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Ricardo Rio

Presidente da Câmara Municipal de Braga

Licenciou-se em Economia na FEP. Como era a Faculdade no seu tempo?

Eu concluí a minha licenciatura no período de 1990-95, sendo que, na altura em que entrei na Faculdade, a FEP era considerada uma das melhores (senão a melhor) escola de Economia do País, o que era também reforçado por ter das mais altas médias de admissão dos seus alunos.
Fosse pelos contornos do edifício ou pela cultura de exigência que apregoava (e praticava) e que muitos levavam ao limite, a FEP foi sempre vista como uma escola de excelência, capaz de projetar recursos para quadros de elevada responsabilidade na generalidade do tecido económico e financeiro da Região.
Em contraponto, a verdade é que faltava à FEP uma voz ativa enquanto agente de referência no território, como que parecendo tentada a fechar-se sobre o cinzento das suas paredes. Aí, e como sempre acontece em instituições que movimentam alguns milhares de pessoas, havia uma grande heterogeneidade no perfil dos vários docentes e diversas “tribos” entre os seus alunos, pese embora o clima geral de relacionamento entre todos fosse bastante aprazível.

O que é que ainda recorda desses tempos de estudante da FEP?

Esses tempos de Faculdade são marcas indeléveis do percurso que sempre me apraz recordar. Foi na Faculdade que conheci alguns dos meus melhores amigos, que vivi momentos memoráveis de lazer e convívio e que enfrentei desafios aliciantes de aprendizagem e enriquecimento pessoal nos mais diversos contextos.
A minha experiência foi particularmente diferenciadora pela oportunidade que tive de poder conjugar a normal frequência letiva com as responsabilidades que fui assumindo nas Comissões de Ano, na Assembleia de Representantes da FEP ou na Associação de
Estudantes.
Em cada um desses âmbitos pude envolver-me em questões do foro pedagógico e científico, na concretização de projetos de índole diversa e na gestão direta de estruturas como o Bar, a Livraria e a Editorial que envolviam mais de duas dezenas de funcionários a cargo e um orçamento não despiciendo.
Com as circunstâncias inerentes ao normal curso das aulas, aos rituais académicos e à sucessão de eventos que marcavam o calendário de cada ano, esses 5 anos na FEP foram, a todos os títulos, uma experiência verdadeiramente fantástica.

Em que medida a sua formação na FEP contribuiu para o seu percurso profissional? Da formação que aqui recebeu, o que destaca como especialmente relevante?

Acho que a ligação é incontornável. É-o em sentido mais estrito, porque a qualidade da esmagadora maioria dos professores me terá aportado as competências necessárias ao desempenho enquanto profissional, sendo que alguns deles (de que citarei apenas o saudoso Manuel Oliveira Marques para não esquecer nenhum dos vivos) terão tido uma influência decisiva na maior apetência por determinadas temáticas.
É-o em sentido mais lato, e ainda no meu caso pessoal e à luz da experiência que vivenciei, porque me despertou a vontade e a capacidade de conjugar diversas áreas de intervenção e atividades em simultâneo, o que se refletiu também nas responsabilidades profissionais que fui assumindo (ora como docente, como formador, como consultor e em entidades e empresas de diversa natureza e sectores de atividade).

Qual a identidade da FEP? Qual a sua especificidade? Quais os atributos que a distinguem? Afinal o que é a Faculdade de Economia da Universidade do Porto?

Comecemos pelo fim: a Faculdade Economia do Porto continua a ser, ainda hoje, a melhor escola de economia do País. E isto precisamente porque mais do que o conhecimento em concreto que os seus alunos obtêm de cada uma das disciplinas que frequentam, a FEP lhes fornece um conjunto de competências que podem vir a ser fundamentais para o seu desempenho profissional futuro: a capacidade de trabalho (e de sacrifício até); o estímulo ao raciocínio analítico; a criatividade; o gosto pelo trabalho de equipa; a diversidade e riqueza do currículo (que nem Bolonha conseguiu ainda aniquilar).
Mas há mais. Ser FEP é respeitar uma história de mais de 60 anos, de profissionais e docentes que todos nos habituamos a admirar, de gerações e gerações de jovens que chegaram com a esperança e partiram com a confiança e a responsabilidade de ser portadores desse espírito e dessa cultura pelos diferentes caminhos que cruzamos.

Tendo em conta o seu percurso académico, que conselhos deixaria aos estudantes da FEP que iniciam este novo percurso académico na sua vida?

A primeira palavra tem que ser naturalmente de felicitação por terem atingido este patamar e poderem usufruir desta oportunidade de se juntarem à Comunidade FEP, desejando-lhes o maior sucesso no percurso que agora iniciam.
Mas, como ouvirão muitas vezes nas salas da Faculdade, “não há almoços grátis” e esse trilho de sucesso exigirá um grande nível de dedicação e esforço na sua vertente estritamente académica, que dependerá apenas da vontade e entrega individual. Nessa perspetiva, procurem fazer um currículo coerente mas diversificado que lhes abra horizontes para diferentes áreas profissionais dentro da esfera económica.
Tirem partido das muitas oportunidades que hoje as estruturas interna e de ligação com o meio exterior propiciam, em particular com o meio empresarial. Enriqueçam o currículo e a sua experiência pessoal em contacto com realidades muito diversas e complementares à sua formação.
E, sobretudo, divirtam-se. Riam, chorem, amem, convivam, celebrem.
Tirem partido dos próximos anos porque, por muitos que se lhes sigam outros muito mais felizes, não haverá outros iguais.

Perfil

Ricardo Rio tem 42 anos, é casado e pai de três filhas.
Nasceu e estudou em Braga antes de se licenciar em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, onde completou também a parte curricular do Mestrado em Economia. Concluiu ainda o Curso Avançado de Estudos Políticos do IEP, da Universidade Católica de Lisboa.
Foi Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros e Diretor do Instituto Mercado de Capitais da Euronext Lisbon. Em paralelo, exerceu durante vários anos a atividade de consultadoria pública e empresarial, tendo sido consultor em diversos Programas da Porto Business School. Ao longo da sua carreira, colaborou com entidades como a CCDRN – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte; a AEP – Associação Empresarial de Portugal; a Associação Industrial do Minho; o IFCTS – Instituto para a Formação do Comércio, Turismo e Serviços; a Pamésa; a Astrolábio; a Universidade Fernando Pessoa; o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social; a Fundação para a Ciência e Desenvolvimento da Câmara Municipal do Porto; a Euronext Lisbon; a QI – Quociente de Imagem; a ComunicAction; e diversas Autarquias (por via direta ou pelo trabalho conjunto com a Sigma – Team Consulting).
Prestou ainda assessoria ao Conselho de Administração da Casa da Música e à Fundação Cidade de Guimarães.
Ricardo Rio foi também docente universitário, tendo lecionado na Universidade Fernando Pessoa, no ISAG-Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto, na Universidade Lusíada e no IESF – Instituto Superior de Estudos Financeiros e Fiscais.
A nível de cargos públicos, Ricardo Rio é Presidente da Câmara Municipal de Braga desde 2013 e foi vereador na oposição entre 2005 e 2013. É também Presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, da Comunidade Intermunicipal do Cávado e dos Conselhos de Administração da AGERE – Empresa Municipal de Águas e Resíduos e do Theatro Circo, SA. Foi também membro da Assembleia Municipal de Braga, no mandato de 2001 a 2005. A nível partidário, Ricardo Rio foi Presidente da Comissão Política da Secção de Braga do PSD, de 2002 a 2008; tendo sido também vogal da Comissão Política Nacional do PSD entre 2008 e 2010. É o Presidente da Mesa do Congresso dos ASD – Autarcas Social Democratas.

"Ser FEP é respeitar uma história de mais de 60 anos, de profissionais e docentes que todos nos habituamos a admirar, de gerações e gerações de jovens que chegaram com a esperança e partiram com a confiança e a responsabilidade de ser portadores desse espírito e dessa cultura pelos diferentes caminhos que cruzamos".

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