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Exposição | 'ADMIRADOURO Vista sob um Fragmento Urbano' de Emílio Remelhe | Projeto Riscotudo

15 de fevereiro - 28 de março de 2024, 2.ª - 6.ª feira (exceto feriados), 9h00-20h00, Átrio da Biblioteca

 
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A exposição 'ADMIRADOURO Vista sob um Fragmento Urbano' de Emílio Remelhe poderá ser visitada no Átrio da Biblioteca, de 15 de fevereiro a 28 de março de 2024, no âmbito do projecto Riscotudo com curadoria dos professores da FAUP José Manuel Barbosa e José Maria Lopes.

A inauguração decorre no dia 15 de fevereiro, 5.ª feira, às 18h30.

A mostra, de entrada livre, poderá ser visitada até de 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 20h00 (encerra aos feriados). 

ADMIRADOURO
Vista sob um Fragmento Urbano

Ele observa a cena. Este é o mote que Dominique Machabert dá à sua apresentação de «Palavras sem importância» de Álvaro Siza. Num dos textos reunidos no livro, o arquiteto diz que "a construção é quase igual a uma ruína". Se o construir remete para essa cenografia paradoxal no palco da obra, convidando à contemplação metaforizada da casa embrionária, o destruir atravessa a parede metafórica para condenar a ruína à literalidade, sancionando quem vive [e morre] perdendo a casa no teatro da guerra.

Oprimiradouro: ponto de vista sob alerta.

Não confundimos o sentido da ruína que ambas – construção e destruição – produzem. Basta distinguir a substância ativa, o fragmento-deceção e o fragmento-expetativa. Como porta-voz da ruína humana – construída, reconstruída, desconstruída, idolatrada, cultivada, categorizada, adotada, traduzida, citada, recalcada… – o fragmento admite parcerias concetuais e operatórias cujo elenco não caberia aqui.

Resumiradouro: ponto de vista sob vigilância.

Revendo «um incómodo técnico em relação aos fragmentos», Pascal Quinard argumenta que o reconhecimento do fragmentário poderá ser lúcido, mas não escapa à derrota; é que no fragmento, adverte: a sua insistência satura a atenção, a multiplicação adoça o efeito que a sua brevidade aguça; no entanto, ao colocar o dedo na ferida de uma dificuldade real [na escrita e não só], o autor confessa a crescente rendição ao fascínio extremo e quase automático [da] aparência fragmentária.

Suprimiradouro: ponto de vista sob caução.

A literalidade escapa à vista desarmada, viciada em metáforas. Pouco importa se descansamos no eufemismo ou dele desconfiamos, se evitamos o disfemismo ou nele levantamos bandeira: o que falta a um e sobra ao outro é coisa de espuma retórica. Na alegria e na tristeza, vemos o que temos em presença, temos o que vemos em ausência; na saúde e na doença, recebemos o explícito, concebemos o implícito. Eis o mistério da fé na representação.

Redimiradouro: ponto de vista sob reserva.

Ser humano é ser admirável – dentro da sua espécie, naturalmente. Não admira que o próprio objeto da admiração oscile, como um pêndulo, entre uma coisa e o seu contrário. A ambiguidade aparente não é irresolúvel: a destruição tem os seus admiradores à flor-da-pele, mas a [re]construção inspira profunda admiração.

Exprimiradouro: ponto de vista sob escrutínio.

Emílio Remelhe (Barcelos, 1965) vive e trabalha no Porto. Possui Licenciatura em Artes Plásticas-Pintura, Mestrado em Desenho e Doutoramento em Educação Artística no âmbito da museografia. Leciona na FBAUP como Professor Auxiliar Convidado [Desenho na Licenciatura em Artes-Plásticas, Narrativas e Guião Gráfico na Licenciatura em Desenho e Narrativas Verbais e Discurso Criativo no Mestrado em Ilustração]. Leciona na ESAD como Professor Adjunto [Desenho, Ilustração e Escrita Criativa]. É investigador integrado do ESAD-IDEA e investigador colaborador do i2ads-FBAUP. Desenvolve atividade no domínio das artes plásticas, do desenho, da ilustração e da literatura. Tem trabalho premiado e publicado por diversas editoras, dentro e fora do país. Colabora assiduamente com entidades públicas e particulares, participando em encontros e realizando oficinas em torno da criatividade, da escrita, da ilustração. Últimas exposições individuais: Mnemonírica, Lugar do Desenho 2021; Animalítica, Espaço Miguel Torga, 2022; Oxidoxia, Serpente-Galeria de Arte Contemporânea, 2022. Integra coleções públicas e particulares.

Projecto Riscotudo

O projecto Riscotudo constitui-se como um Espaço na FAUP destinado a exposições de Desenho localizado no Átrio do Auditório da Biblioteca. Com projecto de José Manuel Barbosa que partilha a curadoria com José Maria Lopes, Riscotudo é "um espaço expositivo onde se apresentam propostas que trabalham os elementos gráficos e plásticos do desenho privilegiando técnicas e concepções estéticas dispares".

Mais informações em riscotudo.wordpress.com


Entrada livre (sujeita à lotação do espaço).
Programa sujeito a alterações (sem aviso prévio).

Este evento é passível de ser registado e divulgado pela FAUP através de fotografia e vídeo.

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