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Investigadores da FMUP associam solidão e depressão a pior adesão ao tratamento da diabetes

Estudo concluiu que cerca de 38% dos doentes com diabetes tipo 2 não aderem à terapêutica

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Estar deprimido e viver só são alguns dos fatores mais associados a uma baixa adesão ao tratamento da diabetes tipo 2. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e recentemente publicado na Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Deste trabalho coordenado pelo investigador Paulo Santos (FMUP/CINTESIS), concluiu-se que cerca de 38% dos doentes com diabetes tipo 2 não aderem à terapêutica, isto é, não tomam corretamente os fármacos que lhes são receitados pelo médico para controlar a doença. E entre estes, os diabéticos com sintomas depressivos ou que vivem sozinhos são os que apresentam pior adesão aos tratamentos.

Pelo contrário, os doentes diabéticos com hipertensão, que nunca fumaram e os que vivem com o(a) parceiro(a) são os que apresentam taxas mais elevadas de adesão à terapêutica farmacológica, evidenciando a importância de determinantes sociais no controlo da doença.

"Aparentemente a hipertensão será percebida como uma doença mais grave e, portanto, arrasta consigo uma melhor adesão aos tratamentos neste grupo de diabéticos", afirmam os autores do estudo.

Nesta amostra, composta por quase uma centena de participantes, os doentes são sobretudo mulheres (54%), com uma idade média de 61 anos, menos de nove anos de escolaridade (88%) e já na reforma (62%).

Em média, estes doentes sofrem de diabetes há cerca de 10 anos, tomam mais de quatro medicamentos diferentes por dia e apresentam outras doenças, como a hipertensão arterial (63%), a dislipidemia (46%) e a obesidade (38%).

A má adesão ao tratamento da diabetes aparece associada a níveis significativamente mais elevados de glicose no sangue, traduzidos em valores superiores de hemoglobina glicada, o que reflete um mau controlo da doença.

"Estes resultados ajudam a perceber quais os doentes em maior risco de não adesão, onde os médicos deverão ter uma atitude proativa de rastreio sistemático do grau de adesão aos tratamentos, numa perspetiva abrangente, de olhar para a pessoa como um todo e não apenas como o portador de determinada doença", indicam os investigadores.

Estima-se que existam 422 milhões de adultos com diabetes, em todo o mundo. Em Portugal, calcula-se que representem 13,3% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos.
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