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Projeto

Código: P101     Sigla: P101

Ocorrência: 2010/2011 - A

Ativa? Sim
Unidade Responsável: Departamento de Design
Curso/CE Responsável: Mestrado em Design da Imagem

Ciclos de Estudo/Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Anos Curriculares Créditos UCN Créditos ECTS Horas de Contacto Horas Totais
MDI 16 Plano Oficial 2006 1 - 18 120 483

Docência - Horas

Teorico-Prática: 4,00
Tipo Docente Turmas Horas
Teorico-Prática Totais 1 4,00
João Adriano Fernandes Rangel 4,00

Língua de trabalho

Português

Objetivos

- Configurar uma fonte de energia geradora de inteligência própria capaz de construir sistemas visuais
baseados em significado, ser, estrutura, forma, produto e contexto.
- Organizar e gerir o desenvolvimento de modelos aplicados e formatados com pré-produção, produção e
pós-produção de projectos desenvolvidos em suportes digitais e/ou analógicos (híbridos), definidos com
base em factores de conteúdo, organização e navegação, design visual e eficácia.
- Compreender a importância da imagem (fixa ou em movimento) como elemento estruturante da
linguagem e do discurso visual contemporâneo.
- Entender e reconhecer uma gramática capaz de integrar conceito, gestão de meios tecnológicos e
estruturas híbridas capazes de realizar um projecto de autor.
- Ensaiar e explorar os limites da síntese do pensamento e acção capaz de desenvolver repertórios visuais
geográficos e de arquivo.
- Processar e inventariar sistemas tipológicos de imagens dando prioridade aos valores estruturais
afirmativos de uma memória cultural futura.
- Percepcionar criticamente a crescente “industrialização da visão” e do envolvimento ético daí decorrente.
- Procurar a originalidade como demanda na construção da ecologia do olhar.
- Considerar um projecto visual, mesmo que utópico, como uma dimensão de espaço público.
- Multiplicar os pontos de vista das imagens de forma que estas não sejam a mera construção linear do
tempo e do espaço.
- Descobrir , continuamente, as possibilidades da imagem num processo de mediação onde o real pode
estar próximo da ficção e vice versa, onde o visível e o invisível se separam por um fino interstício.
- Reconhecer e apreender os contextos visuais pela sua diversidade desde a contemplação à interacção e
consequente identificação da objectividade e subjectividade dos meios e suportes.
- Experimentar a desconstrução da ordem visual tradicional no sentido de tornar livre a representação do
real e dar sentido de escrita ao ilegível, como critério valorativo da narração.

Programa

Apresentação
O contexto mediático atingiu um ponto de saturação tal que, por vezes, nos afunda num abismo psicológico que a compreensão dos fenómenos da imagem deverá ser entendida de forma interdisciplinar.
Os tempos actuais dão sinais que nos sistemas de percepção e representação visual, a imagem e as linguagens aprofundam e constroem as noções de realidade, de socialização e do próprio Design.
Cada vez mais os autores são convocados para um papel de produtores de estruturas avançadas de
comunicação visual suportadas e afirmadas numa dimensão imagética, estética e epistemológica.
Nas últimas quatro décadas, a evolução e emancipação da fotografia libertou a imagem do paradigma da
reprodução do real. A experimentação que se seguiu afirmou a imagem fixa e/ou em movimento como
possibilidade de mediatizar acontecimentos de design.
Aquilo que se transmitiu a partir do conceptualismo dos anos 80 reverteu-se para o presente, no
conceito e na prática, numa imagem como meio de fertilidade e/ou a contaminação do acto fotográfico,
no seu mais concreto estado de criação. Imagens determinadas a partir das ideias que se possam
posicionar no espaço e no tempo. A imagem concentrada na criação individual e colectiva para alcançar o
todo através do pormenor e vice versa.

Conteúdos gerais
Desenvolvimento de projectos visuais que sirvam de reflexão sobre o lugar e a função do documental num
contexto do design, da cultural e do social:
1. - Geografias visuais que observem e interpretem as contradições sociais geradoras de barbárie,
resultantes da incapacidade em transformar a sociedade e a vida com uma dimensão humana;
2. - Geografias visuais que observem e reúnam um corpo de memória e reconstrução sobre aspectos da
história das sociedades, partindo do local para o universal;
3. – Geografias visuais interpretativas do meio ambiente capazes de gerar conteúdos e práticas materiais
no sentido de construção de uma consciência ecológica;
4. – Geografias visuais Investigando a capacidade ficcional e narrativa do documental a partir da
recuperação dos desperdícios, dos detritos e sobras de objectos e imagens como ensaio e reinvenção
museológica;
Será desenvolvida, no espaço desta disciplina, experiência e teoria específica das áreas atrás descritas
procurando complementaridades com as restantes disciplinas do curso. Serão convidadas, pontualmente,
personalidades identificadas com os temas decorrentes dos conteúdos. Prevê-se a edição de textos e/ou
manuais de apoio.

Bibliografia Obrigatória

Foucault, Michel; The Order of Things: An Archaeology of the Human Sciences, New York: Pantheon, 1970
Evans, Jessica; The camerawork essays, Context and Meaning in Photography, Rivers Oram Press, 1997
Burgin, Victor; Ensayos, Gustavo Gili, Barcelona, 2004 (Tradução de Antonio Fernández Lara,)
Derrida, Jacques; “Á voix nue,” in Sur parole: instantanés philosophiques,, Éditions de l’Aube, SaintÉtienne, 1999
Evans, Jessica and Stuart Hall; Visual Culture: The Reader, Thousand Oaks, 2001
Edwards, Elizabeth; Raw Histories, Photographs, Anthropology and Museums, Oxford: Berg, 2001
Benjamin, Walter; Imagens de pensamento, Lisboa Assírio Alvim, 2004 (Tradução de João Barrento)

Métodos de ensino e atividades de aprendizagem

Estabelecer bases de informação da aprendizagem adquirida no âmbito da disciplina, bem como de fontes
complementares ao curso.
Saber dispor dessa informação aplicada ao desenvolvimento de projectos/individuais e/ou de grupo.
Exercer domínio sobre as questões de gramática e linguagem dos diferentes objectos visuais colocados no
processo de realização.
Reconhecer diferentes formatos/meios visuais e saber utiliza-los em condições específicas do projecto.
Aferir nas diferentes fases do projecto e nos resultados finais os parâmetros teóricos enunciados no
programa da disciplina.
Capacidade de interpretação e síntese da informação escrita e sua transformação metafórica em imagem
fixa e/ou em movimento.
Organizar e planear no tempo e no espaço das matérias e acção decorrente dos conteúdos do programa.
Gerir criticamente as diferentes fases de produção do trabalho.
Dominar iconologicamente os signos da narrativa visual implícita no projecto individual e dos restantes
elementos do grupo.
Capacidade de cooperar em esquemas de realização de grupo.
Racionalizar a dimensão transversal das diferentes disciplinas do curso, transformando-a num acto de
conhecimento.

Tipo de avaliação

Avaliação distribuída sem exame final

Componentes de Avaliação

Descrição Tipo Tempo (Horas) Peso (%) Data Conclusão
Participação presencial (estimativa) Participação presencial 168,00
Total: - 0,00

Obtenção de frequência

Num primeiro momento procede-se a uma avaliação global dos conhecimentos decorrentes dos
repertórios apresentados por cada aluno. Este avaliação permite ajustar, lateralmente, a estratégia da
disciplina.
A avaliação será sistemática, mas sempre antecedida de diferentes momentos de apreciações formativas da
parte do professor face aos modos operativos do aluno, a fim de tornar a avaliação efectivamente
contínua. A ligação construtiva professor/aluno/grupo deve ser imperativo pedagógico.
O aluno deverá ser informado atempadamente da realização de pequenos relatórios que sirvam de
testemunhos do desenvolvimento da aprendizagem, consagrada na evolução do projecto. O docente
pode estabelecer um estrutura uniforme de relatório que sirva diferentes personalidades dos alunos e das
diferentes características dos repertórios entretanto adquiridos.
A avaliação na disciplina, identifica-se ainda, no cumprimento de diferentes diligências decorrentes do
programa e solicitadas pelo docente, face às quais deve existir um conhecimento geral do grupo.
Por último, a avaliação deve expressar em escala quantitativa e qualitativa o desenvolvimento de cada
aluno decorrente das aptidões tidas como essenciais do programa da disciplina, demonstradas sinteticamente da forma seguinte:
- Identificação e aplicação por parte do aluno, dos pressupostos do programa na sua praxis cultural e
científica no tempo e no espaço da disciplina;
- Reconhecimento dos diferentes graus de desenvolvimento formativo do aluno, face a diferentes
momentos do desenvolvimento do programa;
- Inferir a importância de como o seu desenvolvimento integral foi capaz de elevar as relações do autor
com a realidade colectiva em que se insere.
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