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Parque da Asprela: o 'recém-nascido' da arquitetura paisagista da FCUP

Parque foi inaugurado no passado domingo e está agora aberto ao público


pca



São seis hectares de paisagem, naquele que é um novo espaço de fruição, de incentivo à biodiversidade e que presta um importante contributo para a adaptação às alterações climáticas. Doze anos depois de começar a ser idealizado, o Parque Central da Asprela abriu esta Primavera ao público. Estivemos à conversa com Paulo Farinha Marques, coordenador deste projeto e docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). 

De acordo com o arquiteto paisagista, “a obra ainda está a decorrer em muitos detalhes. É como um recém-nascido”. E é com esta metáfora que nos diz que ainda há muito a fazer neste parque que contou com a colaboração de vários estudantes e docentes da FCUP. Afinal, “quando fazemos um projeto colocamos o intervalo de 20 a 30 anos que é a vida de um jovem adulto”. 

“Há aqui uma miríade de oportunidades não só para as áreas de arquitetura paisagista e de biologia, mas também para as áreas da química, do ambiente, se quiserem monitorizar a qualidade de água, por exemplo”, conta. 

O trabalho feito no Parque da Asprela 

parque

Para além de aproveitarem a vegetação já existente — entre choupos, salgueiros e muitas outras espécies — fizeram de um antigo aterro um novo espaço verde. “Criámos uma espécie de jardim neo romântico, com a plantação de várias árvores características da cidade do Porto como cedros, liquidambares, tulipeiros, áceres, metrosíderos e magnólias”. 

No novo Parque da Asprela, houve também uma reutilização de materiais já existentes: desde pedras, usadas para fazer as margens da ribeira a pedaços de asfalto, utilizados para tapar um muro de betão.

Com soluções de base natural (Nature Based Solutions), este espaço foi também construído com uma forte preocupação ambiental. A ideia, diz Paulo Farinha Marques, é que “toda a água que cai no parque ali se deve infiltrar ou seguir o curso das linhas de água naturais”. O objetivo é que o espaço se torne numa grande bacia de retenção com capacidade para 10 mil metros cúbicos de águas pluviais - uma importante medida de adaptação às alterações climáticas.  

Mais oportunidades de vida 

“Pretendemos aumentar a infiltração, o que vai potenciar o crescimento da vegetação, promover a qualidade do microclima nessa zona, com um efeito frescura, e combater os efeitos dos períodos excepcionalmente quentes que agora começamos a enfrentar”. 

Mas há mais vantagens. A biodiversidade, no que toca à fauna, poderá sair bem beneficiada. Um dos objetivos da arquitetura paisagista é, precisamente, criar habitats e, assim, “mais oportunidades de vida”. Pequenos répteis, micromamíferos e também muitos anfíbios poderão fazer do Parque da Asprela a sua casa. 

“Estou realizado do ponto de vista do serviço que esta equipa prestou à universidade e à cidade, através da criação de mais um espaço público.” É assim o balanço que Paulo Farinha Marques faz deste jovem projeto. É com entusiasmo que revela que este parque é pensado para que todos tenham contacto direto com a natureza: “criámos uma rede de caminhos e acessos a pensar nas pessoas com mobilidade reduzida.”. A ideia é que todos, sem exceção, possam atravessar o Campus da Asprela, entre o shopping Campus S.João e a Faculdade de Desporto, neste novo espaço verde da cidade invicta. 


Notícia sobre o Parque Central da Asprela e inauguração.


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© Fotos da autoria de José Miguel Lameiras, um dos docentes de AP envolvido no projeto do Parque Central da Asprela.


 




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Renata Silva. SICC. 21-03-2022
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