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NanoPyl e BBIT20: dois projetos vencedores do programa BIP Proof

Ambos os projetos contam com a presença da FFUP e foram distinguidos com um prémio no valor de 10 mil euros


À semelhança das edições anteriores, a iniciativa BIP Proof volta em 2021 a distinguir projetos de investigação produzidos na Universidade do Porto. Assim, e com o apoio da Fundação Amadeu Dias (FAD) e do Santander Universidades, seis projetos foram selecionados pelo júri para receber, respetivamente, um financiamento de 10 mil euros. De entre os seis projetos selecionados encontram-se dois que contam com a participação de investigadores da FFUP.

O primeiro, o NanoPyl surge como uma estratégia não baseada em antibióticos e com um Uma vez que a prevalência da bactéria Helicobacter pylori em Portugal é muito frequente, e os tratamentos existentes se baseiam apenas em antibióticos, provocando efeitos secundários adversos e uma grande percentagem de resistência, esta tecnologia pode assegurar um tratamento alternativo.
Para as investigadoras que integram o projeto, incluindo a docente Salette Reis e a investigadora Cláudia Nunes, e que já havia ganho a edição do Business Ignition Programme 2020, esta tecnologia “pretende ser a resposta não só para estes pacientes, mas também para a irradicação massiva da bactéria”.
O financiamento agora assegurado pelo BIP Proof terá como destino preferencial “produzir o NanoPyl em condições de “Good Manufacturing Practices”, as exigidas do ponto de vista regulamentar, garantindo assim a qualidade do produto” e começar a trabalhar com uma consultora para a implementação de estudos clínicos piloto em humanos.

O outro projeto vencedor, BBIT2020, é liderado por Lucília Saraiva, docente e investigadora da FFUP/ LAQV/REQUIMTE e deverá resultar “no primeiro supressor da recombinação homóloga capaz de inibir a interação BRCA1/BARD1”.
A BRCA1 é uma “proteína supressora tumoral com um papel chave na reparação de danos no DNA”. A inibição da interação BRCA1/BARD1 conduz à perda de função da BRCA1 e à acumulação de erros nas vias de reparação do DNA. Em contexto clínico, a contínua reparação do DNA nos tumores está associada a quimiorresistência e, portanto, ao insucesso das terapêuticas oncológicas.
“Dados pré-clínicos em células tumorais de pacientes e em modelos animais comprovam o elevado potencial terapêutico desta molécula em cancros da mama e do ovário, principalmente quando comparado com o de outros agentes supressores da reparação de danos no DNA utilizados na clínica” referem a docente Lucília Saraiva e a investigadora Liliana Raimundo, estudante de doutoramento da FFUP e colaboradora no projeto.
Este reconhecimento no BIP Proof será um apoio muito importante para a potencial translação clínica desta molécula que pode representar um contributo muito valioso para a terapêutica personalizada destes cancros. O montante recebido será aplicado no pagamento de despesas associadas ao processo de pedido de patente internacional e também na realização de estudos adicionais em modelos animais.


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