Aprendizagem Motora
Ocorrência: 2015/2016 - 1S 
Ciclos de Estudo/Cursos
Língua de trabalho
Português - Suitable for English-speaking students
Objetivos
A UC Aprendizagem Motora pretende dar a conhecer aos estudantes o dinâmico conjunto de processos internos associados com a prática e com a experiência e que, articulados com as condições de aprendizagem, instrução e prática, conduzem ao sucesso na construção e desempenho das habilidades motoras em contextos distintos, nomeadamente o desportivo, o escolar, populações idosas e populações com necessidades especiais.
Resultados de aprendizagem e competências
- Compreender a Aprendizagem Motora como área de estudo das Ciências do Desporto.
- Compreender a terminologia básica utilizada no estudo da Aprendizagem Motora e a sua aplicação na prática do desporto e da educação física.
- Conhecer as teorias gerais da Aprendizagem Motora.
- Conhecer os processos e mecanismos fundamentais da Aprendizagem Motora e do desempenho motor.
- Identificar e enquadrar teoricamente os fatores influenciadores da Aprendizagem Motora.
- Compreender a importância do estudo das diferenças individuais para o desempenho das habilidades motoras.
- Compreender as relações entre os vários conceitos transmitidos.
- Associar os conceitos aprendidos na UC Aprendizagem Motora com outros adquiridos em unidades curiculares que, num posicionamento transversal ou vertical, possuem afinidades com a UC Aprendizagem Motora.
Modo de trabalho
Presencial
Pré-requisitos (conhecimentos prévios) e co-requisitos (conhecimentos simultâneos)
Pedagogia do Desporto (1º ano, 1º semestre); Estatística (1º ano, 2º semestre); Desenvolvimento Motor (2º ano, 1º semestre).
Programa
1. Períodos históricos da Aprendizagem Motora. A Aprendizagem Motora como campo de estudo e aplicação
2. Questões terminológicas e estruturas nervosas intervenientes na Aprendizagem Motora.
3. Teorias da Aprendizagem Motora: Teoria do circuito fechado, Teoria do esquema e Teoria dos sistemas dinâmicos
4. Fases de aprendizagem e avaliação dos progressos da aprendizagem
4.1 Fases de Aprendizagem: Modelos de Fitts e Posner (1967) e de Gentile(1972). Alterações no executante e na performance através dos estádios de aprendizagem
4.2 Curvas de desempenho ou performance; as fases de aquisição, retenção e transferência; medidas de precisão, de desempenho e tipos de erro da resposta.
5. Fatores de aprendizagem
5.1 Fatores prévios: motivação, aquecimento, metas de aprendizagem; instrução e demonstração; caraterísticas da tarefa e do indivíduo
5.2 Fatores concomitantes: teoria da informação; tomada de decisão e antecipação; memória e atenção; variabilidade das condições de prática e interferência contextual; transferência da aprendizagem; fadiga
5.3 Fatores posteriores: informação de retorno sobre o resultado (feedback); metacognição; envolvimento emocional
6. Síntese. Modelo conceptual do desempenho humano: o aprendiz, a aprendizagem, a tarefa e o contexto.
Bibliografia Obrigatória
Magill Richard A.;
Motor learning and control. ISBN: 978-0-07-110697-9
Schmidt Richard A.;
Motor learning and performance. ISBN: 978-0-7360-6964-9
Tani Go 340;
Comportamento motor
Passos Pedro 340;
Comportamento motor, controlo e aprendizagem. ISBN: 978-972-735-192-3
Barreiros Joao M. P.;
Aprendizagem motora
Utley Andrea;
Motor control, learning and development. ISBN: 978-0-415-39139-9
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Aulas magistrais.
Aulas laboratoriais de familiarização com os vários desenhos metodológicos, instrumentos e procedimentos de pesquisa no âmbito da Aprendizagem Motora.
Trabalho de campo e trabalho laboratorial.
Grupos de discussão.
Software
Moodle
Palavras Chave
Ciências da Saúde
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída com exame final
Componentes de Avaliação
| Designação |
Peso (%) |
| Defesa pública de dissertação, de relatório de projeto ou estágio, ou de tese |
10,00 |
| Exame |
30,00 |
| Teste |
30,00 |
| Trabalho de campo |
30,00 |
| Total: |
100,00 |
Obtenção de frequência
Para acederem ao exame final, os estudantes terão que preencher os seguintes critérios:
i) Presença em pelo menos 75% das aulas teóricas e em pelo menos 75% das aulas práticas lecionadas;
ii) Classificação mínima de 47,5% (9,5 valores) na componente prática.
Os estudantes que não assegurem a presença a, pelo menos, 75% das aulas teóricas e 75% das aulas práticas lecionadas (estudantes com estatutos especiais) deverão contactar a responsável pela unidade curricular no prazo máximo de duas semanas após a lecionação da primeira aula teórica, para definir um plano alternativo de avaliação à unidade curricular.
Aos estudantes abrangidos por legislação relativa a regimes especiais de frequência poderão ser exigidas provas especiais (e.g., demonstração de competências no domínio da manipulação de instrumentos de pesquisa; conhecimento e aplicação de protocolos e procedimentos no domínio da prática laboratorial) para comprovação dos conhecimentos e competências relacionados com os objetivos e conteúdos da unidade curricular.
Fórmula de cálculo da classificação final
Componente teórica (60% do total da classificação final):
i) Época normal: dois mini-testes realizados no âmbito das aulas (30% cada mini-teste) ou exame final (60%).
ii) Exame de recurso: exame final (60%).
Serão admitidos ao segundo mini-teste: (i) os estudantes que apresentem presença em pelo menos 75% das aulas teóricas e práticas lecionadas; (ii) os estudantes que tiverem obtido classificação mínima de 47,5% (9,5 valores, numa escala de 0 a 20) no primeiro mini-teste; (iii) os estudantes que tiverem obtido classificação mínima de 47,5% (9,5 valores, numa escala de 0 a 20) na componente prática.
Serão admitidos ao exame de recurso: (i) os estudantes que apresentem presença em pelo menos 75% das aulas teóricas e práticas lecionadas; (ii) os estudantes que tiverem obtido classificação mínima de 47,5% (9,5 valores, numa escala de 0 a 20) na componente prática.
Componente prática (trabalho em grupo, envolvendo trabalho de campo com autoavaliação e heteroavaliação) (30% da classificação final); (apresentação do trabalho de grupo) (10% da classificação final).
Na componente teórica e na componente prática, a classificação final não poderá ser inferior a 47,5% (9,5 valores, numa escala de 0 a 20) do valor respetivo.
Provas e trabalhos especiais
Tem dispensa de frequência às aulas teóricas e práticas o estudante que a tiver obtido, em um e em outro caso, no ano letivo anterior. Da mesma forma, o estudante que, no ano letivo anterior, tenha obtido classificação mínima de 47,5% (9,5 valores, numa escala de 0 a 20) no trabalho em grupo da componente prática da UC está igualmente dispensado de o realizar no presente ano letivo, devendo apenas comparecer aos mini-testes, exame final ou exame de recurso. No caso de nova reprovação, o estudante cumprirá todos os requisitos da UC: assiduidade mínima às componentes teórica e prática, trabalho em grupo e mini-testes ou exame final.
Avaliação especial (TE, DA, ...)
Os estudantes que não assegurem a presença a, pelo menos, 75% das aulas teóricas e 75% das aulas práticas lecionadas (estudantes com estatutos especiais) deverão contactar a responsável pela unidade curricular no prazo máximo de duas semanas após a lecionação da primeira aula teórica, para definir um plano alternativo de avaliação à unidade curricular. Caso esta ocorrência não aconteça, após essas duas semanas o estudante passará a ser considerado estudante ordinário.
Aos estudantes abrangidos por legislação relativa a regimes especiais de frequência poderão ser exigidas provas especiais (e.g., demonstração de competências no domínio da manipulação de instrumentos de pesquisa; conhecimento e aplicação de protocolos e procedimentos no domínio da prática laboratorial) para comprovação dos conhecimentos e competências relacionados com os objetivos e conteúdos da unidade curricular.
Melhoria de classificação
A melhoria da classificação poderá ser obtida apenas através da repetição da componente teórica (exame de recurso).