
A primeira sessão, dinamizada pelos professores de cada turma, com base nos recursos e guiões pedagógicos do EduBiotaLab, desafiou os jovens das três escolas a descobrirem os microrganismos presentes em diversos objetos do quotidiano e a questionarem se o tempo e o tipo de sabão que usamos para lavar as mãos influenciam a vida destes seres. Ao longo dos próximos meses, decorrerão mais quatro sessões experimentais que explorarão temas como a diversidade microbiana, a fermentação, a imunidade e a sustentabilidade. O objetivo é promover a literacia científica e o pensamento crítico dos seus participantes, bem como desmistificar o papel de “vilão” frequentemente atribuído aos micróbios.

O programa inclui ainda uma atividade que articula ciência e expressão artística através do registo fotográfico das sessões pelos próprios participantes. Para celebrar o percurso destes aspirantes a microbiólogos, as fotografias serão selecionadas e expostas no Centro Ciência Viva de Vila do Conde (CCVVC).
O EduBiotaLab está integrado no programa EduBiota, um projeto que nasce da necessidade crescente de formar cidadãos informados, críticos e mais preparados para desafios futuros. A iniciativa conta com a participação de microbiólogos, comunicadores de ciência e especialistas em educação, que aliam o estudo da microbiologia às Aprendizagens Essenciais de Biologia e Geologia (10.º e 11.º anos) e de Biologia (12.º ano).
O EduBiota é da autoria de Lara Amorim, estudante de doutoramento em Ensino e Divulgação das Ciências, que conta com a orientação das docentes FCUP, Conceição Santos, do Grupo de Biologia Integrativa e Biotecnologia do Laboratório Associado para a Química Verde da Rede de Química e Tecnologia – iB2Lab – LAQV – REQUIMTE, e Raquel Ribeiro, do Centro de Ciência Viva de Vila do Conde, e também de Betina Lopes, do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro.