
“Se escolherem a FMUP, estarão a escolher uma instituição exigente, sim, mas também uma comunidade muito comprometida com a formação, com a ciência, com a inovação e com a melhoria da saúde e da sociedade. E estarão também a escolher uma casa onde vão aprender muito, crescer muito e, espero eu, ser muito felizes.”
Foi assim que o representante do Conselho Executivo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Rafael José Vieira, recebeu dezenas de jovens do ensino secundário, futuros estudantes universitários, em mais uma edição do InFMUP – Dia(s) Aberto(s), que decorreu nos dias 8 e 9 de abril.
A sessão de abertura, que marcou oficialmente o arranque desta iniciativa, contou também com as intervenções da diretora do Mestrado Integrado em Medicina (MIMED), Cidália Pina Vaz, da representante da Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica (SauD InoB), Rita Amaral, e da diretora da nova Licenciatura em Ciências da Saúde Pública, Carla Lopes.
A diretora do MIMED acredita que estes dias representarão, para muitos, “o início de um caminho” que poderá mudar as suas vidas e as vidas de muitas pessoas. Cidália Pina Vaz descreveu a formação na FMUP como “exigente, baseada na evidência científica e fortemente alicerçada na prática clínica” e garantiu que os futuros estudantes irão encontrar aqui “inúmeras oportunidades de crescimento pessoal e humano”, que é importante que aproveitem.
Recordando o enorme orgulho que sentia quando era estudante de Medicina na FMUP, a diretora do Mestrado Integrado compara a Faculdade que frequentou com a da atualidade. “Hoje, a Faculdade tem luz, espaços de convívio, uma biblioteca de sonho”, disse, embora sem esconder que a carreira médica é de grande “exigência científica, física e emocional”.
A representante da Licenciatura SauD InoB chamou a atenção para as mudanças profundas que estão a ocorrer na Saúde e para a necessidade de novos líderes, como os profissionais que estão já a ser formados. “Os cuidados de saúde estão a mudar, estão a aliar-se à inteligência artificial, tornando-se cada vez mais tecnológicos, mais conectados, mais precisos, mais preditivos”, observou.
De acordo com Rita Amaral, “são precisos líderes com novas competências, novas ideias, profissionais capazes de utilizar a tecnologia para melhorar a vida do outro”. Aos que vão entrar, asseverou que os estudantes são “parte ativa da construção do curso” e que poderão trilhar caminhos diversificados, como criar uma start-up ou gerir projetos de investigação em hospitais públicos ou privados.
A diretora da nova Licenciatura em Ciências da Saúde Pública estreou-se nestes Dias Abertos com um “piscar de olhos” aos jovens presentes.
Confessando que foi “fadista toda a vida”, Carla Lopes considerou que o fado tem de ser posto de lado na Saúde: “Temos a paixão de salvar e moldar vidas. Temos muitas áreas que contribuem para termos uma melhor saúde das populações”, indicou, salientando que as Ciências da Saúde Pública não são apenas “pandemias” ou “catástrofes”. Aspetos como a violência e o consumo de substâncias são alguns dos desafios que necessitam de profissionais com “ferramentas” adequadas para trabalharem em diferentes locais e instituições.
Martim Mações, enquanto presidente da Associação de Estudantes da FMUP (AEFMUP), deu as boas-vindas a esta “casa” com dois séculos de história, mas que “não se acomoda e está “sempre na vanguarda”. Aos 22 anos, “ligeiramente mais velho”, identificou-se com a ansiedade sentida pelos estudantes do secundário presentes, numa altura em que estão prestes a escolher o curso que querem seguir no ensino superior, e aproveitou para desmistificar ideias preconcebidas e esclarecer dúvidas.
Como realçou o presidente da AEFMUP, a formação é exigente, mas “tudo se faz. Basta acreditar no processo”. O clima é de “entreajuda” e “aqui nunca andarão desamparados”. E porque a vida académica não se faz apenas de estudo, convidou os futuros colegas a explorar as oportunidades a nível social e cultural e, por que não, as festas e os convívios.
Deste momento fez parte igualmente a apresentação dos planos e das unidades curriculares, desde o primeiro até ao último ano de cada um dos três cursos de pós-graduação da FMUP.
A edição de 2026 dos Dias Abertos da FMUP incluiu ainda workshops, palestras, conversas com estudantes, investigadores e professores, além da atuação de grupos académicos, entre outras atividades.