Docentes da FAUP com projetos candidatos ao Prémio Europeu de Arquitectura Contemporânea
18 de novembro de 2025
Sete projectos assinados por docentes, antigos estudantes e um antigo docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) integram a lista das doze obras portuguesas nomeadas para o Prémio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea/Prémio Mies van der Rohe 2026 (
EUmies Awards 2026). A lista divulgada pela Comissão Europeia e pela Fundació Mies van der Rohe reúne 410 trabalhos de 40 países.
Entre os projetos de docentes atualmente ligados à FAUP encontram-se o edifício 'A Nacional', no Porto, da equipa Menos é Mais Arquitetos Associados, de
Cristina Guedes e
Francisco Vieira de Campos; o prédio de apartamentos na Rua Roberto Ivens, em Matosinhos, da autoria do atelier URSA, fundado por Luís Ribeiro da Silva e
Margarida Quintã; e a Sede da Corcet, em Penafiel, projetada por
Nuno Melo Sousa. A estes juntam-se obras de antigos estudantes da escola, como a Adega Quinta de Adorigo, em Tabuaço, do atelier de Sérgio Rebelo; a reabilitação do espaço público da Avenida Carvalho Araújo, em Vila Real, pelo atelier Belém Lima Arquitetos, fundado por António Belém Lima; e o Hotel Lince Santa Clara, em Vila do Conde, do Atelier Carvalho Araújo, de José Manuel Carvalho Araújo.
A lista integra igualmente um projecto desenvolvido por antigo docente da FAUP — a reabilitação de edifícios do Bairro do Cerco do Porto, assinada pelos gabinetes
José Gigante Arquiteto e Virgínio Moutinho Arquitetos — bem como outras obras nomeadas em território nacional, nomeadamente o Campo de Futebol Laje, em Oeiras, de Miguel Marcelino; o Edifício 4 do ISCTE-UL, em Lisboa, pela equipa de reabilitação e expansão do campus; o Bairro Padre Cruz Market Hall, também em Lisboa, do gabinete REDO arquitectos; o Complexo de Saúde de Carcavelos, de Simão Botelho com o Stúdio J e a Duoma; e o Graça Funicular, do Atelier Bugio.
A 19.ª edição dos EUmies Awards, apoiada pelo Programa Europa Criativa da União Europeia, reflete a diversidade e a vitalidade da arquitectura europeia contemporânea. Em janeiro de 2026, o júri deverá reduzir a lista inicial a 40 projectos, antes de seleccionar, em fevereiro, os sete finalistas. Os vencedores das categorias de Arquitetura e Arquitetura Emergente serão anunciados em abril de 2026, em Oulu, na Finlândia, uma das Capitais Europeias da Cultura desse ano.
O júri de 2026 que irá avaliar os projetos para o Prémio Europeu de Arquitetura Contemporânea é presidido pelo arquiteto Smiljan Radić e inclui Carl Bäckstrand (Suécia), Chris Briffa (Malta), Zaiga Gaile (Letónia),Tina Gregorič (Eslovénia), Nikolaus Hirsch (Alemanha/Bélgica), e Rosa Rull (Espanha).
Considerados uma das mais relevantes distinções na área, os EUmies Awards reconhecem obras que contribuam para a sustentabilidade, a inovação e a qualidade cultural do espaço construído. Portugal recebeu o prémio logo na edição inaugural, em 1988, com a distinção atribuída a Álvaro Siza pelo edifício do antigo Banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.
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eumiesawards.com