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Ex-Coordenador da Vacinação contra a COVID-19 diz que «o segredo do sucesso» é «a cultura portuguesa»

FMUP e APB entregam Prémio de Bioética a Vice-Almirante Gouveia e Melo

Vice-Almirante

Foi com indisfarçável emoção que o Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo recebeu, nesta quarta-feira, o Prémio Nacional de Bioética, numa cerimónia organizada pela Associação Portuguesa de Bioética e pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

“Perguntam-me, do estrangeiro, qual foi o segredo do nosso sucesso. As pessoas pensam que temos um truque ou uma fórmula qualquer. Não é nada disso. É a nossa cultura”, afirmou o ex-coordenador da Vacinação contra a COVID-19 em Portugal, nesta sua deslocação ao Norte, onde diz estar “a alma de Portugal”.

Falando “com o coração” e de forma “genuína” perante uma plateia de cerca de 250 pessoas, o Vice-almirante dirigiu-se em especial aos profissionais de saúde, aos quais elogiou “a disponibilidade para arriscar a própria vida pela comunidade”. E foi com a voz embargada que recordou uma frase do seu filho mais velho, médico, quando todos confinaram e os dois continuaram o combate, ainda que em diferentes frentes: “Pai, vamos ter oportunidade de combater os dois na mesma guerra”.

Para Gouveia e Melo, “foi um privilégio” ter coordenado o processo de vacinação contra a COVID-19, cujo sucesso atribuiu a toda a comunidade, incluindo os mais jovens. “O processo de vacinação em Portugal correu bem porque nos unimos. Depois de um início um bocado conturbado, conseguimos que ninguém saltasse a fila do pão”, comentou, dizendo que “temos futuro enquanto povo”.

A atribuição do Prémio Nacional de Bioética 2021 ao Vice-Almirante Gouveia e Melo foi “uma decisão natural e unânime” do júri e da direção da Associação Portuguesa de Bioética, com o apoio da FMUP.

O diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Altamiro da Costa Pereira, realçou, de resto, no seu discurso, o exemplo pessoal do ex-coordenador da vacinação, que lhe faz recordar “o nosso fundador: igualmente capaz, igualmente determinado, igualmente abnegado”. E agradeceu-lhe por demonstrar que há quem tenha “a vontade de bem fazer” (divisa do Infante D. Henrique”).

Na sua  alocução, Rui Nunes, professor da FMUP e presidente da Associação Portuguesa de Bioética, também destacou o Vice-almirante como “um exemplo a seguir”, designadamente pelo seu “abnegado espírito de missão” e por “não compactuar com nenhuma falta de integridade ou com a quebra de deveres profissionais”.

O professor da FMUP, a quem coube entregar a Medalha de Prata e o diploma do Prémio Nacional de Bioética, considerou mesmo que “a campanha nacional de vacinação mostrou a todo o planeta uma nova dimensão da portugalidade”.

Quanto às lições a retirar da pandemia, acredita que a importância dos profissionais de saúde e do planeamento estratégico ficou evidente. E acredita mesmo que “nada ficará igual no Sistema de Saúde”.

A cerimónia contou ainda com a atuação da Tuna Feminina de Medicina, da Tuna de Medicina e do Grupo de Fados da FMUP, bem como com a atuação do Quarteto de Cordas do Movimento Musical.

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