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Aula Aberta 'Da compartimentação do mundo: (i)mobilidade, refugiados e campos de refugiados' por Pedro F. Neto

30 de Novembro (Quarta-feira), 9:00, Sala CCR1 - Casa Cor de Rosa - FAUP

A terceira sessão do Ciclo de Aulas Abertas – Urbanização da Pobreza: 'O papel social do arquitecto' terá como tema ‘Da compartimentação do mundo: (i)mobilidade, refugiados e campos de refugiados’ e será apresentada pelo arquitecto e antropólogo Pedro Figueiredo Neto (ICS-UL).

A aula decorre no dia 30 de Novembro (Quarta-feira), às 9:00, na Sala CCR1, na Casa Cor de Rosa - FAUP.

Embora criados como algo temporário, frequentemente os campos de refugiados permanecem em funções ultrapassado o período de emergência. Ao longo do tempo, tais estruturas tornam-se pontos de referência, tendo uma influência preponderante ao nível social, cultural, económico e mesmo legal na região onde se inserem. Mas a existência de campos de refugiados — de resto, como a problemática dos refugiados em geral — levam a uma necessária reflexão, mais ampla, sobre a organização do(s) território(s), sobre o papel da (i)mobilidade e das suas possíveis definições, sobre estratégias e discursos institucionais na elaboração de formas de segregação e exclusão sócio-espaciais, com eco global.

Paradigmático dos aspectos mencionados, o Campo de Refugiados de Meheba (Zâmbia) constitui o ponto de partida desta exposição. Estabelecido em 1971, Meheba continua ainda hoje em funcionamento. Embora tenha sido criado como resposta ao fluxo de refugiados angolanos, a verdade é que o campo sofreu profundas alterações demográficas — recebendo populações de outros conflitos regionais e de outras áreas, atraídas pelo seu carácter humanitário e/ou do "desenvolvimento" vivido na região. Simultaneamente, em tal lugar é possível verificar uma série de transformações estruturais, desde a ocupação de um território inóspito com objectivos humanitários, tornando-se o celeiro da região onde se situa, até às novas configurações resultantes da actividade mineira na sua envolvente. Por estes e outros motivos, Meheba revela-se emblemático de uma crescente compartimentação do mundo.

A aula será apresentada em língua inglesa. Entrada livre (sujeita à lotação da sala).
Programa sujeita a alterações (sem aviso prévio).

Pedro F. Neto (1984, Tomar, Portugal) concluiu o curso de Arquitectura na FAUP, em 2009, com a tese “Bairros de lata: Inspiração em tempos de crise?”. Entre 2010 e 2011 colaborou como investigador no projecto de investigação “Ruptura Silenciosa, Intersecções entre a Arquitectura e o Cinema. Portugal 1960-1974”, tendo escrito e filmado a curta-metragem ‘Sizígia’ (2012).
Em 2016, concluiu o doutoramento em Antropologia pelo ISCTE-IUL e em Antropologia Social e Etnologia pela EHESS, Paris com a tese “Um mundo em movimento. Horizontes operativos entre refugiados e repatriados angolanos (Campo de Meheba, Zâmbia)”. Durante esse processo contou-se ainda um período de estudos no departamento de Development Studies na SOAS, Universidade de Londres.
Actualmente é investigador do ICS-UL e lecciona no seminário “Anthropology, Citizenship and Human Rights”, do Mestrado em Estudos Internacionais do CEI-ISCTE-IUL, Lisboa.


O Ciclo de Aulas Abertas – Urbanização da Pobreza: 'O papel social do arquitecto' é coordenado pelo Professor Álvaro Domingues, pela arquitecta Ana Silva Fernandes e pelo grupo de investigação MDT - Morfologias e Dinâmicas do Território do CEAU-FAUP.

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Ciclo de Aulas Abertas – Urbanização da Pobreza: 'O papel social do arquitecto'

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