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Ciclo de conferências | FAUP 40 anos | Viagem

8, 15, 22, 29 de maio de 2021, Sábado, 17h30, videoconferência

O ciclo de conferências 'Viagem' constitui um primeiro momento das acções relativas à reflexão sobre o tema da viagem na construção da escola e da aprendizagem de arquitectura, desafio lançado pelo Comissariado das Comemorações dos 40 Anos da FAUP aos professores Rui Tavares e Ana Sofia Silva.

Marcando os fins de tarde de sábado de maio, às 17h30, por videoconferência — YouTube FAUPlive — o ciclo organiza-se em 4 sessões que procuram diversos olhares sobre a viagem na formação do arquitecto:

08 Maio | Álvaro Siza . Viagem à Índia

15 Maio | Marta Oliveira, Maria Sofia Santos, João Luís Marques
                Caderno de viagem: História(s) da Arquitectura Portuguesa

22 Maio | Rui Tavares, Sergio Fernandez, Duarte Belo

29 Maio | Madalena Pinto da Silva, Alberto Lage


A experiência da viagem na aprendizagem formal da Arquitectura, e na aprendizagem contínua do arquitecto, surge como acção que alimenta fluxos de influência, movimentos de contágio, mestiçagem, confronto ou transformação. Das viagens resulta um sentido de acumulação de relíquias, ideias, influências, despertares, reconhecimentos, estranhamentos ou identificações… A consciência da viagem como momento especial de aprendizagem em Arquitectura nasce na Escola de Belas Artes do Porto e transita com naturalidade para prática da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, nesta revelando já uma maturidade que se transforma em tradição. Motivada pela escola, a viagem surge como meio de reconhecimento de si e conhecimento do mundo.
A visita a território que lhe é estrangeiro, permite ao aluno o vislumbre e a delineação de um mundo mais vasto, extravasando as idiossincrasias individuais e as circunstâncias específicas da Escola. Permite também o entendimento dos espíritos dos tempos e dos lugares, bem como a identificação de um tempo comum, não necessariamente linear. Assim, a viagem tanto permite um observar cronológico e geográfico, como também proporciona uma análise transversal a épocas ou períodos, partindo-se da convicção de que existem problemas inerentes ao âmbito disciplinar da Arquitectura que podem ser desvinculados de tempos próprios e lugares específicos.
Olhares atentos sobre a obra de muitos arquitectos revelam a influência das viagens vividas. Na formação, a viagem adquire um sentido lato: tanto se inscreve na tradição burguesa, como viagem iniciática do jovem adulto, expressando vontade de construção de um entendimento mais amplo do mundo e emancipação; como se vincula ao cumprimento de itinerários específicos, tendo em vista o conhecimento, sem mediação, da arquitectura dos mestres. Em qualquer dos casos, a viagem isola os viajantes do seu meio natural e agrega-os entre si, permitindo a construção de um conhecimento comum, mas também de laços de outras naturezas. A viagem elaborada em contexto escolar tem sido uma experiência de partilha: desde o caminho até ao conhecimento.

Rui Tavares
Ana Sofia Silva



40Viagem
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