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Investigadores assinam estudo evolutivo sobre mecanismo de defesa dos mamíferos

Estudo publicado na revista Frontiers in Immunology


Num artigo publicado recentemente pela prestigiada revista “Frontiers in Immunology, uma equipa multidisciplinar luso-americana liderada por investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, InBIO Laboratório Associado da Universidade do Porto (CIBIO-InBIO) conclui que os vírus também podem ser "uma grande ajuda" no tratamento de células tumorais. 

Os autores do estudo perceberam que a necroptose, uma importante via para eliminar vírus e outros agentes patogénicos, ter-se-á perdido em vários grupos de mamíferos em diferentes alturas. 

Quando uma célula humana ou animal é invadida por um vírus ou outro agente patogénico, os organismos hospedeiros possuem mecanismos de resposta. A necroptose é um desses mecanismos, contribuindo para uma resposta imunitária que mata as células infetadas com vírus e outros agentes patogénicos. Como é feita esta indução? Através da interação de duas proteínas, o RIPK3 e a MLKL que induzem a rutura da membrana plasmática celular e originam a morte celular.

Ana Pinto, que frequenta o Doutoramento em Biodiversidade, Genética e Evolução na FCUP e primeira autora do artigo, refere que a análise destas duas moléculas em dezenas de espécies de mamíferos revelou, surpreendentemente, que estes “dois genes apresentavam múltiplas mutações que inativavam estes genes em várias linhagens de mamíferos.” Foi também encontrada uma forte correlação entre a interrupção da necroptose em coelhos, lebres e cetáceos e a ausência do domínio N-terminal em poxvírus (responsáveis pela inibição da necroptose) que afetam mortalmente estes animais. 

Importância da perda da via necróptica

Para Pedro Esteves, docente da FCUP e líder do grupo de investigação Imunologia e doenças Emergentes (IMED) do CIBIO-InBIO, autor sénior desta publicação, este estudo sugere uma relação coevolutiva entre os poxvírus e seus hospedeiros, enfatizando o papel da adaptação do hospedeiro na evolução do vírus.

A perda destes genes em quatro grupos distintos de mamíferos, em diferentes momentos, sugere que essa perda terá surgido como uma vantagem para estas espécies. Uma das hipóteses é que estas espécies possam ter criado vias alternativas para originar novas vias necroptícas. "Curiosamente, nestas espécies existem fortes evidências que a existência de tumores oncológicos seja muitíssimo rara. Por isso, é bastante tentador relacionar a perda da via necróptica com uma maior infeção viral que levasse a que estes vírus pudessem evitar cancros!”, adianta. 

Já para Filipe Castro, docente da FCUP e investigador do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), este é o primeiro grande estudo evolutivo desta importante via de defesa nos mamíferos. A perda de necroptose várias vezes durante a evolução dos mamíferos parece estar ligada à adaptação das espécies e sugere que esta via para eliminar vírus não é necessária para os mecanismos de defesa convencionais dos mamíferos.

Este estudo contou ainda com a participação de investigadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. 

Nos dias que correm em que os vírus se tornaram o grande tema das nossas vidas, não deixa de ser curioso que os vírus possam ter sido no passado importantes no controle de desenvolvimento de cancros. Na verdade, a utilização de vírus como possíveis agentes oncolíticos no tratamento de cancros tem vindo a ganhar força. Por exemplo, resultados laboratoriais mostraram que o vírus mixoma, que afeta mortalmente os coelhos e lebres, poderá no futuro ser usado como estratégia terapêutica de cancros em humanos.









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Renata Silva. SICC. 16-09-2021
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