| Código: | CINF031 | Sigla: | SAB |
| Ativa? | Sim |
| Unidade Responsável: | Departamento de Jornalismo e Ciências da Comunicação |
| Curso/CE Responsável: | Licenciatura em Ciência da Informação |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos UCN | Créditos ECTS | Horas de Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CINF | 42 | Plano Oficial a partir de 2008/2009 | 2 | - | 5 | - |
- Compreender a evolução dos sistemas de informação de arquivo e de biblioteca e o desenvolvimento das disciplinas que estiveram na origem da Ciência da Informação;
- Caraterizar adequadamente os diferentes tipos de arquivo e de biblioteca
- Adquirir competências para aplicar o método de investigação quadripolar aos sistemas de arquivo e de biblioteca, no que respeita especialmente às operações de caráter técnico (análise orgânico-funcional e avaliação) e à apresentação dos resultados da investigação.
No final do semestre, o estudante deve ser capaz de:
- caraterizar os traços gerais da evolução dos sistemas de arquivo e de biblioteca
- explicar os fatores que estiveram na origem da Ciência da Informação como disciplina científica
- identificar tipologias de arquivos e de bibliotecas, nas suas componentes estrutural e funcional
- identificar as operações técnicas que se desenvolvem nas diferentes fases do trabalho em arquivos e bibliotecas
- realizar um estudo orgânico-funcional de uma entidade produtora de informação e apresentá-lo em forma de relatório
- aplicar modelos de avaliação do fluxo informacional
-
Embora não seja indispensável o conhecimento histórico da evolução social, económica, politica e cultural em termos globais, e em Portugal particularmente, é importante que os estudantes tenham noções claras dessa evolução para melhor compreenderem o surgimento e o desenvolvimento dos arquivos e das bibliotecas em diacronia. As matérias da UC "História da Cultura" são uma base fundamental para este conhecimento.
É também importante conhecerem o modo como evoluiram as instituições produtoras de informação, particularmente no que toca às da administração central e municipal, às privadas como as eclesiásticas (diocesanas e monásticas) e outras.
I. Retrospetiva epistemológica da evolução dos sistemas de informação (S. I.) arquivo e biblioteca
1. Das origens ao Renascimento: a formação dos S. I.
1.1. A organização dos sistemas de arquivo e biblioteca nas civilizações pré-clássicas e clássicas, na Grécia e em Roma
1.2. O desenvolvimento dos sistemas de arquivo e biblioteca no período medieval, com particular relevo para os das instituições monásticas; génese dos sistemas de informação portugueses, com realce especial para o Arquivo da Coroa (Torre do Tombo)
2. Do Renascimento à Revolução Francesa: evolução "natural" dos S. I.
2.1. O Humanismo e o Renascimento e sua influência na abertura e culturalização dos sistemas de informação
2.2. O papel dos arquivos ao serviço dos Estados Modernos e da centralização do poder real; a importância do Arquivo da Torre do Tombo no século XVI
2.3. As bibliotecas particulares e eruditas, o desenvolvimento da bibliografia e da cultura livresca
3. Da Revolução Francesa aos anos 60 do século XX: a consolidação do paradigma histórico-tecnicista
3.1. A ideologia liberal e seus reflexos, particularmente no caso português
3.2. O desenvolvimento da História e o Positivismo, com especial realce para a realidade portuguesa 3.3. O desenvolvimento tecnológico e o acentuar da vertente técnica; papel da Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos Públicos, no contexto português
4. A modernidade e a mudança de paradigma: a transição para a era pós-custodial; visão panorâmica da evolução ao nível internacional e nacional
II. Caracterização dos sistemas de informação arquivo e biblioteca à luz da teoria sistémica
1. Breve abordagem da teoria sistémica
2. Tipologia dos sistemas de informação arquivo
3. Tipologia dos sistemas de informação biblioteca
III. A aplicação do método de investigação quadripolar aos sistemas de informação arquivo e biblioteca - abordagem geral
1. As operações do pólo técnico (em particular a análise orgânico-funcional e a avaliação)
2. As operações do pólo morfológico (apresentação de resultados)
Exposição da matéria nas aulas teórico-práticas, apoiada em transparências ou projeções.
Discussão dos temas do programa com os estudantes, partindo de guiões das aulas disponibilizados no SIGARRA e de leituras adicionais.
Realização de exercícios práticos relativos ao ponto III do programa da unidade curricular.
O esclarecimento de dúvidas e a orientação dos trabalhos decorrerão no âmbito das sessões de orientação tutorial.
| Designação | Peso (%) |
|---|---|
| Exame | 70,00 |
| Participação presencial | 0,00 |
| Trabalho escrito | 30,00 |
| Total: | 100,00 |
| Designação | Tempo (Horas) |
|---|---|
| Estudo autónomo | 47,00 |
| Frequência das aulas | 56,00 |
| Trabalho de investigação | 30,00 |
| Total: | 133,00 |
Não aplicável
Apresentação de dois pequenos trabalhos individuais (T1 e T2) sobre temas do programa, baseados fundamentalmente em sínteses de leituras - cada um dos trabalhos terá a cotação de 15% da nota final. Deverão ser apresentados no início de Novembro e no início de Dezembro, em datas a estabelecer no início das aulas.
Exame final (EF) - prova sem consulta com a duração de duas horas - cotação 70%.
A classificação final (CF) será calculada da seguinte forma:
CF = T1x0,15 + T2x0,15 + EFx0,7
Não aplicável.
Não aplicável.
Os estudantes trabalhadores não estão dispensados da apresentação de todos os elementos de avaliação.
A melhoria da classificação poderá ser obtida mediante a repetição do exame final.
Não é possível a reformulação dos trabalhos para melhoria de nota.