Saltar para:
Logótipo
Você está em: Início > Notícias > Telescópio James Webb vai ajudar investigadores da FCUP
Mapa das Instalações
FC6 - Departamento de Ciência de Computadores FC5 - Edifício Central FC4 - Departamento de Biologia FC3 - Departamento de Física e Astronomia e Departamento GAOT FC2 - Departamento de Química e Bioquímica FC1 - Departamento de Matemática

Telescópio James Webb vai ajudar investigadores da FCUP

Maior telescópio alguma vez colocado no espaço


telescopio


Na semana em que a primeira tarefa mais complexa desde o lançamento do telescópio James Webb, o maior telescópio alguma vez colocado no espaço, se conclui, a instalação de um escudo solar, fomos perceber a importância desta missão e quais os maiores contributos para a Universidade do Porto. 

Na verdade, já são vários os contributos esperados para os investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e para o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço/Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (IA/CAUP). Aliás, já existem três projetos aprovados nos quais os cientistas da U.Porto vão colaborar. 

Por exemplo, uma equipa da FCUP e IA/CAUP vai utilizar o James Webb Space Telescope (JWST) para estudar a composição química do TOI-179, um sistema composto por pelo menos seis exoplanetas. Vardan Adibekyan, Susana Barros, e Nuno Santos fazem parte de um grupo de investigadores que vão investigar, entre outros aspetos, a formação e evolução deste distante sistema exoplanetário. 

Jarle Brinchmann, investigador do IA/CAUP e diretor do CAUP, está também envolvido no estudo da composição química de algumas galáxias, que resultaram, há alguns anos, de uma descoberta surpreendente. Há ainda um outro projeto que contará com o trabalho da estudante de doutoramento em Astronomia na FCUP, Sandy Morais. “Centrar-se-á no estudo de como os buracos negros supermassivos que conhecemos, que residem nos centros da maioria das galáxias maciças, influenciam as suas galáxias. Isto não tem sido possível de fazer no Universo distante até agora. Com a JWST haverá sem dúvida alguns resultados surpreendentes a sair”, detalha o diretor do IA/CAUP. 

Importância do maior telescópio do mundo para a investigação 

Na segunda metade dos anos 90, o Telescópio Espacial Hubble (HST) foi um sucesso entre os investigadores. No entanto, para obter imagens mais nítidas do Universo, sobretudo partes obscuras onde se formam estrelas e planetas, são necessários comprimentos de onda mais longos. 

Até ao lançamento do JWST passaram-se cerca de 30 anos de idealização e construção. Por que foi tão complicado? “Um espelho monolítico maior do que o HST não caberia nos nossos launchers. Foi, por isso, necessário criar um espelho desdobrável - uma tarefa tecnológica muito desafiante, e da mesma forma foi também necessário criar um escudo solar desdobrável para manter o telescópio constante em temperatura”, conta Jarle Brinchmann. 

Estudar o nascimento das estrelas e “talvez até a origem da vida”

“Vejo o JWST como uma forma de compreender quando as primeiras estrelas começaram a formar-se no Universo, quando as primeiras galáxias começaram a formar-se, quando e onde as estrelas nascem hoje e talvez até a origem da vida”, explica, com entusiasmo. “Mas não só isso, o infravermelho é também imensamente rico em linhas de absorção de moléculas - assim podemos usar o JWST para medir a abundância de moléculas em torno de estrelas que se estão a formar e talvez mais excitantemente nas atmosferas de planetas distantes do nosso”, acrescenta. 

Um dos maiores contributos que o JWST pode dar é no estudo do nascimento das estrelas. É que as estrelas e os planetas em volta delas nascem dentro de uma espécie de véu de gás e poeira que é opaca à luz visível. “Com este telescópio, seremos capazes de observar diretamente este véu e com alta resolução espacial e sensibilidade que nos permitirá estudar o local onde nascem as estrelas de uma forma nunca antes possível”, descreve Jarle Brinchmann. 

montagem

Telescópio James Webb: um trabalho com ‘DNA’ FCUP

Todos estes planos para projetos não seriam possíveis sem o trabalho de uma equipa de cientistas que durante vários anos esteve envolvida na construção deste supertelescópio. 

Nesta equipa, esteve Catarina Alves Oliveira, licenciada em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela FCUP. Catarina, que trabalha para a Agência Espacial Europeia, foi uma das responsáveis pela calibração e monitorização de um dos quatro instrumentos do telescópio, o espectrógrafo NIRSpec.

Próximos desafios do James Webb 

Para Jarle Brinchmann faltam agora dois pontos principais a desenvolver no JWST: desdobrar e calibrar o espelho primário e ligar e testar todos os instrumentos daquele é que é o maior e mais caro telescópio alguma vez construído (estima-se que vá custar 8,57 mil milhões de euros). 









Divulgue os seus eventos e projetos | comunica@fc.up.pt     


Renata Silva. SICC. 06-01-2022

Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2026 © Faculdade de Ciências da Universidade do Porto  I Termos e Condições  I Acessibilidade  I Índice A-Z
Última actualização: 2022-07-18 I  Página gerada em: 2026-05-14 às 11:03:27 | Política de Privacidade | Política de Proteção de Dados Pessoais | Denúncias | Livro Amarelo Eletrónico