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Abelhas: a importância de as salvarmos

Rede PolliNet composta também por investigadores da U.Porto criada para ajudar os polinizadores


Podemos querer vê-las afastadas de nós, mas a verdade é que não viveríamos sem elas. As abelhas, entre outros polinizadores, prestam um serviço vital nos ecossistemas e na agricultura. Aliás, 2% das abelhas selvagens do planeta são responsáveis pela polinização de 80% das culturas mundiais. Sem elas, não haveria frutos silvestres, tomates, abacates, couves, maçãs, amêndoas, laranjas, entre muitos, muitos outros alimentos. 

Salvar as abelhas e outros polinizadores é, aliás, uma das razões pela qual recentemente foi criada, em Portugal, uma Rede Colaborativa para a Avaliação, Conservação e Valorização dos Polinizadores e da Polinização - PolliNet

Deste grupo fazem parte investigadores do CIBIO-InBIO/BIOPOLIS, associados à Estação Biológica de Mértola e do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, entre outras instituições a nível nacional. A equipa pretende desenvolver um plano de ação nacional para a avaliação, conservação e valorização dos polinizadores

Nas últimas décadas, estes animais que não são apenas insetos, mas também aves, morcegos e répteis, têm vindo a enfrentar muitas ameaças, e as populações de muitas espécies estão em declínio ou mesmo ameaçadas de extinção. 

“As maiores ameaças aos polinizadores são as alterações no uso do solo, a perda de habitat, a agricultura intensiva, o uso de pesticidas, a poluição (incluindo a poluição luminosa), a predação por espécies exóticas invasoras e as alterações climáticas”, descreve Paulo Célio Alves, docente do departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). 

Cada um de nós pode ajudar as abelhas e outros polinizadores, dos quais dependem cerca de 75% das plantas cultivadas e cerca de 90% das plantas silvestres. 

Como o podemos fazer? Um exemplo é o cultivo de pequenos jardins com uma grande diversidade de plantas silvestres autóctones. Há várias plantas “amigas” das abelhas como manjericão, funcho, malva, manjerona, orégãos, alecrim, tomilho, hortelã, margaridas, girassóis, papoilas, entre outras flores, não utilizando pesticidas, não cortando ervas no tempo de floração e da criação de abrigos para estes animais. É possível também contribuir com registos fotográficos no projeto de Ciência Cidadã BioDiversity4All. 

As abelhas em Portugal

De acordo com um artigo da página Wilder, há hoje registo de cerca de 750 espécies diferentes de abelhas em Portugal, de tamanhos diferentes e cores variadas que vão muito além do amarelo e do preto que vemos na abelha-comum (Apis mellifera)

Em Portugal e não só, há uma outra precaução a ter: atenção relativamente às vespas asiáticas. São uma espécie invasora e predadora de abelhas e vespas comuns. Caso detete um ninho de vespas asiáticas, contacte a linha SOS AMBIENTE (808 200 520) ou a plataforma SOS Vespa em sosvespa.pt.


abelhaconcurso
© Juliana Almeida






Renata Silva. SICC. 19-05-2022 
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