envolvidos neste estudo desenvolveram uma régua que permite planear as marcações de incisão que são realizadas nos pacientes durante o procedimento cirúrgico. Desta forma, conseguiram alcançar uma melhor simetria da cicatriz e resultados mais padronizados nos pacientes, bem como um maior índice de satisfação no pós-operatório.

Para chegar a esta conclusão, compararam os resultados das cicatrizes em dois grupos de pacientes submetidos a uma abdominoplastia no Centro Hospitalar Universitário de São João. Num dos grupos, os cirurgiões seguiram a técnica clássica na marcação de incisões pré-operatórias, enquanto que na outra metade foi utilizada a régua especializada.

Sendo a abdominoplastia uma cirurgia que tem um “impacto positivo na saúde psicológica, física e social dos indivíduos, é importante garantir bons resultados cicatriciais para melhorar a satisfação do paciente”, esclarece Ricardo Horta, professor da FMUP e um dos autores do estudo.

Material acessível e de longa duração

Fabricada em policarbonato acrílico e cristal, dada a sua “maleabilidade e potencial para suportar altas temperaturas no processo de esterilização”, a régua construída é “uma ferramenta flexível, facilmente ajustável ao contorno corporal, portátil, de longa duração e de baixo custo”, podendo ser utilizada pelo cirurgião para auxiliar e obter melhores resultados no procedimento cirúrgico.

Apesar de existirem alguns fatores de risco que possam potenciar complicações e um pior resultado estético da cicatriz, como a obesidade, a idade ou a diabetes, a marcação da incisão pré-operatória também pode influenciar a satisfação do paciente após a cirurgia.

“Mesmo que essas complicações não ocorram, podem acontecer alguns desvios cicatriciais abdominais e assimetria que requerem uma revisão intra ou pós-operatória para otimizar os resultados estéticos, o que é um processo mais demorado, com maiores custos financeiros e riscos adicionais para o paciente”, explica o cirurgião Ricardo Horta.

As conclusões deste trabalho foram publicadas na revista Surgical Innovation, num artigo intitulado “A Ruler for Abdominoplasty Preoperative Markings: The Potential of Best Scar Symmetry” e assinado por Ricardo Horta, Cátia Domingues, Cláudia Dias e Diogo Barreiro.

De acordo com os autores, a importância desta nova técnica é acentuado pelo facto da abdominoplastia estar entre as cinco cirurgias plásticas mais realizadas no mundo, em grande parte devido ao aumento da cirurgia bariátrica e à crescente popularidade da cirurgia estética.

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