| Código: | CN21005 | Sigla: | GASTR |
| Áreas Científicas | |
|---|---|
| Classificação | Área Científica |
| OFICIAL | Ciências Físicas |
| Ativa? | Sim |
| Página Web: | http://moodle.up.pt/course/view.php?id=61&sesskey=vShvcFauwo |
| Curso/CE Responsável: | Licenciatura em Ciências da Nutrição |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos UCN | Créditos ECTS | Horas de Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CNUP | 83 | Plano oficial | 3 | - | 5,5 | 56 | 148,5 |
Objetivo geral desta UC é compreender as principais características dos alimentos e alterações sofridas pelos processos culinários. Trata-se de uma área de estudo necessária para a compreensão das características químicas dos nutrientes mais envolvidas nos processos culinários dos alimentos, tendo como principal enfoque o tempo e a temperatura envolvidos nestes processos.
Objetivos específicos:
- Proporcionar ao estudante conhecimentos que o tornem capaz de planear e executar preparações culinárias tendo em consideração as alterações sofridas pelos alimentos e as características organoléticas do produto final, quer se destinem ao consumidor comum quer àquele que necessita de cuidados especiais.
- Consciencializar o estudante da necessidade de implementar o conceito da cozinha tradicional associado à Dieta Mediterrânica, usando técnicas de culinária saudável.
- Desenvolver a aquisição autónoma do conhecimento.
A Gastrotecnia como ciência e arte de otimização dos processos culinários, pretende que os estudantes desenvolvam as seguintes competências:
- Adquirir prática nas preparações culinárias simples e compreender que no contexto da “cozinha”é possível acompanhar vários conceitos e processos químicos (principalmente oxidações) e físicos (principalmente pela ação do tempo e da temperatura) que os alimentos sofrem durante o processo de cozedura. Assim, os estudantes devem ser capazes de:
- identificar os diferentes métodos culinários e adequá-los aos alimentos;
-conhecer os meios físicos envolvidos nos métodos culinários;
-conhecer características químicas dos nutrientes, mais envolvidas nos processos culinários dos principais grupos de alimentos – leite e derivados; carne, peixe e ovos; leguminosas; cereais; legumes/hortícolas;
-adequar o método culinário aos alimentos de forma a preservar o seu valor nutricional;
-relacionar o método culinário com as características do alimento, de forma a valorizar o mais possível as suas características organolépticas;
- Saber planear e executar preparações culinárias, quando se destinam quer ao consumidor comum quer àquele que necessita de cuidados especiais. Assim, os estudantes devem ser capazes de:
- valorizar o empratamento de uma refeição na perspectiva do respeito pelas proporções dos vários grupos de alimentos que a compõem; para isso, o estudante deve compreender a noção de equivalentes de alimentos do mesmo grupo;
- sistematizar e aplicar a noção de equivalente em alimentos crus e cozinhados;
- confecionar dietas de textura modificada (moles e líquidas), com diferentes valores energéticos;
- confecionar dietas pobres em proteína
- Consciencializar o estudante da necessidade de implementar o conceito de cozinha tradicional associado à Dieta Mediterrânica, usando técnicas de culinária saudável. Assim, os estudantes devem ser capazes de:
- aplicar as técnicas de culinária saudável à confeção de pratos da cozinha tradicional mediterrânica/portuguesa;
-salientar o uso de ingredientes da cultura e agricultura mediterrânica/portuguesa.
Os conhecimentos adquiridos nas UCs Composição Nutricional de Alimentos, Nutrição Humana.
1. Gastrotecnia - Estudo das transformações culinárias do alimento
1.1. Enquadramento da Unidade Curricular
1.2. Métodos Culinários
1.2.1. Métodos de aquecimento em que o meio de transferência do calor é a água - branquear, escalfar, cozer, cozer a vapor, cozer sob pressão;
1.2.2. Métodos de aquecimento em que o meio de transferência do calor é a água e a gordura – Guisar e Estufar;
1.2.3. Métodos de aquecimento em que o meio de transferência do calor é o ar - assar no espeto, grelhar e assar no forno;
Tipo de fornos – tradicionais, convecção e micro-ondas
1.2.4. Métodos de aquecimento em que o meio de transferência do calor é a gordura - fritar e saltear
1.3. Noções de apreciação organolética dos alimentos
1.3.1. Como avaliar as caraterísticas organoléticas de um prato. Atributos a selecionar: aspecto geral, aroma, textura, sabor
1.3.2. Condições para a prova de avaliação sensorial
1.4. Estudo experimental e técnicas de culinárias saudável aplicadas a vários alimentos.
Alterações químicas dos nutrientes mais envolvidas nos processos culinários dos alimentos:
- leite e derivados;
- carne, peixe e ovos;
- leguminosas;
- cereais;
- hortícolas;
- ervas aromáticas.
1.4.1. Principais alterações sofridas pelos nutrientes
1.4.2. Adaptação dos métodos culinários ao alimento
1.4.3. Técnicas de culinária saudável
2. Gastrotecnia aplicada à nutrição clínica
2.1. Planos alimentares com textura modificada (consistência mole e líquida). Noção de equivalentes em alimentos crus e cozinhados, indicando a porção de um dado alimento que fornece o mesmo teor de um determinado nutriente.
2.2. Planos alimentares de consistência mole e liquida
2.3. Planos alimentares hipo-proteicos
2.4. Alimentação vegetariana – Aplicações na clínica
Aulas práticas:
1. Apresentação do laboratório (cozinha experimental).
Segurança e procedimentos.
Pesos e Medidas;
2. Leite e Ovos;
3. Carne e peixe
4. Hortícolas
5. Gorduras
6. Ervas aromáticas e especiarias
7. Cereais: técnicas de fermentação biológica e química
8. Conceitos práticos de dose aplicados a pão e leguminosas (equivalentes)
9. Confeção de dietas líquidas e moles
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Aulas teóricas - algumas aulas teóricas são magistrais com o auxilio dos estudantes com recurso a Power Point; outras serão interativas estudantes/professor. Procura-se associar às matérias ministradas informações e curiosidades sobre o tema e a sua interligação com o quotidiano.
As aulas teóricas ministradas pelos estudantes vão ser divididas em 6 grandes temas que vão ser atribuídos aos 6 grupos das aulas praticas. Para facilitar esta aprendizagem é fornecido a cada grupo a bibliografia base recomendada. Antes da apresentação de cada tema a apresentar pelos estudantes haverá um momento de contacto para afinar os conteúdos que irão ser apresentados.
Nas aulas interativas são colocadas questões entre o grupo que apresentou o tema e os restantes estudantes tendo como moderador o professor
Procura-se que haja boa articulação entre os temas ministrados nas aulas teóricas e os trabalhos realizados nas aulas práticas.
Praticas Laboratoriais - estas aulas são ministras no laboratório de Gastrotecnia, sendo os estudantes de cada turma prática divididos em 4 grupos e o tema por aula será de acordo com os grupos de alimento (um por aula).
A maioria das aulas, será dividida em três partes:
1ª – Geral, comum a todos os grupos, orientada pelo professor, que evidencia características físicas e químicas que o alimento sofre durante o processo de confeção, bem como alguns aspetos específicos, a ter em consideração aquando da aquisição do alimento.
2ª - Em grupo, mas de carácter livre, em que os estudantes terão à disposição um conjunto de ingredientes sobre a bancada, mas sem indicação de nenhuma receita a seguir. São portanto os estudantes que em grupo criarão uma receita a partir dos ingredientes disponibilizados. Embora as 4 propostas de ingredientes sejam conhecidas com antecedência, a distribuição dos trabalhos pelos 4 grupos será realizada na própria aula, aleatoriamente, pelo que os estudantes saberão que, de 4 trabalhos lhe poderão ser atribuídos qualquer um. Neste trabalho pretende-se que os estudantes adquiram competências de culinária saudável.
3ª Geral, comum a todos os grupos, destinada a comentar os trabalhos desenvolvidos por cada grupo e saborear o trabalho elaborado pelos diferentes grupos.
| Designação | Peso (%) |
|---|---|
| Exame | 40,00 |
| Participação presencial | 10,00 |
| Teste | 15,00 |
| Trabalho escrito | 30,00 |
| Trabalho prático ou de projeto | 5,00 |
| Total: | 100,00 |
| Designação | Tempo (Horas) |
|---|---|
| Apresentação/discussão de um trabalho científico | 10,00 |
| Estudo autónomo | 50,00 |
| Frequência das aulas | 56,00 |
| Trabalho escrito | 32,00 |
| Total: | 148,00 |
Para um estudante (no regime ordinário) ter frequência a Gastrotecnia não poderá ultrapassar (injustificadamente) o limite legal de faltas; assim, a presença do estudante tem que ser de pelo menos 75% do total de aulas praticas previstas, de acordo com o Regulamento Académico da FCNAUP, e ainda ter uma classificação de avaliação continua de pelo menos 9,5 valores (isto é, 9,5 numa escala de 0-20).
A avaliação Distribuída (AD) sem Exame Final (EF), em que é necessário a obtenção da nota mínima de 50% em cada parcela, com a condição de terem frequência de acordo com o Regulamento Académico da FCNAUP.
Fórmula de cálculo da Classificação Final (CF)
EF- Esta avaliação é composta por uma prova escrito final que versa os principais conhecimentos e competências adquiridas pela componente teórica e praticas (corresponde a 8 valores).
AD- A avaliação distribuída decorre de 4 processos de avaliação (corresponde 12 valores):
- Avaliação do desempenho na preparação e apresentação do tema distribuído 6 valores (4 atribuído spelo docente e atribuído pelo grupo de estudantes)
- Avaliação do desempenho na discussão dos temas abordados nas seções teóricas 2 valores.
- Avaliação da resposta aos 3 momentos de avaliação online 3 valores.
- Apresentação de um trabalho na plataforma Moodle, que consistirá numa primeira fase na seleção e caracterização de uma receita tradicional, e posterior adaptação da receita aplicando os princípios de culinária saudável, assim como a caracterização da receita adaptada (1 valor).
O cálculo da CF faz-se a partir da nota da AD que corresponde a 12 valores em 20 (nota mínima de 6 valores) e do EF que corresponde a 8 valores em 20 (nota mínima de 4 valores), da seguinte forma: CF = AD + EF.
Os estudantes que por motivos especiais contemplados na lei não forem avaliados na componente de avaliação distribuída deverão combinar com o Regente a sua substituição por exame final com a classificação total de 20 valores.
não se aplica
Não é permitida a melhoria de classificação na componente da avaliação distribuída.
A melhoria de classificação final é realizada através de um exame final escrito que corresponde a 8 valores) a adicionar à da AD que tem validade 2 anos.
Observações: Esta UC integra uma componente de e-learning, incentivado pela Universidade do Porto, utilizando para isso a plataforma Moodle, acessível a todos os estudantes de gastrotecnia.
Horário de atendimento: sexta-feira das 15,30h às 16,30h. Os estudantes que pretenderem ser atendidos pelos docentes deverão marcar previamente por email.
Módulo obrigatório Língua de ensino : Português