"A escolha de Joaquim Moreno, um exímio trabalhador em equipa, assegura-nos simultaneamente uma reflexão original, relevante, e que oriente o olhar para territórios distintos das edições anteriores" destacou José Mateus. Acrescentou ainda que, à semelhança do que acontece em todas as edições da Trienal de Lisboa, o trabalho curatorial tem início três anos antes do evento, de modo a permitir o máximo aprofundamento do projeto.
Arquiteto e curador, Joaquim Moreno, nascido em Luanda em 1973, desenvolve há vários anos um trabalho centrado nas relações entre arquitetura e exposições, meios de comunicação, pedagogia e energia.
A sua investigação tem sido materializada em exposições e respetivas publicações, entre as quais se destacam 'Radar Veneza: Arquitetos Portugueses na Bienal 1975–2021', realizada na Casa da Arquitectura em colaboração com Alexandra Areia, 'The University is Now on Air: Broadcasting Modern Architecture', apresentada no Canadian Centre for Architecture, 'Classroom, a Teenage View', desenvolvida em parceria entre o arc en rêve centre d’architecture, o CCB Architecture Centre e a Z33 House for Contemporary Art, Design & Architecture, bem como 'Storytelling Meters', no MAAT — Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.
A propósito da nomeação, Joaquim Moreno sublinha que "a caminho da oitava edição, é fundamental alimentar o fermento com quase 20 anos da Trienal de Lisboa." Segundo o arquiteto, "cada nova fornada retoma o lento levedar do propósito renovado de aumentar o compromisso da arquitetura com a cidade". Nesse sentido, acrescenta, "é uma imensa alegria ser chamado a cuidar deste processo".
Com o início deste novo ciclo, a Trienal de Arquitectura de Lisboa reafirma o seu compromisso em servir de ponto de encontro para discutir estratégias disciplinares futuras. Ao curador geral Joaquim Moreno cabe a condução de um processo que beneficia de um calendário alargado para a experimentação e consolidação da proposta curatorial.
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