Saltar para:
Logótipo
Comuta visibilidade da coluna esquerda
Você está em: Início >

Ana Maria Fernandes

CEO da EDP Renováveis, diplomada pela FEP


Ana Maria Fernandes

CEO da EDP Renováveis, diplomada pela FEP

A Notícias FEP lança nesta edição uma nova rubrica de entrevista que pretende destacar o percurso profissional de sucesso de um Alumni da FEP. Começamos com chave de ouro ao entrevistar a CEO da EDP Renováveis e membro do Conselho de Administração Executivo do grupo EDP, Ana Maria Fernandes, que nos descreve, nas próximas linhas, de que forma a FEP contribuiu para a sua carreira promissora, entre outros temas.

A EDP Renováveis (EDPR) aumentou a sua produção em 22 por cento e quase triplicou os lucros ao longo deste ano. É um resultado animador para a economia do país? E também uma satisfação pessoal?

Estes resultados refletem o comportamento sólido e positivo de uma empresa de origem portuguesa que opera a nível global. A combinação de uma distribuição geográfica diversificada do nosso negócio (diminuição de risco de concentração num só país), com a inovação a diversos níveis e uma gestão financeira rigorosa, são algumas das principais razões que nos têm permitido mostrar um progresso positivo, consistente e constante, inclusivamente numa conjuntura difícil, o que é um motivo de grande satisfação para toda a equipa da EDPR, composta atualmente por cerca de 800 funcionários em 11 países (Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Bélgica, Polónia, Roménia, EUA, Brasil e Canadá).

O que é que está na base deste crescimento? A aposta na Inovação? Conquista de novos mercados?

A base deste crescimento é a combinação equilibrada de expertise (como terceiro produtor de energia eólica a nível mundial podemos dizer que há poucos que desempenham este negócio tão bem como nós), com uma gestão financeira eficaz e uma distribuição geográfica equilibrada dos nossos ativos.

Na sua opinião, o que falta às empresas portuguesas: competitividade? Recursos Humanos?

O nosso país conta com uma excelente equipa de profissionais e quadros diretivos que podem fazer das empresas modelos de êxito. Portugal é um país que tem os recursos necessários para fundamentar o seu modelo económico nos serviços e no desenvolvimento de empresas e ideias inovadoras e pioneiras. No entanto, reformas muito importantes, designadamente ao nível da justiça, burocracia em geral, lei laboral, estabilidades fiscal, formação, etc. são absolutamente necessárias para atrair investimento interno e externo.

Como encara o facto de ser a única mulher CEO de uma empresa do PSI 20?

Penso que a qualidade de gestor não está ligada ao facto de se ser homem ou mulher, é o mérito que deve contar. O facto de ser a única mulher CEO do PSI20 é algo que demonstra o longo caminho que as mulheres ainda necessitam de percorrer. Consciente de que em muitas empresas portuguesas as mulheres têm vindo a abrir o caminho para ocupar cargos de responsabilidade. Estou confiante que, em pouco tempo, a minha posição será a de uma entre outras mulheres.

O que a levou a escolher a FEP para tirar a licenciatura em Economia e, mais tarde, a PósGraduação em Finanças?

Sem dúvida a reputação e o excelente ensino da FEP foram as causas da minha escolha. É algo de que sempre estarei orgulhosa, pois devo, em grande parte, os meus êxitos profissionais ao que aprendi na faculdade. O esforço e o facto de ter sido reconhecida como uma das melhores alunas também me beneficiou.

Atendendo a que, além de aluna, foi também assistente na FEP, entre 1989 e 1991, terá uma visão global da instituição. O que representa, para si, a marca FEP?

Uma referência importante e de prestígio, com bases muito sólidas, da qual saíram e sairão excelentes profissionais.

Tem acompanhado o esforço da FEP no desenvolvimento de áreas tão importantes como a investigação e a internacionalização?

Num mundo globalizado é importante que as nossas melhores "marcas" educativas tenham um perfil e um reconhecimento a nível internacional, não só para se posicionarem num ambiente competitivo, mas também para assegurar que Portugal e as suas empresas possam desenvolver-se com êxito na economia global, a cooperação entre empresas e universidades tem vindo a intensificar-se cada vez mais, conferindo mais oportunidades a ambas e tornando-as mais competitivas.

Que conselho gostaria de dar aos estudantes que frequentam hoje a FEP?

Em primeiro lugar, o que digo a todos os jovens é que confiem em si mesmos. Em segundo, que tirem o maior partido de cada minuto que estão a estudar na FEP, ou noutra instituição, que aproveitem a experiência dos seus professores, que partilhem as suas ideias, que as debatam se não estão de acordo… só assim conseguirão os melhores resultados....e que viajem, conheçam o mundo e que aproveitem as oportunidades que cada vez mais se lhes apresentam a esse nível.

A ligação às empresas é fundamental para esta Escola. A EDPR pode ser uma parceira?

A EDPR valoriza positivamente as parcerias com as diferentes escolas e costuma colaborar em programas com algumas das mais reconhecidas. Não descarto por isso a possibilidade de colaborarmos, de uma forma ou de outra, caso surja uma oportunidade.

Perfil
O percurso de vida de Ana Maria Fernandes está ligado à Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Foi nesta instituição que se licenciou em Economia (1986), tirou uma Pós-Graduação em Finanças e, mais tarde, foi Assistente (de 1989 a 1991). A atual CEO da EDP Renováveis e membro do Conselho de Administração Executivo do Grupo EDP iniciou a sua carreira profissional na área da banca. Foi no ano em que terminou a licenciatura que Ana Maria Fernandes ingressou na empresa Conselho – Gestão e Investimentos (Grupo Banco Português do Atlântico), na área de mercado de capitais, investimentos e reestruturação de empresas. Mais tarde, em 1989, assumiu funções na área de Corporate Finance da Sociedade de Investimentos EFISA, sendo, mais tarde, promovida a Diretora do Banco EFISA. Em 1992 integrou o Grupo Banco de Fomento e Exterior, como Administradora na área da Banca de Investimento, e foi Diretora de Corporate Finance, no BPI, entre 1996 e 1998. Antes de fazer parte do grupo EDP, integrou a Gás de Portugal, como Diretora de Planeamento Estratégico e M&A, assumiu as funções de Diretora de Estratégia e Gestão do Portfolio de Negócios da Galp e, posteriormente, de Presidente da Galp Power e Administradora da Transgás. Do seu percurso profissional há ainda a registar a sua experiência, entre 2004 e 2005, como administradora da Galp Energia.

Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2021 © Faculdade de Economia da Universidade do Porto  I Termos e Condições  I Acessibilidade  I Índice A-Z  I Livro de Visitas
Última actualização: 2016-09-09 I  Página gerada em: 2021-08-04 às 09:52:49 | Política de Utilização Aceitável | Política de Proteção de Dados Pessoais
SAMA2