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Cientista da FMUP descobre papel de enzima na proteção contra a ansiedade

Investigação conclui que a enzima Tet3 poderá ser usada como alvo terapêutico

estudo ansiedade sigarra

Um estudo coordenado por Joana Marques (à direita na imagem), investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), é o primeiro a mostrar que uma simples enzima, chamada Tet3, pode ter um papel protetor importante contra a ansiedade.

trabalho de investigação, publicado na revista científica Molecular Psychiatry e desenvolvido em colaboração com o ICVS/Escola de Medicina da Universidade do Minho, vem contribuir para uma melhor compreensão da regulação do comportamento e abrir caminho para a utilização da Tet3 como um potencial alvo terapêutico em várias doenças do foro psiquiátrico.

A equipa analisou o papel desta enzima nos neurónios de um modelo animal, fazendo com que o gene Tet3 fosse "desligado" no cérebro. Os investigadores descobriram que a ausência da enzima Tet3 está claramente associada a comportamentos de ansiedade.

A falta da enzima Tet3 parece estar igualmente relacionada com níveis mais altos da hormona de stresse corticosterona (equivalente ao cortisol humano), que é um sinal de hiperatividade numa zona do cérebro relacionada com a resposta ao stresse e a regulação das emoções (eixo hipotálamo-hipófise-adrenal).

Este artigo científico, intitulado Tet3 ablation in adult brain neurons increases anxiety-like behavior and regulates cognitive function in mice, indica ainda que a supressão desta enzima está ligada a uma pior orientação espacial, embora outras tarefas relacionadas com processos de aprendizagem e com a memória para reconhecimento de objetos pareçam não ser afetadas.

A Tet3 é uma das enzimas da família TET, implicada no processo de metilação do ADN nas células e na maquinaria epigenética que condiciona a expressão dos genes e consequentemente a identidade e atividade celular.

A descoberta desta equipa de investigadores, que conta também com investigadores da Universidade do Minho (incluindo a primeira autora Cláudia Antunes), do Babraham Institute (Cambridge, Reino Unido) e da Queen Mary University of London (Reino Unido), pode conduzir, no futuro, ao desenvolvimento de novos tratamentos para as perturbações do espetro da ansiedade, sendo ainda necessários mais estudos que esclareçam o papel de outras enzimas da mesma família.
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