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Cursos

Comunicação Viral

Formador: João Pedro Costa - joaopedrodacosta@gmail.com

Carga Horária: 40 horas

Créditos: 4 ECTS


Calendário:
19 fevereiro a 16 julho de 2016

Horário: 5ª feira - 19h30 às 21h30

Candidatura e inscrição

Para se candidatar, selecione, a opção do menu lateral direito, "Candidaturas de ingresso".


Candidaturas
 - até 05 fevereiro de 2016 
Inscrição + Pagamento - 09 a 15.02.2016 

 

Propina:

Alunos (ex e actuais) e funcionários da UP - ¤180,00
Público em geral - ¤255,00
+ Seguro Escolar: 2,00¤

Atenção: Considera-se "ex-aluno", para efeitos de propina:
a) o estudante que concluiu um curso conferente de grau académico na UP;
b) o formando que tenha concluído curso/cursos de formação com um total de 5 ECTS.

Após o término do prazo de candidaturas, os candidatos inscritos pela primeira vez num curso (Publico em Geral), irão receber, por email, informação do número de estudante e senha de acesso ao sistema de informação do Portal da FLUP.
Todos os estudantes inscritos, poderão consultar o valor da propina a pagar através da sua conta corrente - respetiva área pessoal.

Método de pagamento:

  • balcão da Tesouraria, Piso 1
  • pagamento por multibanco

Caso pretenda efetuar o pagamento por multibanco, terá de gerar a referência SIBS, através da sua conta corrente, opção do menu lateral direito da sua àrea pessoal.

Inscrição Curso + Pagamento: A inscrição/candidatura só é considerada válida após o pagamento da propina.


Objetivos

Embora seja actualmente consensual encarar a difusão de conteúdos nas plataformas digitais como um processo sociotecnológico (isto é, como um processo social dos seus utilizadores dependente das características tecnológicas do medium), as concepções dominantes da difusão na rede continuam paradoxalmente subjugadas a duas metáforas eminentemente biológicas: a dos conteúdos mediáticos virais e dos memes. O curso tem como principal objectivo uma incursão crítica pela história desta poderosa metáfora da difusão de conteúdos nas plataformas digitais, identificando a sua origem na adaptação encetada por Richard Dawkins dos modelos evolucionários de Darwin numa teoria da transferência da informação cultural, o seu desenvolvimento no filão dos estudos meméticos e a sua aplicação positivista no denominado "marketing viral". Para além de uma introdução ao estudo da comunicação nas redes tecnologicamente mediadas e de uma crítica dos pressupostos inerentes à utilização da metáfora viral, será proposto um modelo de análise alternativo ancorado no modelo da espalhabilidade desenvolvido por Henry Jenkins e na utilização de ferramentas de análise contextual, textual e transtextual oriundos dos estudos literários. Em oposição às concepções virais, o referido modelo procurará recentrar o potencial de difusão no medium, a força motora da difusão na fruição participativa dos utilizadores e o agenciamento da difusão em determinadas características textuais dos conteúdos difundidos.

Informações

PROGRAMA:

0. Considerações preliminares
0.1. Apresentação do programa e da metodologia do curso.
0.2. O circuito comunicacional.
0.2.1. Comunicação descendente (top-down) e ascendente (bottom-down).
0.2.2. A comunicação nómada interpessoal em massa.
0.3. As funções da linguagem de Roman Jakobson e a noção mcluhniana de medium.

1. A comunicação em rede
1.1. A Internet e as suas interfaces: e-mail, Web, Web 2.0 e redes sociais.
1.2. O hipertexto.
1.3. Interactividade vs. participação.
1.4. Acessibilidade, usabilidade e desejabilidade.
1.5. A literacia digital: descentralização, abertura, inclusão, privacidade, liberdade de expressão, segurança e participação.
1.6. A Internet como um sistema sociotecnológico rizomático.
1.6.1. O rizoma de Gilles Deleuze e Felix Guattari.
1.6.2. A longa cauda de Anderson.
1.6.3. A lei do poder de distribuição de Barabási.
1.6.4. A lei do poder de participação de Mayfield.

2. A metáfora viral
2.1. O meme de Richard Dawkins.
2.2. Os vírus informáticos vs. os vírus mediáticos de Douglas Russkoff.
2.3. As três leis epidemiológicas de Malcolm Gladwell.
2.4. Os estudos meméticos.
2.4.1. A lei de selecção cultural de Daniel Denette.
2.4.2. Os métodos de selecção memética de Richard Brodie.
2.4.3. A máquina memética de Susan Blackmore.
2.4.4. A estética memética de Vito Campanelli.
2.5. O marketing viral: a comunicação boca-em-boca e o astroturfing.

3. Para um novo modelo da difusão nas plataformas digitais
3.1. Lacunas e sofismas da metáfora viral.
3.1.1. Autorreplicação, determinismo e ideologia.
3.1.2. Poder de difusão (Barabási) vs. eficácia difusora.
3.1.3. Aderência vs. espalhabilidade (Henry Jenkins).
3.2. A transtextualidade mediática (Gerard Genette).
3.3. A difusão como ontologia, pertença e comunicação.
3.4. As práticas difusoras.
3.4.1. A difusão horizontal (disseminação e propagação).
3.4.2. A difusão vertical.
3.4.3. Participação e empenho das práticas difusoras.
3.5. Características textuais que potencializam o agenciamento da difusão.
3.5.1. Producência.
3.5.2. Complexidade narrativa.
3.5.3. Transmediatismo.
3.5.4. Motivações estéticas: o cool, o kitsch e o camp.

4. Casos de estudo
4.1. Average Homeboy de Danny Blaze (David Hazen, 1989).
4.2. The Marching Song de Esben and the Witch (Peter King & David Procter, 2010) e Born Free de M.I.A. (Romain Gavras, 2010).
4.3. A videografia musical dos Ok Go (2005-2014).
4.4. Heaven Can Wait de Charlotte Gainsbourg & Beck (Keith Schofield, 2009).

Contactos

SGA - Setor de Formação Contínua
Via Panorâmica, s/nº 4150-564 Porto
Telef: 226077152
Email:gfec@letras.up.pt
Horário Atendimento: 10h00 às 16h00

Dados Gerais

Sigla: EC_CV
Tipo de curso/ciclo de estudos: Curso de Formação Contínua
Início: 2015/2016
Duração: 108 Horas

Diplomas

  • Comunicação Viral (4 Créditos ECTS)

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