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Um guia FCUP para o desenvolvimento sustentável

Contributos FCUP


Quais os contributos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)?



Para assinalar o Dia Mundial da Ciência, fomos aos seis departamentos da FCUP conhecer alguns exemplos de projetos de investigação que procuram contribuir para um futuro melhor em 2030. 
De entre os 17 objetivos podemos dizer que a FCUP contribui, direta ou indiretamente, para cada um deles. Neste artigo, salientamos o top 10 dos maiores contributos para o cumprimentos dos objetivos: 

10 objetivos para os quais a FCUP mais contribui: 

 

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Erradicar a fome 


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É pelos corredores do Departamento de Química e Bioquímica (DQB) e de Biologia (DBIO) que se trabalha para erradicar a fome, através do aumento da produtividade agrícola.

E se fosse possível colocar os pesticidas numa espécie de cápsula, promovendo a qualidade nutricional e a segurança alimentar? “O nanoencapsulamento de pesticidas protege o pesticida contra os agentes externos e reduz o impacto ambiental. Há, assim, uma diminuição de resíduos de pesticidas no solo, bem como nos alimentos”, explicam os investigadores do DQB e do DBIO, que trabalham no projeto “SaFe NPest”.  
É também no DBIO que se realizam atividades de investigação que contribuem para a produção de fontes de alimento, tanto vegetais como marinhos, através do melhoramento das plantas e da aquacultura sustentável. 


Saúde de qualidade


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Para além dos contributos do DQB e do DBIO para este objetivo, desde a química medicinal, com o desenvolvimento de novos fármacos para doenças neurodegenerativas e de novos antibióticos, ao estudo de doenças genéticas, há vários outros a destacar. 

Por exemplo, no Departamento de Física e Astronomia (DFA), desenvolvem-se novos materiais, sensores e tecnologias para o diagnóstico médico personalizado. Até 2030, pretende-se reduzir até um terço da mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento. 

Quando se fala em saúde, também o Departamento de Matemática (DMAT) entra nesta equação, por exemplo, através de modelos para o controlo de epidemias. Sabiam que, antes do trabalho com a pandemia da Covid-19, Óscar Felgueiras, docente deste departamento, também desenvolveu o estudo estatístico de doenças como a tuberculose?


Educação de qualidade


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Ainda na Matemática, há uma forte colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e uma aposta na capacitação de jovens e futuros professores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e de países em desenvolvimento, através da promoção de estágios científicos avançados de curta duração e de ações de formação. 


Entre outros exemplos, também se destaca por exemplo a capacitação de estudantes dos PALOP nos vários departamentos. É o caso, por exemplo, Estevão Mananze, doutorado em Engenharia Geográfica pela FCUP e que está a usar os conhecimentos adquiridos durante o curso e no projeto Doppler, para ajudar a melhorar a agricultura no seu país natal, Moçambique. 

A promoção de competências e conhecimentos necessários para o desenvolvimento sustentável, um dos objetivos dentro deste ODS, é transversal a toda a FCUP. 


Água potável e saneamento


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De volta à Biologia, há contributos a assinalar na área do tratamento das águas residuais. O projeto NOR-WATER, em colaboração com o CIIMAR-UP, pretende identificar poluentes pretende identificar poluentes emergentes nas águas de Galiza – Norte de Portugal. O objetivo é, ainda, desenvolver novas tecnologias que possam vir a ser implementadas nas estações de tratamento de água. Este é apenas um de vários exemplos.

Já no DQB há um novo projeto, com investigadores do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV-REQUIMTE), que vai aproveitar o plástico recolhido das praias de Ílhavo para o desenvolvimento de sensores óticos de elevada sensibilidade e seletividade para deteção de contaminantes e poluentes ambientais na água. 

E, por falar em novos materiais, estão a ser desenvolvidos materiais com base em desperdícios agroindustriais, para aplicação em recursos hídricos. O objetivo do projeto FloWater é a deteção, quantificação e remoção de iões de metais em água. 

Energias renováveis e acessíveis


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Nesta área, muitos são os projetos que têm sido desenvolvidos na FCUP, sobretudo no DFA, DQB e DGAOT. É o caso do SmarText4EStore, levado a cabo no DQB e no DFA que criou novos têxteis inteligentes para armazenamento de energia, em alternativa às baterias convencionais, com base numa tecnologia inovadora de supercondensadores híbridos. Estes materiais têm processos de fabrico a baixo custo e são uma solução
 ecossustentável para redução da pegada de carbono. 

Um outro exemplo é a criação de nanogeradores triboelétricos, no Instituto de Física de Materiais Avançados, Nanotecnologia e Fotónica, integrado no DFA, que utiliza o movimento das ondas para gerar energia elétrica. 


Cidades e comunidades sustentáveis 


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Soluções baseadas na Natureza. Este é o conceito do 
projeto URBiNAT que conta com a participação de docentes e investigadores, da área de Arquitetura Paisagista, do Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território (DGAOT). Este projeto vai de encontro a vários pontos deste ODS, nomeadamente nos propósitos de aumentar a urbanização inclusiva e sustentável e na redução do impacto ambiental. 

Já no Departamento de Ciência de Computadores (DCC), os investigadores estão a estudar modelos de distribuição sustentável com "crowdsourcing". A ideia do projeto LastMile é otimizar o processo de entrega de compras feitas online, ao serem entregues pelo cliente. "Por 
exemplo, uma loja utilizar a nossa viagem de regresso a casa após uma visita "presencial" à loja para fazer a entrega de uma encomenda de um cliente online que resida na mesma área que nós", explicam. 
Com isso seria necessário menos uma entrega pela frota de distribuição da loja,praticamente sem nenhum custo adicional para o ambiente, uma vez que faríamos de qualquer forma a viagem de regresso a casa." 



Produção e consumo sustentáveis 


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Até 2030, pretende-se, por exemplo, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reutilização e também alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais. Premiado recentemente pelo IJUP empresas, o projeto de investigação do DGAOT levado a cabo com a empresa IMPETUS quer, precisamente, avaliar a sustentabilidade dos produtos desta marca do sector têxtil numa perspetiva de Life Cycle Thinking, ou seja das etapas do ciclo de vida de um produto desde a extração de matérias primas até ao fim de vida. 


Também no DCC há projetos que se enquadram neste ODS. Até 2030, garantir que as pessoas, em todos os lugares, tenham informação relevante e estejam consciencializadas para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza. O projeto "Detecting Fake News Automatically", levado a cabo por investigadores do DCC e do INESC TEC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, pretende combater a desinformação e promover a importância de se ter métodos automáticos para auxiliar na identificar informação potencialmente falsa”, explicam. 


Ação climática


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A Matemática pode também ter um papel importante no estudo e previsão do clima. Os sistemas dinâmicos são frequentemente usados como modelos matemáticos para a dinâmica do clima. “Em particular, o estudo de acontecimentos extremos é de importância crucial numa infinidade de cenários meteorológicos onde a sua ocorrência tem um sério efeito de disrupção. É o caso de acidentes naturais como furacões, tornados, tempestades ou secas extremas”, explicam os investigadores do DMAT


Melhorar a educação, aumentar a consciencialização e a capacidade humana e institucional sobre medidas de mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce no que respeita às alterações climáticas. Este tópico em particular, integrado neste ODS, tem tido particular enfoque em vários projetos e ações dentro da FCUP, em vários departamentos. No DFA, por exemplo, com a proposta de um modelo físico sobre o impacto das AC, no DGAOT com a sensibilização e trabalhos nas licenciatura em Ciências e Tecnologia do Ambiente, entre outros.


Proteger a vida marinha


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Sabiam que a grande maioria dos resíduos de cascas de crustáceos é deixada em aterro ou novamente colocada nos oceanos? Este facto vem intensificar os problemas que a sociedade atual enfrenta. O projeto Shell4BioA pretende valorizar estes resíduos, numa lógica de economia circular. Desta forma está a proteger a vida marinha.


Também o Departamento de Biologia dá resposta a este ODS, através de projetos como o ATLANTIDA, por exemplo, e vários outros em colaboração com centros de investigação como o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) e do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). 


Proteger a vida terrestre


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Da água aos solos, existe uma grande preocupação na FCUP pela proteção da biodiversidade. O projeto S4Hort_Soil&Food, liderado pelo centro de investigação GreenUPorto, pertence ao DGAOT e ao DBIO, e que conta também com a participação do DQB, tem por objetivo o uso de práticas sustentáveis para a saúde dos solos.


Até 2030, combater a desertificação, restaurar a terra e o solo degradados. Este é um outro ponto que leva a projetos inovadores como o GreenRehab. E por que não usar algas para reabilitar os solos queimados? Investigadores do DBIO, FCUP e CIBIO-InBIO e estão a trabalhar precisamente nesta solução. 

Um outro exemplo de projeto para a proteção da vida terrestre é o BIOMIC. Esta iniciativa pretende construir um kit de bioindicadores microbianos e tróficos para determinar o estado ecológico das zonas costeiras inseridas no programa de cooperação SUDOE. 

 

Veja  aqui os investigadores por detrás dos projetos mencionados (em atualização)
Saber mais sobre os ODS |  Guia sobre Desenvolvimento Sustentável




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Renata Silva. SICC. 23-11-2021










 

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