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Nutrição Clínica na Medicina Geral e Familiar

A doença arterial coronária, o acidente vascular cerebral isquémico, a diabetes tipo 2 e alguns tipos específicos de cancro, até recentemente comuns apenas em países desenvolvidos, são atualmente os principais fatores de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Além disso, a prevalência de cancro e de doenças cardiovasculares quase sempre aumenta dramaticamente entre os emigrantes quando se deslocam de países menos desenvolvidos para países mais desenvolvidos. Nas sociedades africanas tradicionais, por exemplo, a doença cardiovascular é praticamente inexistente, mas a prevalência/incidência entre os afro-americanos é semelhante à dos caucasianos americanos. Estas marcantes alterações nos países ao longo do tempo e entre as populações emigrantes indicam que os determinantes primários dessas doenças não são fatores genéticos mas antes ambientais, com particular importância para a dieta e o estilo de vida. É por este motivo que um considerável esforço de pesquisa tem sido dirigido para a identificação dos determinantes modificáveis das doenças crónicas.

A maioria destes estudos tem sido realizada em países ocidentais, em parte devido à importância histórica dessas doenças no Ocidente, mas também porque têm uma infra-estrutura de pesquisa mais desenvolvida.
Uma primeira inferência geral diz-nos que a redução dos fatores de risco nutricionais/dietéticos e de estilo de vida identificáveis ​​e modificáveis ​​poderia prevenir a maioria dos casos de DCV, AVC, diabetes e de muitos tipos de cancro nas populações das sociedades mais desenvolvidas. Estas conclusões são verdadeiramente importantes pois indiciam que essas doenças não são consequências inevitáveis ​​de uma sociedade moderna. Além disso, baixas prevalências/incidências dessas doenças podem ser alcançadas sem medicamentos ou instalações médicas caras, o que não surpreende, porque a sua prevalência/incidência tem sido, historicamente, extremamente baixa em países em desenvolvimento e com menores recursos médicos. No entanto, a prevenção dessas doenças exigirá mudanças nos comportamentos relacionados com o tabagismo, a atividade física, a dieta e estilo de vida. Investir em educação e políticas alimentares torna-se fundamental para apoiar e encorajar essas mudanças.

A prevalência mundial das doenças não transmissíveis (Diabetes tipo 2, doença cardiovascular e cerebrovascular, hipertensão e obesidade), doenças de natureza crónica e que se manifestam na vida adulta, é um grave problema de saúde pública. Está relacionado basicamente com o estilo de vida dos indivíduos e incluem padrões alimentares inadequados (consumo de energia em excesso particularmente a expensas de gorduras e de deficiente ingestão de fibra e vitamina C), o hábito de fumar e a falta de atividade física.

O meio ambiente, um ato cirúrgico ou um traumatismo, as alergias alimentares, o acesso inadequado a alimentos seguros e suficientes, a fase de crescimento e de desenvolvimento, as crenças ou ideias nocivas, a falta de conhecimento e questões socioeconómicas podem afetar o padrão alimentar adequado. Numa pessoa saudável, a omissão de um grupo concreto de alimentos ou a ingestão de alimentos ricos em calorias mas pobres em nutrientes não conduz de forma repentina a um estado nutricional deficiente. É a ingestão prolongada deste tipo de alimentação desequilibrada ou a insuficiência grave/aguda de nutrientes que leva a consequências nutricionais indesejáveis.

Desde há várias décadas que é motivo de preocupação a falta do conhecimento em nutrição nos seus aspetos básicos e práticos na formação dos profissionais das ciências da saúde. A consequência imediata desta carência é a pouca participação dos profissionais de saúde na resolução dos problemas relacionados com a nutrição que afetam as pessoas nas diferentes etapas do ciclo de vida.



Objetivos

Dado que a maioria dos médicos considera os conhecimentos em alimentação, nutrição e dietética fundamentais para a sua prática clínica diária e que diversos estudos apontam para a sua falta de conhecimentos nesta área, assume-se de extrema relevância este curso de formação contínua, importância esta que resultará certamente da não integração da nutrição como disciplina obrigatória no plano curricular da licenciatura em medicina.

Objetivos:

- Proporcionar conhecimentos sobre metodologias de avaliação do estado nutricional de populações, desenvolvendo aptidões na obtenção, interpretação e análise de dados obtidos pelas mesmas;

- Proporcionar conhecimentos de forma sistemática e integrada dos aspetos fisiopatológicos e das doenças, a sua etiologia e terapia nutricional adequada;

- Proporcionar capacidades e aptidões para intervenção a nível populacional identificando e apontando soluções para a resolução de problemas de nutrição, dietética e saúde pública.

- Dar a conhecer a importância de uma correta avaliação nutricional e metabólica nas diferentes etapas do ciclo de vida;

- Reconhecer e avaliar a importância da nutrição como terapia em diferentes patologias crónicas, com especial enfase na hipertensão e diabetes mellitus;

- Otimizar conhecimento e prescrição de dietas hipocalóricas com intuito de emagrecimento

Dieta hiperproteica no jovem desportista/atleta;

- Reconhecer e avaliar a importância da nutrição durante gravidez, aleitamento e infância precoce

- Reconhecer e avaliar a importância da nutrição nos idosos e grandes idosos;

- Reconhecer e avaliar a importância da nutrição nos doentes demenciados/dependentes;

- Adquirir conhecimentos sobre diferentes suplementos alimentares existentes e a sua prescrição;

- Implementar e monitorizar o suporte nutricional adequado em ambulatório.

Resultados de aprendizagem:

- Conhecer, saber utilizar, aplicar e interpretar criticamente as fontes de informação relacionadas com os dados de alimentação/ nutrição, estilos de vida e outros indicadores sociais relevantes.

- Aquisição de competências na área da nutrição e dietética que lhes permita fazer aconselhamento alimentar nas diversas situações clínicas.

Adequação das metodologias de ensino e dos métodos de avaliação aos resultados de aprendizagem dos estudantes:

Método expositivo (aulas teóricas) – destinadas a organizar de forma hierárquica as noções respeitantes a cada tema, em nutrição clínica e dietoterapia.

Aulas teórico-práticas: apresentação e discussão de casos clínicos destinadas a consolidar os conhecimentos adquiridos através da participação ativa do aluno.

No final do curso existirá uma avaliação no formato de teste online disponibilizado na plataforma Moodle.

 


Áreas de Especialização

Destinatários:  
Licenciados ou detentores do Mestrado Integrado em Medicina, Enfermagem ou Farmácia.

Condições específicas de acesso ao Curso de Educação Continua:
Os candidatos serão seriados através da avaliação da média do curso e das habilitações literárias (ver abaixo ponderações). Em caso de empate será colocado o candidato com melhor ponderação na habilitação literária.

Critérios e subcritérios de seleção e seriação dos candidatos:

Ponderação (%)

Média do curso = 20 valores

80%

Média do curso = 19 valores

75%

Média do curso = 18 valores

70%

Média do curso = 17 valores

65%

Média do curso = 16 valores

60%

Média do curso = 15 valores

55%

Média do curso = 14 valores

50%

Média do curso = 13 valores

45%

Média do curso = 12 valores

40%

Média do curso = 11 valores

35%

Média do curso = 10 valores

30%

 

 

Habilitações literárias - Doutorado

20%

Habilitações literárias – Mestre

10%

Habilitações literárias - Licenciado

5%





Competências Profissionais

Regime de frequência:

Os estudantes têm a possibilidade de optar por dois regimes de frequência: o regime Presencial e o regime à Distância. Ambos os regimes possibilitam aos estudantes o acesso às aulas através da combinação de 3 vias (presença em sala de aula, videoconferência e aula gravada) variando entre si na percentagem de acesso atribuída a cada uma destas modalidades.

  1. No regime presencial os estudantes devem frequentar no mínimo 75% das aulas presencialmente, em sala de aula. Os restantes 25% das aulas podem ser assistidos através de videoconferência e e/ou aula gravada.
  2. No regime à distância os estudantes devem frequentar no mínimo 75% das aulas através de videoconferência. Os restantes 25% das aulas podem ser assistidos em diferido através de aula gravada.

Informações

N.º DE VAGAS: 100 (máx. 20 alunos presenciais)/min: 20

Local de edição do Curso  19/20 
FMUP (b-learning)

Idioma de lecionação
Totalmente em Português

Calendarização e horário
12 de outubro a 30 de novembro de 2019, sábados das 9h00 às 13h00. No entanto, o prazo limite para a conclusão da avaliação no Curso será a 14 de dezembro.

Propina 
300¤ + 2¤ seg. escolar, pagamento no ato da matrícula.


CALENDARIZAÇÃO DAS CANDIDATURAS 

 

1ª EDIÇÃO

Apresentação das candidaturas

15.04 a 5.09.19

Afixação de resultados definitivos

11.09.2019

Apresentação de reclamação dos candidatos

12.09.2019

Publicação da decisão de reclamações

13.09.2019

Realização de matrículas

16 a 26.09.2019

Eventual colocação de suplentes

27.09.2019

Publicação de vagas sobrantes para a fase seguinte

NA

Modo de notificação dos candidatos

on-line na página da
FMUP

 

 


Comentários



Para auxiliar a submissão da Candidatura, pode consultar o Guia de Apoio (1).

CANDIDATURAS AQUI



Para auxiliar a realização da Matrícula/Inscrição, pode consultar o Guia de Apoio (2). 

REALIZAR MATRÍCULA / INSCRIÇÃO AQUI

 
Toda a informação para candidatos à FMUP. Informação disponível aqui


Contactos

Departamento de Apoio à Investigação e à Pós-Graduação 
Educação Contínua

Tel.: 220426957
e.mail: educacaocontinua@med.up.pt

Dados Gerais

Docente Responsável: Paula Freitas
Sigla: NCMGF
Tipo de curso/ciclo de estudos: Unidade de Formação Contínua
Início: 2017/2018
Duração: 108 Horas

Planos de Estudos

Diplomas

  • Nutrição Clínica na Medicina Geral e Familiar (4 Créditos ECTS)

Áreas Científicas Predominantes

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