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Interesse público | Classificação de árvores da FAUP

14 de outubro de 2020

Pelo seu valor e características, duas árvores da FAUP foram classificadas como árvores de Interesse Público pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, por proposta da Câmara Municipal do Porto que contou com o apoio da Universidade do Porto.

A classificação abrange a Fagus sylvatica — Faia Púrpura com mais de 100 anos localizada nos jardins da Casa Cor-de-Rosa, junto ao Pavilhão Carlos Ramos, “com dimensões raras na cidade e uma arquitetura muito próxima da natural”, sublinha o site da autarquia.

O outro exemplar classificado refere-se à Cinnamomum camphora — Canforeira, situado junto à Via Panorâmica “Edgar Cardoso”, considerado pela autarquia portuense como “um dos raros indivíduos desta espécie, existentes na cidade”, destacando-se pela sua disposição individual e porte.

A classificação das duas árvores teve em linha de conta o particular significado paisagístico e o caráter histórico inerente ao espaço - por ser “uma marca do passado da cidade do Porto de relevância nacional, no qual a expansão económica atraiu muitas famílias estrangeiras que construíram casas com espaços verdes onde dominava um espírito botânico colecionista”, sendo também uma “remanescência desse período áureo”, descreve o despacho do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, publicado a 14 de outubro de 2020 em Diário da República.

A classificação “de interesse público” atribui ao arvoredo um estatuto de proteção idêntico ao do património edificado classificado. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas pode classificar como de interesse público as árvores que, pelo seu porte, estrutura, idade, raridade ou por motivos históricos ou culturais, se distingam de outros exemplares.

Com a classificação, é estabelecida uma zona geral de proteção para cada exemplar, com um raio de 20 metros a contar da respetiva base, o que implica que qualquer intervenção na área ou nas árvores em si passa a carecer de autorização prévia do ICNF. De igual modo, são proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar as árvores classificadas.

Despacho (extrato) n.º 9919/2020 de 14 de outubro
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