
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está a participar num consórcio internacional que visa promover a aceleração da transição digital da saúde, através do desenvolvimento de tecnologias formativas imersivas e inteligentes com potencial de exportação.
Submetido ao abrigo da iniciativa europeia CLUSTER ITEA da Rede Eureka, o projeto VR4Health – Immersive VR Training for Healthcare Professionals resulta de uma candidatura promovida por 10 organizações e quatro países.
Em Portugal, além da FMUP, participam também o LINOVT – Engenharia de Software (LINOVT), líder do projeto a nível nacional, o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) e o Politécnico do Porto (E2S), sendo o financiamento de 1,2 milhões de euros, dos quais cerca de 190 mil euros são para a FMUP.
Com início em 2026, este projeto de formação em realidade virtual (RV) propõe uma alternativa eficaz e económica, permitindo treinos imersivos, adaptativos e sem riscos, melhorando a capacitação dos profissionais de saúde e reduzindo erros clínicos.
Pretende-se, através desta colaboração internacional, a criação de uma plataforma modular com IA adaptativa com aplicação na formação médica avançada, na neuromodulação e no treino clínico virtual.
Ao apostar na modernização dos processos formativos, o projeto, em curso até dezembro de 2028, possibilita a “formação remota, acessível e segura em hospitais e escolas de saúde”, ao mesmo tempo que “desenvolve soluções para gestão de doenças crónicas, nomeadamente a diabetes, e para o envelhecimento ativo”.
Esta transformação, com base em dados anonimizados e feedback automatizado, “reforça a digitalização do ensino médico e contribui para a eficiência e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, tornando-o “mais acessível, resiliente e tecnologicamente avançado”.
Ao fazer parte deste projeto, a FMUP contribui também para posicionar Portugal como hub internacional em I&D em saúde digital, alinhando-se com a visão da ENEI – Estratégia Nacional de Especialização Inteligente.
Na FMUP, a equipa integra Rute Almeida, Pedro Marques, Abel Nicolau e Alberto Freitas. A nível internacional, o projeto inclui instituições do Canadá, da Eslovénia e da Turquia.
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