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Da FCUP para a Ucrânia, quando toda a ajuda é bem-vinda

Relatos de ucranianos a trabalhar/estudar na FCUP



“A minha irmã está a distribuir comida na estação de comboio onde cada dia as pessoas se juntam para fugir e o meu pai a usar o carro para levar comida da fronteira para a Ucrânia”. Yuliya Logvina, investigadora colaboradora na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), ainda não consegue acreditar no que está a acontecer no seu país natal. 

Na Ucrânia, a sua família faz o que pode para ajudar. Por cá, Yuliya está sempre atenta às notícias e mantém contacto regular com familiares e amigos. Em Dnipro, no centro da Ucrânia, estão a sua avó, de 92 anos, que não quer deixar o seu país, e a irmã. 

A viver em Portugal há 10 anos, foi na FCUP que encontrou a sua segunda casa e realizou o sonho de trabalhar na área da Química e do Ambiente, após frequentar a licenciatura em Ciências e Tecnologia do Ambiente e o Mestrado em Métodos Avançados e Acreditação em Análise Química. 

Todos os dias faz questão de continuar a vir para o Laboratório de Ambiente, do Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território, no edifício FC2, até mesmo para não estar sempre a pensar na situação do seu país. Em pleno século XXI, nunca pensou presenciar uma guerra. 


yuliya-300  

"Em pleno século XXI, isto não deveria estar a acontecer!"

 

Já no Departamento de Física e Astronomia da FCUP, fomos ao encontro do investigador no Instituto de Física de Materiais Avançados, Nanotecnologia e Fotónica (IFIMUP), Gleb Kakazei, que trabalha na área do nanomagnetismo. “A minha mãe, que tem 82 anos, está em Kiev e estou a tentar trazê-la para Portugal. Preciso de alguém em quem confie que possa acompanhá-la porque ela não pode viajar sozinha.” À distância, está a ajudar o seu país com a compra de equipamentos que permitam a defesa dos seus compatriotas. Entre o seu trabalho de investigação e submissão de candidaturas, conta-nos que verifica as notícias várias vezes ao dia e procura manter o contacto com a mãe. 


"Estou a tentar trazer a minha mãe para Portugal"

            gleb  


Apesar da situação de guerra, as comunicações têm funcionado bem. Ter Internet e poder manter contacto regular com os seus familiares é o que também reconforta Liliya Svetenko, que trabalha no Departamento de Biologia da FCUP, no apoio às aulas. Todos os dias fala nem que seja um minuto com a família para se assegurar que estão bem. “Dos meus familiares que estão na Ucrânia só tenho agora um sobrinho cá, que conseguiu sair”, diz-nos. 



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"Temos de reconstruir o país, mas também os nossos corações"

 

Assim como Portugal, um país que rapidamente se mobilizou para ajudar, também na aldeia natal de Liliya, perto da fronteira com a Moldávia, e que não está numa situação de conflito, a população ajuda como pode. Por cá, e enquanto procura trabalho, o sobrinho de Liliya presta apoio voluntário na Associação de Apoio a Imigrantes, Amizade, em Rio Tinto, a encaixotar bens para serem doados. 

Liliya tem esperança que a situação se consiga resolver e o seu povo volte a estar em paz. Ainda assim, depois da guerra, há um país para reconstruir, edifícios para reerguer. E uma outra reconstrução: a dos “corações dos ucranianos”. 


"Sou o mais novo, mas agora sou o mais velho pelas minhas responsabilidades"

andrii  



Quando a Rússia invadiu a Ucrânia no final de fevereiro, Andrii Savchenko estava na FCUP a frequentar as aulas do Mestrado Erasmus Mundus em Vinho, Turismo e Inovação (WINTOUR). Saiu de Portugal para a Polónia para ajudar a família que tinha acabado de chegar. “Em três dias, viajei para a Polónia para organizar a estadia para a minha família. Sou o mais novo, mas agora sou o mais velho pelas minhas responsabilidades - a minha família não pretendia viver fora do país e não sabem como tudo funciona aqui. Pelo menos, a Polónia tem uma cultura similar e a barreira linguística não é assim tão forte. Estou grato pelo apoio que aqui recebemos e não há palavras para agradecer às pessoas de diferentes países que nos ajudam nestes tempos difíceis”, conta. 

Como se vive esta situação de guerra? “Imaginem o que é viver pacificamente e um dia descobrem que a vossa família e amigos estão todos em perigo e sob ataque e todos têm literalmente de sair das suas casas para sobreviver”. 



Uma campanha que uniu o Campo Alegre 


montagem


Ao ouvir os relatos de Yuliya, Gleb, Liliya e Andrii sobre o que se passa na Ucrânia, sentimos o quão importante é haver mais campanhas, apoio e solidariedade. Toda a ajuda é bem-vinda e muito necessária e é, com brilho nos olhos, que nos falam do apoio mobilizado pelo povo português.

Na FCUP, os números da campanha liderada pela AEFCUP, e na qual também participaram as faculdades de Arquitetura, Letras e Ciências da Nutrição e Alimentação, falam por si. Em menos de uma semana, juntaram-se mais de 1000 embalagens de bens alimentares, 312 produtos de higiene e saúde, mais de 6000 unidades de utensílios de cozinha, 62 embalagens de ração para cães e gatos e 802 peças de vestuário e calçado para homem, mulher e criança, entre outras doações. Estes bens estão a caminho da fronteira com a Polónia para ajudar as vítimas da guerra na Ucrânia. Para além desta entrega, os bens recolhidos na FCUP entre os dias 7 e 11 de março vão também ajudar os refugiados ucranianos que chegam a Portugal. 






Renata Silva. SICC. 10-03-2022

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