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#Faup40viagens | #call

22 a 31 de maio de 2021




A #call — #faup40viagens — integra o conjunto de acções* relativas à reflexão sobre o tema da 'viagem' na construção da escola e da aprendizagem de arquitectura, desafio lançado pelo Comissariado das Comemorações dos 40 Anos da FAUP aos professores Rui Tavares e Ana Sofia Silva.

 
arquivo | exposição digital
O segundo momento da celebração da aprendizagem do arquitecto a partir da viagem, motivada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, consiste na recolha de registos de viagem dos últimos 40 anos. O objectivo é criar um banco de memórias digital das viagens realizadas, que exponha as aprendizagens em contacto com o mundo, seja próximo ou distante. Apela-se assim à partilha de registos de viagem, individuais e colectivos, que permitirão um entendimento mais amplo da importância da viagem na aprendizagem do arquitecto e na consolidação de um sentido maior de escola.
Com o arquivo | exposição virtual que se quer construir, almeja-se o mapeamento dinâmico das várias viagens vividas e futuras e o reconhecimento da importância das mesmas na formação das várias gerações de arquitectos formados pela FAUP. A celebração das viagens passadas pretende motivar o planeamento de viagens futuras, bem como a recuperação de um sentido de união e reunião, em tempos de distanciamento.

A FAUP convida toda a sua comunidade — estudantes, alumni, docentes, investigadores, funcionários não docentes e colaboradores — a partilhar, entre os dias 22 e 31 de Maio, um registo de viagem — escrito, desenhado, fotografado...— no facebook e/ou instagram com a hashtag #faup40viagens
Para além, ou em alternativa à partilha nas redes sociais, os contributos poderão ser enviados, idealmente com a identificação do autor e de eventuais pessoas presentes nas imagens, para arquivoaudiovisual@arq.up.pt

A viagem alimenta a expectativa da descoberta perante novos mundos, mas também a construção de si próprio.
À preparação da partida associa-se a antecipação, em parte, fruto da acção da imaginação.
A viagem promete algo que não se viveu, é uma inauguração.
Ao registar a viagem, o viajante tenta fixar um tempo novo que se abre e que quer reter. Os registos de sensações, observações e despertares entrelaçar-se-ão mais tarde com as outras memórias na construção das narrativas, tanto individuais como partilhadas. Estes registos passados, ecoarão em multiplicidade na experiência do presente e na concepção do futuro.
A experiência e a memória da viagem vinculam o viajante à necessidade permanente de construção e, assim, abrigam a resistência à estagnação.

- Tu que exploras tudo à tua volta e vês os signos, saberás dizer-me para qual destes futuros nos impelem os ventos propícios?
- Por estes portos não seria capaz de traçar uma rota no mapa nem fixar a data da abordagem. Por vezes basta-me um breve trecho que se abre no meio de uma paisagem incongruente, um aflorar de luzes no nevoeiro, o diálogo de dois transeuntes que se encontram durante as suas deambulações, para pensar que partindo dali juntarei peça a peça a cidade perfeita, construída de fragmentos misturados com o resto, de instantes separados por intervalos, por sinais que alguém manda sem saber quem os apanha. Se te disser que a cidade para que tende a minha viagem é descontínua no espaço e no tempo, ora mais dispersa ora mais densa, não acredites que possamos deixar de procurá-la. Talvez enquanto falamos esteja a aflorar esparsa dentro dos confins do teu império; podes localizá-la, mas da maneira que te disse.

Italo Calvino
As cidades invisíveis. Lisboa: Editorial Teorema, 1993. (pag.165)

*Ciclo de conferências | Viagem
8,15, 22 e 29 de Maio 2021

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